Endometriose: saiba tudo sobre a causa e o tratamento desta doença

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A condição atinge uma em cada seis mulheres e é a principal causa da infertilidade feminina. 

A endometriose é uma doença crônica que atinge uma em cada seis mulheres em idade reprodutiva. Ela consiste na presença do endométrio fora do revestimento do útero, local em que deveria estar em condições normais. Além disso, ela é a principal causa da infertilidade feminina.

Atualmente, estima-se um atraso de oito anos no diagnóstico da doença. Isso acontece porque os principais sintomas são a dor pélvica e durante as relações sexuais. 

A primeira é naturalizada, e muitas mulheres acreditam que sentir altos níveis de dor durante a menstruação é algo normal. A segunda é uma questão íntima, que poucas abordam no consultório.

A seguir, entenda o que causa essa condição, quais são os sintomas e as formas de tratamento disponíveis.

Significado

O endométrio é a mucosa que reveste a cavidade uterina. Durante o ciclo menstrual, ele se torna mais espesso, facilitando a fixação do óvulo fecundado. Entretanto, se isso não acontecer, a maior parte dele é expelido do corpo pela menstruação, e o restante permanece no útero para repetir o ciclo no mês seguinte.

Quando uma mulher apresenta quadro de endometriose, significa que as células do endométrio não foram expelidas. Na verdade, elas seguiram no sentido oposto, caindo nos ovários ou em outros órgãos. 

Portando, o endométrio passa a crescer em outras regiões do corpo: ovários, trompas, intestino, reto, peritônio, diafragma e pulmão. Dessa forma, as células continuam crescendo e sangrando ciclo após ciclo porque não foram expelidas pelo corpo, e essa ação causa desconforto.

Causas

As causas da endometriose ainda não foram estabelecidas, mas uma das principais hipóteses está relacionada com a menstruação retrógrada. Nesse caso, o sangue sofre uma espécie de refluxo para a cavidade pélvica por meio das tubas uterinas. Assim, as células do endométrio se alojam em outros órgãos e passam a crescer neles.

Outra hipótese considera que a doença pode ser genética e está relacionada com deficiências do sistema imunológico. Isso porque quem possui casos de endometriose na família tem mais chances de desenvolver a condição.

Sintomas

Um dos principais sintomas da doença é a dor pélvica, que pode ser intensificada durante os dias de fluxo do ciclo menstrual. Entretanto, muitas mulheres e médicos normalizam a dor do período, atrasando o diagnóstico. Por isso, é importante ressaltar que dores fortes não são normais e devem ser investigadas.

Veja os demais sintomas da endometriose:

  • dismenorreia (dor no período menstrual);
  • cólicas antes dos dias de sangramento;
  • dor durante as relações sexuais;
  • dor ao urinar ou evacuar,
  • infertilidade.

Diagnóstico

Em casos de suspeita de endometriose, o primeiro passo para o diagnóstico é o exame ginecológico. No entanto, outros testes laboratoriais e de imagem podem ser solicitados para confirmar a doença. Confira os mais comuns:

  • exame de sangue marcador tumoral CA-125;
  • ultrassom endovaginal;
  • laparoscopia;
  • biópsia,
  • ressonância magnética.

Tratamento

Não há cura para a endometriose. O tratamento irá variar de acordo com os sintomas e o grau da doença. O objetivo principal é reduzir a dor e controlar o surgimento de outros focos, que podem atingir diferentes órgãos. Além disso, é possível tomar medidas para possibilitar a gravidez, caso a mulher tenha dificuldades nesse aspecto.

As opções de tratamento costumam englobar o uso de medicamentos que bloqueiam a menstruação, como os anticoncepcionais. Analgésicos também são usados para controlar a dor.

Se a paciente tem o objetivo de engravidar, o tratamento da endometriose precisa considerar esse fator. Desse modo, será necessário focar tanto na doença, quanto na gravidez, de forma que um não prejudique o outro.

Além disso, é possível realizar alguns procedimentos, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, que são minimamente invasivos e atuam no tratamento de lesões. Entretanto, em alguns casos, a histerectomia, retirada do útero, das trompas e dos ovários, pode ser mais indicada.

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