Qual a diferença entre o café especial e o tradicional?

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Depois de conhecer essas diferenças, você nunca mais tomará a bebida do mesmo jeito

No Brasil, ninguém recusa um bom cafezinho em situações sociais. Pode ser durante uma visita ou em uma reunião de negócios, uma xícara de café é sempre uma gentileza oferecida em ambientes sociais.

Devido a essa prática comum, todos nós já passamos por uma situação em que tomamos um café ruim ou um tão bom que nos fez questionar qual o segredo de um café tão saboroso. A resposta pode estar na diferença entre o grão tradicional e o café tipo especial, e aqui vamos te ajudar a entender isso. 

1 – O que é um café especial

O café sempre foi um produto de extrema importância para a economia brasileira. O solo do Brasil produz cafés de ótima qualidade, tornando nosso país um histórico exportador, perdendo apenas para a Colômbia.

Por isso, aproximadamente 70% do café plantado e produzido no Brasil é exportado. O percentual do mercado interno se divide entre café tradicional e cafés tipo especial, com subdivisão especial e gourmet. 

Essas categorias são resultado de uma classificação promovida pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), que criou o PQC – Programa de Qualidade do Café, lançado em 2004. 

De acordo com o PQC, os cafés recebem uma classificação conforme a nota alcançada. Cafés tradicionais são cafés com pontuação entre 4,5 a 6,0. Cafés superiores ficam entre 6,0 e 7,2 e cafés gourmets, entre 7,3 e 10. 

Para um café ser categorizado como especial ele deve ter uma boa pontuação pelo PCQ e também atingir no mínimo 80 pontos na classificação da Specialty Coffee Association, que avalia critérios como fragrância, doçura, acidez, corpo e harmonia. 

Um café especial é composto, necessariamente, por grãos 100% arábica, espécie mais comercializada no mundo e que possui maior variedade de sabores, aromas e intensidades.

O café tradicional geralmente possui mistura de grãos arábica e conilon, sendo este considerado um grão “pobre”, mas rentável, e que é grande responsável por um amargor bem acentuado, de difícil aceitação e que interfere nas características dos grãos arábicas.

2 – Escolhendo o café especial

Agora que você já sabe que cafés com grãos 100% arábica são cafés tipo especial, é hora de aprender dicas para escolher seu café. Um conselho inicial é procurar sabores de fundo que normalmente constam nas especificações do café.

É comum encontrar cafés especiais com os nomes das regiões em que foram cultivados por ser um indicativo do que esperar em relação à acidez. Cafés produzidos em locais quentes são mais ácidos do que os cultivados em regiões frias. Por isso, para um café de baixa acidez, opte pelos produzidos no sul de São Paulo ou norte do Paraná.

Se preferir cafés naturalmente mais doces, dê preferência a regiões de alta altitude, como os produzidos na Serra Mineira. A altitude favorece a absorção de açúcares naturais que são produzidos no processo de maturação do grão. 

Apesar das diferenças existentes em relação aos tipos de grãos (bourbon vermelho ou amarelo, catuaí vermelho ou amarelo, acaiá, mundo novo), a maioria das lojas especializadas em cafés especiais trabalham com notas de fundo (que, além de solo, clima e altitude, variam conforme os processos de secagem), tipos de corpo (corpo leve, médio ou denso) e acidez (baixa ou alta). 

Cafés mais encorpados são ótimos para serem tomados na modalidade expresso, moka ou aeropress, enquanto cafés mais leves são perfeitos para o dia-a-dia e o clássico filtro de papel ou tecido. O sabor de sua preferência (mais doce ou mais amargo) irá depender das notas de fundo do processo de secagem (frutas cítricas, chocolate, nozes).

Ao testar variados tipos de cafés especiais, sempre puros, você certamente irá descobrir qual a combinação de características que mais lhe agrada e nunca mais irá querer saber de outro café que não seja especial.

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