Em primeiro lugar, é importante ter um plano. O website da sua banda ou a página no Facebook deve ser pensada estrategicamente, de forma que seja possível medir o retorno sobre o investimento. Caso você não seja um estrategista nato, vale contratar uma consultoria ou contar com a ajuda daquele amigo que trabalha com comunicação digital para buscar uns conselhos e, quem sabe, montar um plano em conjunto.
O segundo passo é ir até onde os seus fãs já estão – por exemplo, nas redes sociais. Considere ter uma página no Facebook e uma conta no Soundcloud. Ao mesmo tempo que você cria uma vitrine para as suas músicas, consegue trabalhá-las de forma mais pessoal. Nesse sentido, é interessante manter um blog com atualizações constantes. Assim, o seu público se mantém atualizado, sem você precisar oferecer uma atualização individualizada, como seria o caso nas redes sociais.
Esforce-se para manter o profissionalismo no ambiente digital. Por mais que a sua banda esteja começando, ninguém quer escutar uma música mal acabada ou ver um design “tosco”. Vale investir na imagem e na música da sua banda, principais cartões de visita para uma carreira bem sucedida. Se a sua banda já possui uma base de fãs razoável, por que não arrecadar verba em plataformas de crowdfunding para a gravação de um single novo ou para a confecção de uma embalagem bacana de um disco?
Por fim, tenha uma presença online consistente e constante, sem perder de vista que mais vale qualitativamente com poucas ferramentas do que estar cadastrado em várias e deixar a maioria sem atualização.
O que está em jogo aqui é colocar a música para circular – afinal, esse é o seu principal produto, certo? O marketing online é um processo, não um ponto final. É um conjunto de estratégias que permite à sua banda promover as músicas e se engajar com os fãs. O objetivo é construir uma campanha sólida e contínua que vai evoluindo e sendo alimentada pelos shows realizados e o tempo de trabalho no estúdio. Pensando além, estar online significa criar novos modelos de negócio para a música que passam por novos canais de circulação e distribuição – sem esquecer, claro que, tão importante quanto ter uma página no Facebook, é cultivar conexões no mundo offline.
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Foto: Guitar Study 1, por fmerenda, CC BY-SA 2.0











