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Como aproveitar as mudanças na fanpage do Facebook

No fim de março, todas as páginas do Facebook passaram a se apresentar, automaticamente, no formato “Timeline”. A partir de uma demanda que surgiu na própria rede do Estrombo, desenvolvemos esse post com o objetivo de apontar algumas das principais mudanças e mostrar como bandas e empreendimentos musicais podem tirar o máximo proveito do novo formato.

Goste-se ou não, a “Timeline” tira um pouco do aspecto institucional das páginas, deixando-as mais parecidas com um perfil. Essa é uma boa oportunidade para personalizar a sua marca, seja uma empresa ou uma banda. Uma forma de fazer isso é acrescentar eventos marcantes na linha do tempo. Você pode fazer isso ao passar o cursor do mouse pela linha vertical localizada no meio da página. Ao acrescentar a data e a descrição do “evento”, o usuário posiciona a publicação no período determinado. Seja criativo e, além de publicar datas de shows, conte a história da sua banda na ordem que deve ser contada: sua criação, participação em feiras de negócios, lançamento de promoções, posts e críticas sobre a banda. Quanto mais pessoal a abordagem, mais faz sentido – afinal, essa é uma oportunidade única para você contar a história da sua banda na medida que eventos marcantes acontecem.

Uma possibilidade trazida com a “Timeline” é a de colocar alguns posts em destaque. Estes aparecerão no topo da página e serão os primeiros vistos por quem acessá-la. O espaço privilegiado pode conter datas de turnê, o videoclipe novo ou uma discussão relevante relacionada à marca.

Outra estratégia – que vale para qualquer rede social – é estimular o engajamento do seu público em debates interessantes. Sempre que possível, chame os fãs para participar através de uma pergunta. Peça ajuda para eles escolherem o setlist ou, até mesmo, busque assuntos relacionados e peça a opinião do seus visitantes. A polêmica recente envolvendo o Ecad foi, por exemplo, uma boa oportunidade para ver como os seus fãs se posicionam em relação ao assunto e buscar soluções conjuntamente.

Utilize também o espaço da “Foto de Capa” com uma imagem relevante e chamativa. E preste atenção aos tamanhos. A imagem deve ter 850 x 315 pixels. Faça mais de uma foto e troque com certa frequência.

Por fim, outra mudança importante foi a implementação de ferramentas de análise mais precisas. Agora, elas funcionam em tempo real e você pode ver a repercussão de um post minutos após publicá-lo – antes, era preciso esperar um ou dois dias. E vale lembrar: preste atenção no horário que o seus fãs ficam online para publicar quando eles puderem receber a história em seus próprios feeds. Afinal, não adianta ter trabalho para criar posts interessantes se quase ninguém for vê-los. Ainda na ferramenta de análise, o dono da página pode visualizar o alcance de suas interações, ou seja, quantas pessoas viram e quantas curtiram ou comentaram. É possível ver também o potencial de “viralização” das suas atualizações. Esse índice mede quantas pessoas que receberam o seu post estão “falando sobre ele”.

Como você está utilizando a Timeline do Facebook? Compartilhe com a gente a sua opinião e suas estratégias para tirar o máximo proveito do novo formato.

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Foto: Mixdown!, por spaceamoeba, CC BY-SA 2.0

Por que é importante para os artistas estarem nas redes sociais?

Artistas e Redes Sociais

O uso das redes sociais deve ser entendido como uma estratégia de marketing com impacto direto na exposição da música no ambiente virtual. Ao criar um perfil no Facebook, no Twitter ou mesmo um blog no Tumblr, o artista cria mais canais de exposição e melhora o seu ranking nos resultados em ferramentas de busca como o Google. Assim, quando procuramos pelo nome da banda, da música, ou mesmo por tags relacionadas, a chance de chegarmos à rede social ou website de determinado artista é maior. Esse tipo de ferramenta também se configura como uma oportunidade para que os artistas interajam com seus fãs e aumentem a chance de vender seus produtos sem as limitações das prateleiras das lojas físicas.

Dentre os principais sites sociais, alguns vêm se destacando como fundamentais para bandas. São eles: Facebook, YouTube, Soundcloud e Twitter. Outros, como Tumblr e Foursquare, também têm sido apropriados por músicos. A questão é que existem várias opções de ferramentas disponíveis online. Sua banda pode criar perfis em quantos quiser, nem que seja para deixar registrado o nome, um link direto para o site e garantir os nomes de usuário. No entanto, é fundamental manter viva a experiência e o relacionamento com o usuário nos principais canais frequentados pelo público.

Blogs

Como já falamos em outro post, esses veículos são cruciais na cultura digital para fazer a mediação de novas músicas e artistas com o público. Por isso, é importante contar com eles para fazer a divulgação, criticar o seu trabalho ou fazer concursos através do fornecimento de material exclusivo. Para chegar aos blogueiros, não é aconselhável fazer spam. Ao contrário, pesquise para saber o gosto musical daqueles que você lê. Assim, você já estará mirando na direção certa. E caso distribuir músicas gratuitamente seja parte da sua estratégia de marketing, não faça ofertas “exclusivas” para mais de um blog.

Por fim, é importante ressaltar que criar perfis em redes sociais não vende música diretamente, mas pode aumentar a exposição do produto e oportunidade de negócios, além de chamar atenção do público – e na sociedade da informação, essas moedas podem ser ainda mais valiosas.

No próximo post, músicos vão falar de suas experiências nas redes sociais.

Post inspirado na entrevista de Ariel Hyatt com Corey Denis no Music Think Tank

Veja o que já falamos sobre redes sociais aqui e acompanhe o Estrombo também no Twitter, no Facebook e no YouTube.

Facebook, música e novos negócios em redes sociais

Música e redes sociais

O fato do tema “redes sociais e música” aparecer com bastante frequência no blog do Estrombo tem como objetivo apontar a necessidade de explorar as possibilidades advindas dos novos meios de comunicação. Hoje, a maior rede social do mundo é o Facebook. Ainda que não seja direcionada especificamente para a música, existe uma série de formas de usar o site para esse fim. Na verdade, o Facebook está, aos poucos, se tornando um polo importante para o consumo de mídia no ambiente digital, seja música, filmes ou até jornais online.

Na rede, as bandas podem aparecer como perfis pessoais ou páginas. As páginas, além de poderem ser customizadas “a gosto do freguês”, podem receber diversos aplicativos desenvolvidos por terceiros para otimizar o marketing musical no site.

Mas mais importante que deixar a página com a “sua cara”, é criar estratégias para estimular o engajamento, por exemplo, através de promoções ou métodos menos ortodoxos, como liberar conteúdo à medida que determinado é curtido ou compartilhado por um número pré-estabelecido de pessoas. No caso específico do Facebook, é possível mensurar as ações através da ferramenta de análise. Assim, bandas podem medir o impacto de sua comunicação e buscar novos direcionamentos tendo como base os resultados atingidos. E, claro, tão importante quanto falar nas redes sociais, é saber ouvir o que seu público tem a dizer.

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A forma de se fazer negócio com música vem mudando ao longo da última década. Claro que modelos mais tradicionais ainda permanecem eficientes em diversos casos. No entanto, vemos hoje uma explosão de novas possibilidades para o mercado musical. A valorização de novas moedas é uma delas. Na economia da atenção, por exemplo, é fundamental que bandas sejam encontradas e conectem-se com seu público no oceano de novas bandas e artistas surgindo a cada momento. Uma forma de se fazer isso é o uso estratégico das redes sociais. Por isso, seu uso deve ser planejado, monitorado e analisado para consolidar a presença online do artista e abrir portas para novos saltos profissionais.

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Facebook cria mais um meio de interação para artista e público

Com 750 milhões de usuários no mundo, a rede social Facebook não poderia deixar de ser uma ferramenta importante para os músicos se comunicarem com seu público. No site, eles podem compartilhar sua produção, fazer campanhas de divulgação e interagir com os fãs, aproximando-se deles. Enquanto os perfis possuem um apelo mais pessoal, através das fanpages os artistas podem criar páginas personalizadas para seus projetos, incorporando aplicativos e funções que oferecem uma exposição mais profissional. Por isso, em teoria, bandas tiram mais proveito do site através das fanpages.

Complexificando essa diferença, o site de rede social implementou mais uma funcionalidade no seu sistema: o botão “assinar”/”subscribe” (inscrever-se) para perfis. A principal mudança é que, enquanto os perfis podem ter até 5 mil amigos, a página possui um número ilimitado de “curtidores”. Com a nova função, o limite de 5 mil amigos continua a valer para os perfis, mas agora, ele possui um número ilimitado de “assinantes” – em função similar à do Twitter, nesse sentido. Assim, os músicos também podem aproveitar seus perfis pessoais para se comunicar com os fãs sem correr o risco de estourar o limite permitido de amigos. Por mostrar um lado mais pessoal dos artistas, os perfis têm bastante apelo para os fãs, que se interessam não somente pelas músicas, como pela vida das pessoas que estão por trás delas.

Assim, o Facebook se fortalece no cenário fonográfico atual como um centralizador de conteúdo midiático que pode ser explorado de diversas formas. Enquanto algumas bandas vão preferir utilizar a fanpage, outras vão explorar os perfis; e outras ainda vão fazer uma combinação dos dois, diferenciando o conteúdo publicado em um e outro.

O que você achou dessa nova função?

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Esta matéria foi inspirada por artigo do Mashable, que mostra cinco artistas com um grande número de inscritos em seus perfis

No Brasil Econômico: “Facebook, BID e Sebrae se unem pela música do Rio”

Por João Paulo Freitas

Projeto Estrombo, que conta ainda com apoio da FGV, busca novos modelos de negócio para artistas usando a força das redes sociais

O Sebrae e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) decidiram unir forças para ajudar a indústria da música do Rio de Janeiro a desenvolver novos modelos de negócios.

Para isso, a parceria destinou cerca de U$ 2,2 milhões ao Estrombo, projeto voltado ao desenvolvimento desse segmento da economia por meio do uso de novas tecnologias.

A motivação por trás da empreitada, que tem ainda como parceiros a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Facebook, está na transformação da indústria musical. Antes fortemente baseada na venda de CDs, as empresas do setor, principalmente as gravadoras, têm sofrido com a troca cada vez mais intensa pelas músicas em formato digital e, claro, com a pirataria.

Por outro lado, a rede mundial tem possibilitado o surgimento de novos artistas.

Exemplos não faltam e vão da cantora brasileira Mallu Magalhães, que fez sucesso na internet aos 15 anos antes mesmo de gravar um CD, ao cantor americano Justin Bieber, descoberto após publicar algumas de suas apresentações no site de vídeos Youtube.

Segundo a diretora de Economia Criativa do Sebrae-RJ, Heliana Marinho, o Estrombo visa justamente incentivar novas formas de negócios no meio musical com a utilização da internet e seus diversos recursos, principalmente as chamadas redes sociais.

Lançado no final de 2010, o site do projeto é o local onde as informações relacionadas à iniciativa são concentradas. Além da difusão praticamente diária de informações digitais ligadas ao mundo da música, o projeto conta também com ações presenciais.

Nesse âmbito, a estratégia é oferecer desde capacitação até consultorias às pessoas envolvidas com a cadeia produtiva da música.

Outra frente de ação do projeto é a realização de estudos. “Essas pesquisas e estudos são importantes para que entendamos o funcionamento atual desse segmento, sempre da perspectiva do mercado. Não se trata de estudos sociológicos”, diz Heliana. Um dos estudos está sendo realizado com o Instituto Overmundo, que investigará quais modelos de negócios são utilizados atualmente em diversos cenários musicais, do hip hop ao rock.

Por sua vez, a FGV, uma parceira importante do projeto, está desenvolvendo capacitações on-line. O formato digital é importante por possibilitar a disseminação das capacitações até a periferia, onde o movimento musical costuma ser intenso.

“As lan houses são o grande local do acesso e da distribuição de informação pela internet. Então estamos construindo essa ponte também”, diz a diretora de economia criativa do Sebrae-RJ.

Até o meio deste ano, cerca de 2,3 mil pessoas vinculadas à cadeia produtiva da música passaram por alguns dos encontros realizados pelo Estrombo. Além disso, aproximadamente 12 mil interessados consultaram ou acompanham as ações do projeto por meios digitais.

Desafio

“Devido à crescente importância do capital intelectual, das aglomerações criativas, temos um novo desafio, que é saber como iniciar um processo de desenvolvimento envolvendo esses agrupamentos”, diz Luciano Schweizer, especialista do Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin) e responsável técnico pela supervisão do Estrombo no BID.

Segundo ele, o apoio ao projeto significa um aprendizado para o banco. “Esperamos construir metodologias, análises e ferramentas para pensarmos em outras ações similares no futuro como iniciar um processo de desenvolvimento envolvendo agrupamentos”, diz Schweizer.

Ele acrescenta que o projeto, aprovado e assinado em 2009, é uma primeira aproximação do BID da seara da economia criativa com o objetivo de criar uma metodologia própria para esse segmento econômico.

Para Paula Martini, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV, as transformações do mercado musical não significam que a música está em crise, mas sim o modelo de negócio da indústria fonográfica.

“A música em si nunca esteve tão bem. O impacto da tecnologia na indústria da música foi positivo. Como ocorre em todos os momentos de ruptura, estamos vendo os papeis se rearranjarem”, afirma. “No momento atual, a boa ideia ultrapassa a criação artística. Ela também precisa estar presente na atuação comercial do produto cultural”, diz.

(Fonte: Brasil Econômico)

Farol Digital

 

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