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Plataformas digitais e geração de negócios em música: caso Melody Box

A tecnologia digital trouxe problemas e possibilidades para a cadeia produtiva da música. Uma dificuldade apontada pelos artistas, principalmente os independentes, está na promoção da música. Criada no Rio de Janeiro há 6 meses e com cerca de mil artistas cadastrados, a rede social musical Melody Box busca suprir essa carência criando um espaço que atende aos artistas, aos fãs e aos fomentadores de oportunidades, focando na geração de negócios para os profissionais que trabalham com música.

Reunindo influências de plataformas estrangeiras, como o SonicBids, a Melody Box valoriza a importância do fã na divulgação dos artistas, recompensando-os por esse trabalho com itens como camisetas exclusivas, CDs das bandas cadastradas e gadgets como iPods. Outro destaque é a área de negócios, que se divide em oportunidades e profissionais. Na primeira, são publicadas chamadas convocando os artistas para participarem programas de rádio, shows, coletâneas, entre outros. Na segunda, diversos profissionais e empresas oferecem seus serviços, que vão desde assessoria de imprensa a gravação e prensagem de discos.

Como forma de valorizar seus artistas e promover a rede social, foi organizada a primeira coletânea Melody Box, “Fora da Caixa Vol. 1”. Foram escolhidos 12 artistas, que para serem selecionados precisaram fazer uma campanha eficiente entre os fãs para ser parte do projeto – cada artista receberá uma quantia em dinheiro, além de cópias da coletânea e outros incentivos para divulgar sua música. Outra ação da plataforma aconteceu no dia 19 de maio último, o “MB Ao Vivo“, o primeiro evento offline realizado pela Melody Box. Artistas de destaque na rede social tiveram a chance de se apresentar em dois palcos montados no Circo Voador, no Rio de Janeiro. A ideia foi valorizar a experiência musical fora da internet, criando condições para os músicos se apresentarem e interagirem com o seu público incentivador.

A cadeia produtiva da música foi muito impactada pela tecnologia. A Melody Box usou esse impacto a seu favor e buscou se diferenciar no mercado por fazer a ligação entre três grupos de agentes fundamentais: músicos, fãs e demais profissionais e investidores. Uma conexão que torna viável para os artistas divulgarem sua produção, os fãs serem valorizados ao participar ativamente da carreira de seus artistas e para os profissionais e investidores gerarem negócios oferecendo seus serviços e criando oportunidades para os músicos.

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Toque no Brasil: geração de oportunidades para a circulação de música

Na atual configuração do mercado, onde a experiência do ao vivo é produto cada vez mais valorizado, é fundamental desenvolver negócios que viabilizem a circulação da música. Unindo interação e profissionalização, o Toque no Brasil (TNB) é um site de oportunidades para o mercado musical. Desde o seu início, em outubro do ano passado, ele vem experimentando um crescimento considerável. Começou com uma versão beta, limitada, que procurava explorar os principais pontos do projeto: agenciamento de shows — e oportunidades semelhantes — para artistas. No mês passado, o TNB inaugurou sua versão 2.0. Agora, é uma rede social, dando mais liberdade aos usuários através de um perfil customizável, interação com outros membros, compartilhamento de músicas, fotos, vídeos, sempre pensando na circulação da música e melhor aproveitamento das oportunidades, que podem ser desde apresentações ao vivo a participação em campanhas publicitárias e concursos.

Alguns parceiros importantes como Circuito Fora do Eixo, ABRAFIN, Casas Associadas e BM&A (Brazil Music Exchange) já se juntaram ao empreendimento e a plataforma segue crescendo. Até hoje, mais de 6.000 usuários se cadastraram em mais de 220 oportunidades abertas na rede. No total, mais de 2.500 bandas foram convocadas para oportunidades de trabalho.

Um dos idealizadoras, Caio Tendolini, afirma que o próximo passo é manter a evolução do site e fechar mais parcerias, agregando mais serviços aos usuários, buscando aproximação com plataformas de crowdfunding, lojas virtuais, venda de ingressos online, entre outros. Estão nos planos uma consolidação em território nacional e expansão para a América Latina.

Caio considera que o TNB é consequência natural da evolução do mercado da música no Brasil e no mundo. Em diálogo com as mudanças no mercado de música e com as oportunidades surgidas com o desenvolvimento tecnológico, o que está em jogo é o acesso a investimentos diretos e criação de redes que podem ser aproveitadas por qualquer artista: “A sustentabilidade desse mercado começa a depender cada vez mais de oportunidades de trabalho, em detrimento da venda de produtos. Ao mesmo tempo, a noção de estrela se enfraquece e o artista valorizado é aquele que entende e inova no uso da internet para se conectar com seu público. O TNB vem, então, para sanar alguns gargalos desse mercado musical reformulado”, diz Tendolini.

Nem sempre é fácil conduzir um projeto desse porte. Caio aponta os desafios de apresentar aos usuários a inovação do TNB e a gama de possibilidades oferecidas: “Dentro dessa dificuldade estão inseridas outras, como o acesso ainda restrito à internet no Brasil, e a consequente falta de prática de uso, mas estatísticas mostram que temos um grande potencial que já está se desenvolvendo.” Uma das soluções apontadas pelo empreendedor é a capacitação dos usuários para usar a internet como ferramenta de trabalho e geração de negócios.

“Estamos na era digital, onde não apenas podemos nos aproveitar da internet, como vemos que quem não o faz, fica para trás. Com a internet conseguimos romper a lógica industrial de competição e abrir a cabeça para a colaboração. Saímos do ‘do it yourself’ para o ‘do it together’: existe possibilidade de ganho para todos, de maneira colaborativa, mas para isso precisamos rever nossa mentalidade. Aí está o conceito do TNB, que é como aproveitar-se do ‘livre acesso’ à internet para potencializar sua carreira na música, a partir de cenários de colaboração e compartilhamento de práticas.”

Você conhece ou é usuário do TNB? Conte a sua experiência aqui nos comentários.

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Música brasileira no exterior: coletânea promocional BM&A abre inscrições

Desde seu surgimento, em 2001, a BM&A lança CDs promocionais que compilam o que há de mais novo na produção musical independente do Brasil.

Mais do que um CD físico, a coletânea intitulada The New Brazilian Music é uma porta de entrada para a música brasileira no mercado internacional. Através da presença da BM&A e de seus colaboradores nas principais feiras e convenções de música como a Womex (Dinamarca), South by Southwest (EUA), APAP (EUA), Liverpool Sound City (Inglaterra), BAFIM (Argentina), MIDEM (França), a coletânea circula pelas mãos dos mais importantes selos, contratantes e produtores no exterior gerando grandes oportunidades de negócios.

Das parcerias  firmadas com veículos de música e cultura,  a última edição do CD foi encartada na revista londrina Music Week. Junto com a publicação, foram lançadas 7.000 unidades (e uma versão digital para 17.000 assinantes) levando 18 nomes da nova música brasileira pela Inglaterra no mês de janeiro. No mesmo mês, o material também circulou pela MIDEM  2011 que acontece anualmente em Cannes, França.

Dos artistas que participaram do disco, Thiago Pethit passou pela Argentina e EUA em março. Luísa Maita e Guizado já estão se mobilizando para shows fora do país neste ano. Ela, após um ano de negociações com agentes nos EUA e Europa e do lançamento internacional do disco Lero-Lero, através da gravadora Cumbancha/Putumayo, passará pela França e Portugal em julho. O trompetista Guizado recebeu um convite para um festival de jazz na Turquia.

No mesmo mês, os CDs The New Brazilian Music também circularam pela feira MIDEM  2011, que acontece anualmente em Cannes, França.

Participe da próxima coletânea da BM&A clicando aqui.

Fonte: BM&A

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Música brasileira no exterior: coletânea promocional BM&A abre inscrições

Desde seu surgimento, em 2001, a BM&A lança CDs promocionais que compilam o que há de mais novo na produção musical independente do Brasil.

Mais do que um CD físico, a coletânea intitulada The New Brazilian Music é uma porta de entrada para a música brasileira no mercado internacional. Através da presença da BM&A e de seus colaboradores nas principais feiras e convenções de música como a Womex (Dinamarca), South by Southwest (EUA), APAP (EUA), Liverpool Sound City (Inglaterra), BAFIM (Argentina), MIDEM (França), a coletânea circula pelas mãos dos mais importantes selos, contratantes e produtores no exterior gerando grandes oportunidades de negócios.

Das parcerias  firmadas com veículos de música e cultura,  a última edição do CD foi encartada na revista londrina Music Week. Junto com a publicação, foram lançadas 7.000 unidades (e uma versão digital para 17.000 assinantes) levando 18 nomes da nova música brasileira pela Inglaterra no mês de janeiro. No mesmo mês, o material também circulou pela MIDEM  2011 que acontece anualmente em Cannes, França.

Dos artistas que participaram do disco, Thiago Pethit passou pela Argentina e EUA em março. Luísa Maita e Guizado já estão se mobilizando para shows fora do país neste ano. Ela, após um ano de negociações com agentes nos EUA e Europa e do lançamento internacional do disco Lero-Lero, através da gravadora Cumbancha/Putumayo, passará pela França e Portugal em julho. O trompetista Guizado recebeu um convite para um festival de jazz na Turquia.

No mesmo mês, os CDs The New Brazilian Music também circularam pela feira MIDEM  2011, que acontece anualmente em Cannes, França.

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Fonte: BM&A

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Crowdfunding: participação dos fãs na realização de projetos musicais

Todos que se envolvem com produção cultural sabem que conseguir verba para realizar determinado projeto é bastante difícil. O crowdfunding tem aparecido com certa frequência na mídia como uma forma eficiente de financiar projetos de forma coletiva. Ao invés de participar de editais, contar com grandes patrocinadores ou fazer contrato com empresas, realizadores tentam buscar investidores para seus projetos se articulando em redes sociais, recebendo micro-patrocínios.

Essa forma de financiamento também pode gerar bons negócios para a música

Através do movere.me, plataforma brasileira de crowdfunding, o grupo de samba “Sururu na Roda” busca investidores até o dia 25 de maio para a produção de seu novo álbum. Os fãs podem investir quantias pré-determinadas, recebendo uma espécie de recompensa que varia de acordo com o valor depositado. Por exemplo, as pessoas que investirem R$ 5, ganharão um agradecimento no site. Aqueles que contribuírem com R$ 10, receberão uma faixa do álbum por e-mail antes do lançamento oficial. Quem investir R$ 80 nesse projeto do “Sururu na Roda” ganha um encontro com o grupo para tomar um chope em um bar no Rio de Janeiro. Outras recompensas, ainda mais exclusivas, são: assistir a uma sessão de gravação do álbum novo (R$ 200,00), participar de um jantar com o grupo (R$ 400) e até mesmo ganhar um show acústico do “Sururu na Roda” (R$ 5.000,00 ou mais) para 50 convidados. Há também a possibilidade de investir sem receber as recompensas – somente pelo prazer de ver o projeto “sair do papel”.

Um outro caso que vem ganhando notoriedade nos últimos meses é o Queremos. A ideia dessa iniciativa é, através do crowdfunding, financiar a vinda de bandas ao Rio de Janeiro. Ao invés de esperar o investimento financeiro e a boa vontade de grandes produtores, os próprios fãs se articulam para comprar cotas que bancam os custos mínimos, tornando possível a realização do show. Nesse momento, começa a venda de ingressos para o público. Caso a venda de ingressos ultrapasse a quantia total necessária para a realização do evento, esse dinheiro que sobrou retorna para os investidores iniciais que, muitas vezes, acabam assistindo ao show de graça. No caso do Queremos, empresas também podem compram cotas, mas elas não recebem o dinheiro de volta. Até hoje, a iniciativa trouce grupos como The National, LCD Soundsystem, Miami Horror e Miike Snow.

Nos dois casos apresentados, se a quantia pedida não for atingida em prazo mínimo para a realização do projeto, o dinheiro volta para os investidores. Isso quer dizer que você só paga por algo que, de fato, vai acontecer.

Esses financiamentos coletivos na música não são exatamente uma novidade. O Sellaband é um empreendimento europeu, com escritórios em Munique e Amsterdã, que funciona desde 2006. Até hoje, o Sellaband já viabilizou sessões de gravação para 42 artistas, usando o investimento de fãs. Através do site, mas de U$ 3.000.000 já foram revertidos para bandas independentes. Essa mecânica permite que os artistas retenham a posse de seus trabalhos e tenham a liberdade de determinar quais incentivos eles oferecerão aos fãs que investem em sua carreira.

O financiamento coletivo permite que o público se envolva diretamente na produção da música. Cada vez mais os artistas sem o suporte de uma gravadora têm a possibilidade de conseguir incentivos para realizar seus projetos de forma autônoma, colaborativa e sustentável.

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Farol Digital

 

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