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Algumas dicas para criar relacionamento com os fãs através das redes sociais

As redes sociais já se mostraram ferramentas importantes para que os artistas construam e mantenham relacionamento com a sua audiência. No entanto, enquanto alguns possuem certa facilidade de trânsito nesses meios, outros ainda podem achar difícil dar conta diariamente das constantes atualizações nas várias plataformas e preferir não se envolver com esse tipo de comunicação.

Este post é voltado para quem quer usar as redes sociais a seu favor, mas ainda não sabe direito como navegar em cada plataforma. Por isso, elaboramos algumas dicas.

- Use somente o que você tem condições (e interesse) de manter

É importante que você não se sinta pressionado a usar todas as ferramentas de redes sociais à sua disposição. É muito melhor usar somente uma ou outra e se aprofundar nas possibilidades oferecidas por ela do que usar várias de forma rasa e inconstante. Pesquise quais delas são mais adequadas à sua disponibilidade e aos seus interesses.

- Deixe a sua audiência sempre atualizada

Uma vez que você oferece aos seus fãs um meio para se conectarem com você, é seu dever fornecer informações relevantes – e constantes – para eles. Não importa muito se elas vêm diretamente de você ou de um membro da sua equipe, principalmente quando se tratam de informações mais impessoais, como novos lançamentos de música, calendário de shows e demais eventos. Por outro lado, informações e outras interações de caráter mais pessoal fazem mais sentido se vierem de você; nesse caso, deixe claro para os seus fãs que é você quem está falando.

- Incentive a criação de conteúdo

Encoraje e reconheça a criatividade do seu público. Você pode fazer isso pedindo que eles gravem e compartilhem vídeos e fotos de seus shows ou até mesmo promovendo concursos culturais como a criação de imagens para estampar as capas de seus singles ou álbuns, remixes ou covers das suas músicas etc. Os fãs valorizam essas iniciativas, pois é mais uma forma de buscar a aproximação com o músico.

- Conte sua história através das redes sociais e deixe que o fã também conte a história dele

As redes sociais podem ser uma forma de estender a sua história para além da música. É claro que o público está interessado no seu som, mas eles também se importam com o contexto daquelas canções que gostam. O que está em jogo aqui é a possibilidade de criar formas de participação. É claro que isso varia de artista para artista, mas quanto mais convidativa forem as suas interações, mais o seu fã vai responder e estabelecer diálogo com você. Por isso, estabeleça conversas, trocas e demonstre interesse pelo seu público. Quanto mais bem trabalhadas forem essas interações, mais os fãs se motivarão a distribuir e compartilhar informação sobre você.

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É claro que as redes sociais não devem virar uma obrigação para os artistas, mas os seus fãs já estão nesses lugares – e falando sobre você –, então por que não dedicar algum tempo para criar um outro relacionamento com esse público?

Caso você já desenvolva uma experiência parecida, conte para o Estrombo aqui nos comentários.

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Algumas dessas dicas foram inspiradas por esse post no Hypebot.

Novos modelos de negócio: como funciona o show via streaming

Hoje em dia, a venda do fonograma já não parece ser o item principal de comercialização escolhido pelos artistas. Diante dessa realidade, muitos têm se articulado para fazer mais shows, pois além de trazer renda direta com venda dos ingressos, eles são ótimos eventos para comercializar itens de merchandising, testar músicas novas, resgatar clássicos e entrar em contato com o público.

Explorando as possibilidades das tecnologias digitais, começam a surgir iniciativas que oferecem a experiência do show através do streaming. Em menos de um ano, a produtora espanhola eMe desenvolveu um modelo de negócios inspirador para realizar os seus “concertos digitais”. A empresa está em atividade há menos de 8 meses e, para 2011, já possui mais de 30 artistas e bandas confirmados.

Nos shows produzidos pela eMe, os músicos se apresentam em um estúdio e, entre uma música e outra, interagem com o público que os acompanha pela internet, respondendo a perguntas e conversando, o que configura um clima intimista à experiência – mesmo ela sendo mediada tecnologicamente. Nesse sistema, milhares de pessoas podem assistir à apresentação no conforto de suas casas, enquanto usam as redes sociais para compartilhar suas impressões.

O concerto é gratuito: então, existe alguma vantagem econômica? No caso da eMe, cada show é financiado por um patrocinador que arca com todos os gastos (incluindo o cachê do artista) em troca da exibição de sua marca durante a apresentação. Ao longo da exibição, também são vendidos produtos com a marca do artista. Em ambos os casos, a produtora eMe leva uma porcentagem. É um sistema onde todos os envolvidos saem ganhando.

É fato que não importa quão interessante e economicamente viável seja, esta opção nunca substituirá a experiência de assistir um show ao vivo, em proximidade física com o artista e a audiência. De toda forma, é uma maneira criativa de usar a tecnologia digital e gerar negócios para a música.

Você conhece alguma empresa ou banda brasileira que possui uma iniciativa parecida?

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A união faz a música: crowdsourcing nos processos de criação

Na definição da Wikipedia, “crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias”. Trazendo para nossa realidade, o crowdsourcing vem possibilitando processos criativos onde artistas pedem a colaboração dos fãs para compor músicas e fazer videoclipes.

Um caso recente interessante é o da compositora e cantora Imogen Heap, que vai lançar um álbum todo feito com os fãs. A primeira música desse projeto já está pronta. O processo de criação de #heapsong1 – que, posteriormente, passou a se chamar Lifeline – começou no dia 14 de março. Primeiro, ela pediu que os fãs fizessem o upload de clipes sonoros. Em seguida, eles deveriam sugerir palavras, criando uma “nuvem de palavras” para a música. Esse foi o material primário usado para a composição. Durante as duas semanas de trabalho na obra, a artista usou bastante o Twitter e fez muitas transmissões em vídeo, dando à composição a sensação de um processo compartilhado com várias pessoas.

No Brasil, duas experiências recentes se destacam na direção de convidar os fãs a interferir em processos criativos. A banda mineira Skank criou uma plataforma para criar um clipe colaborativo com os fãs, o SkankPlay. O aplicativo permite que o público grave e envie o seu vídeo tocando a música e crie uma versão final onde ele aparece acompanhado da banda.

Em processo semelhante, o Pato Fu também convoca colaboração para o videoclipe da música Rock’n'roll Lullaby. O projeto “Baby Star”, feito em parceria com a Dermodex, convida o público a enviar fotos dos seus “bebês” para aparecerem no clipe.

Duas coisas chamam a atenção nesses exemplos. A primeira é a crescente incorporação do público em processos de criação. Esses são casos que enxergam as tecnologias digitais como aliadas da música digital e que vão além do uso da internet como um canal de distribuição e circulação de música. Também é importante notar a união entre publicidade e música (que não é novidade na internet) “patrocinando” formas inovadoras no fazer musical que se tornam vantajosas para a banda e para a própria empresa patrocinadora, que constrói uma outra imagem junto ao público. Mas isso é conversa para outro momento.

Além desses processos criativos, será que o crowdsourcing também pode ser usado para pensarmos e desenvolvermos novos modelos de negócio para a música?

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Música e tecnologia: quando o consumo é social

Já faz alguns anos que música e tecnologia estão irreversivelmente conectadas. E as inovações nos processos de gravação e reprodução alteraram profundamente a forma de fazer negócios na área. Por um lado, obrigou os grandes agentes a se reconfigurarem; por outro, vem criando oportunidades para os pequenos e médios. As mudanças são tão grandes que mudou inclusive a forma como os músicos e demais membros da cadeia produtiva da música concebem a sua carreira, seja no âmbito da produção, seja no da distribuição.

São diversos os casos de artistas que iniciam a sua carreira em estúdios caseiros – e, mesmo que nem tudo possa ser feito dentro de casa, o acesso a estúdios, equipamentos e profissionais de qualidade, ainda que caro, é mais acessível do que era há uma década atrás. No que diz respeito a circulação, sites de redes sociais e a computação na “nuvem” permitem que os artistas e lojas online construam uma outra relação com sua audiência – é verdade que pode ser difícil reverter essa relação em dinheiro; no entanto, o que está em jogo aqui é o crescimento do valor do interesse, da reação e do próprio relacionamento. Por isso, a ideia de valor é que precisa ser colocada em perspectiva – o que não quer dizer que músicos não devem receber pelo seu trabalho, mas que precisamos pensar em maneiras efetivas e sustentáveis de fazer isso acontecer no contexto atual.

Essas questões já vêm sendo debatidas por mais de uma década e ainda há muito o que ser resolvido. Nos últimos anos, o que tem chamado mais a atenção é a maneira como música e tecnologias digitais estão interligadas, quase não sendo possível imaginar uma descolada da outra. Atualmente, é fato que desenvolvedores e programadores estão se tornando os próximos gatekeepers da música. Isso sem falar nos blogueiros e demais usuários de redes sociais que também produzem informação e compartilham música, além de ajudar a povoar novos canais de distribuição.

Empreendedores são os novos rockstars

South by Southwest (SXSW) é um evento que acontece anualmente na cidade de Austin, capital do Texas, e se divide em festivais e conferências de música, filme e interatividade. O SXSW Interactive tem ganhado destaque nos últimos anos se tornando um lugar-chave para apontar tendências, principalmente em projetos voltados para mobile e sociabilidade online, onde muitas startups conseguem fazer negócios e ganhar notoriedade para suas criações. Em 2007, foi lá que o Twitter ganhou destaque; dois anos depois foi vez do Foursquare aparecer por lá para ser popularizado em seguida. Entre as tendências mais presentes esse ano, estão os serviços de música digital onde as faixas são armazenadas na “nuvem” ao invés de se usar telefone ou o computador para isso.

O objetivo do Estrombo é pensar e ajudar a desenvolver novos modelos de negócio que passem por canais como as redes sociais, celulares e games. Acompanhe-nos também nas nossas redes: Twitter, Facebook, YouTube e Flickr.

Aplicativos mobile: bandas brasileiras que investem na tecnologia

Já comentamos algumas vezes aqui no Estrombo como o consumo musical via aplicativos móveis vem crescendo no últimos meses. Este novo canal de distribuição já vem sendo usado por bandas brasileiras para fazer a música circular.

Neste post, para analisar a realidade dos apps hoje, apresentamos casos independentes e ligados à indústria fonográfica: Projeto Axial, Móveis Coloniais de Acaju, Ultraje a Rigor e Restart.

Projeto Axial

Desde o lançamento do primeiro álbum, o Axial dialoga com as novas tecnologias fazendo o licenciamento via Creative Commons e liberando o download das músicas gratuitamente. O segundo trabalho da banda, Senóide (2007), também pode ser adquirido gratuitamente. O lançamento do álbum seguinte, Simbiose, veio em forma de aplicativo. O Bagagem pode ser baixado neste link e compila os três lançamentos do Axial. Vale a pena baixar o aplicativo – é gratuito – para ver como as músicas são apresentadas. É um forma muito interessante de agregar elementos gráficos à música digital.

Móveis Coloniais de Acaju

A banda de Brasília que, além de ter construído nos últimos anos um papel importante no cenário independente, também marca presença forte na web. Eles lançaram o último álbum C_MPL_TE também em forma de aplicativo, que pode ser acessado pela iTunes Store e instalado no iPhone e iPod Touch. O app contem todas as músicas do disco, cifras, vídeos, além de ser integrado com Twitter e agenda de shows.

Ultraje a Rigor

A veterana Ultraje a rigor também entrou no mercado dos aplicativos. Depois do app ser instalado no seu aparelho, é possível acessar a discografia inteira da banda em streaming, seguir no Twitter o Roger, vocalista do Ultraje, assistir a vídeos exclusivos da banda, navegar pelas galerias de fotos e sincronizar a agenda da banda com o seu calendário. Além disso, também possui integração com o Facebook e o site oficial da banda.

Restart

Outra banda que também possui o seu próprio aplicativo é a Restart. Depois de instalado no seu iPhone ou iPod Touch, é possível acessar as músicas da banda, ver os vídeos, acompanhar galerias de fotos e outros extras.

Os aplicativos são interessantes pois incorporam outros elementos à música digital a um preço mais acessível que o álbum. Assim como os quatro exemplos comentados, muitos deles são gratuitos. Por outro lado, a desvantagem não está necessariamente no aplicativo, mas no suporte. Enquanto o do Projeto Axial pode ser baixado em computadores, a maioria deles são acessíveis somente nos aparelhos da Apple iPod Touch e iPhone que, por causa da carga tributária aplicada a esse tipo de produto no Brasil, ainda são caros para o padrão brasileiro.

De toda forma, como vínhamos discutindo, os apps, se não apresentam a solução, apontam um caminho interessante para trabalhar a música gravada. Apesar de não gerar renda diretamente – já que a maioria é gratuita ou vendida a preços relativamente baixos – eles dialogam com os interesses do público e incorporam à cadeira produtiva da música desenvolvedores de software, programadores e também os consumidores que compartilham e ouvem música em suportes digitais.

Veja aqui nesse link, outros exemplos de aplicativos, dessa vez usados por artistas internacionais.

Leitura Recomendada: The álbum is dead, long live the app (Wired)

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