Calçados sustentáveis: saiba quais as principais características

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Os calçados sustentáveis diferem dos calçados tradicionais não apenas pelo material, mas pelos métodos de produção.

A sustentabilidade tem sido uma preocupação significativa em nossa sociedade. Não por acaso: embora tenhamos nos desenvolvido tecnologicamente de maneira intensa nos últimos anos, também destruímos a natureza em velocidade recorde.

Marcas de cosméticos conhecidas, de dentro e fora do Brasil, têm investido pesado em embalagens retornáveis, produtos 100% veganos e naturais, entre outras coisas. 

A tendência chegou a outras áreas, como não poderia deixar de acontecer, e hoje temos até o sapato sustentável, que é sucesso entre blogueiras, influenciadores digitais e modelos.

O que faz com que um calçado seja considerado sustentável? Essa é uma pergunta frequente e bastante compreensível. Será que basta apenas substituir o plástico por outro tipo de material? Falaremos um pouco mais sobre o assunto a seguir. Confira.

Sapato vegano: entenda melhor

Quando falamos sobre veganismo, muitas pessoas pensam, imediatamente, que se trata apenas de uma dieta que não inclui carne, ovos, leite e derivados. Isso é verdade, mas o veganismo vai além.

Uma pessoa vegana não faz uso de resíduos animais em roupas, como no caso dos sapatos e cintos de couro, além de evitar marcas que fazem testes em animais. Como se pode notar, trata-se de um conjunto de ações voltadas para um fim: retirar a exploração animal do cotidiano.

Um parêntesis se faz necessário: para apostar em sustentabilidade, não é preciso ser vegano ou mesmo vegetariano.

A diminuição do consumo de carne é incentivada pela Organização Mundial de Saúde, para que possamos cuidar melhor das nossas florestas e diminuir o espaço utilizado para pastos, mas é perigoso relacionar a preocupação com a natureza apenas à dieta cotidiana.

Com mudanças de atitude, ainda que mantendo a sua dieta, você consegue causar um impacto positivo no mundo e diminuir a sua pegada ecológica. O planeta agradece!

Retomando, os sapatos veganos, como o nome sugere, são aqueles feitos sem matéria-prima animal, como o couro, e que fazem uso de materiais reaproveitados, como tecidos, plástico, látex ou borracha.

Dessa forma, os artigos de materiais recicláveis que seriam descartados, muitas vezes em lixões, rios e afins, tornam-se peças que terão muitos anos de vida útil

Hoje, há tecidos feitos com garrafas PET, com solados de látex — que costumavam ser luvas — e borracha de pneus. São materiais que, com estilo rústico, compõem muito bem no visual.

O meio de produção também importa!

Utilizar-se de materiais que seriam jogados fora, evitando o descarte incorreto na natureza, é uma excelente maneira de ser sustentável. As empresas verdadeiramente ecológicas, no entanto, tendem a dar um passo além.

No processo de produção de um calçado, a sustentabilidade começa no rastreamento da matéria-prima. É preciso saber de onde vem cada detalhe: do corante utilizado para tingir a lona à cola que junta a sola ao “corpo” do calçado, tudo precisa ser natural e ético.

A criação dos sapatos sustentáveis, em muitos casos, é feita de maneira artesanal. Em vez de serem feitos em uma empresa de grande porte, onde há desvalorização da mão de obra (ou seja, salários baixíssimos e muito trabalho), é satisfatório que os calçados veganos sejam feitos de forma artesanal.

A quantidade de peças disponibilizadas a cada nova coleção, por isso, pode ser bastante pequena — fazendo com que os modelos sejam bem mais exclusivos, visto que não são feitos em grande escala, mas também um pouco mais caros do que os sapatos feitos de maneira mais tradicional.

Por fim, existe uma preocupação com os recursos naturais utilizados para a criação de cada par de sapatos. Muitas empresas, para evitar o desperdício, utilizam água de reuso ou reciclada, além de fazerem uso restrito de eletricidade em suas confecções. 

Isto posto, vale dizer o seguinte: os sapatos sustentáveis fazem parte de uma tendência de moda chamada slow fashion. Ela, que é o oposto do fast fashion, mira na produção de menos peças, em menor velocidade, feitas com materiais que tornam as roupas a artigos duráveis e bonitos por mais tempo.

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