De que forma a música pode impactar nossa sociedade e ser uma fonte rentável através da geração de oportunidades de negócios? O momento é de colaboração e se, misturado a isso, houver uma boa dose de inovação você já está no caminho para ajudar a desenvolver uma economia de fato criativa.
A economia criativa é baseada em recursos que não se esgotam, que estão sempre se renovando e multiplicando. Ela não está restrita somente a produtos, serviços e tecnologias: também está associada a modelos de negócios e modelos de gestão.
Com uma movimentação financeira mundial de mais de US$ 3 trilhões, a economia criativa é primordial para o desenvolvimento socioeconômico. O setor, que também abrange artesanato, publicidade, dança, audiovisual, dentre outros, é um dos maiores – tendo crescimento de 6,3% ao ano e já sendo responsável por 10% da economia mundial.
Este “modelo econômico” tem como base a inovação e a criatividade, o que é essencial para a cadeia produtiva da música. Desde aquele jovem que está descobrindo agora esse universo e está cheio de gás, até aqueles artistas que já possuem anos de estrada e querem sair do lugar comum transformando a sua arte num negócio lucrativo e eficiente.
Segundo a especialista em economia criativa e desenvolvimento sustentável Lala Deheinzelin, a diferença da economia criativa em relação às outras é que ela promove o desenvolvimento sustentável e humano. Lala aponta que, quando trabalhamos com criatividade e cultura, atuamos simultaneamente em quatro dimensões: econômica, social, simbólica e ambiental. “Isso leva a um inédito intercâmbio de moedas: o investimento feito em moeda-dinheiro, por exemplo, pode ter um retorno em moeda-social; o investimento realizado em moeda-ambiente pode gerar um retorno em moeda-simbólica, e assim por diante”, afirma a consultora da UNESCO.
No Brasil essa economia ainda é pouco explorada, ainda mais quando falamos da área da música. Em um pais tão plural e rico, o que falta é informação. O Estrombo é para você que tem vontade de inovar e está em busca de algo novo. O projeto vem para impulsionar, sendo o primeiro projeto de economia criativa a ser apoiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em todo o mundo. E você, até onde vai a sua criatividade?
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