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Workshop “Engenharia de Produção do Entretenimento”, dia 5

O IATEC (Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação) realizará na Barra da Tijuca, dia 05/03, segunda-feira, das 19:00h às 22:00, a palestra “Engenharia de Produção do Entretenimento”.

O colóquio será ministrado pelo Gerente de Operações de Engenharia da TV Globo Fernando Araújo e a entrada será um pacote de fralda geriátrica, que será doado ao Retiro dos Artistas.

Workshop “Engenharia de Produção do Entretenimento”

Fernando Araújo é graduado em Engenharia Eletro-Eletrônica pelas Faculdades Reunidas Prof. Nuno Lisboa em agosto de 1987. Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela PUC-Rio em dezembro de 1997. MBA em Comunicação e Marketing pela ESPM-Rio em Janeiro de 2004. Exerce há 10 anos o cargo de Gerente de Operações de Engenharia na Central Globo de Produções na TV Globo, é o responsável pela gestão do departamento de operações de estúdios e eventos, e especialista na produção ao vivo de grandes eventos e programas de auditório.

Engenharia de Produção do Entretenimento

Engenharia de entretenimento é o campo de estudo que se apropria da análise de produção, estabelecendo relações com as atividades econômicas modernas, educação, arte e cultura. Dentro do setor de entretenimento, atua na produção, avaliação e seleção de projetos de produtos do entretenimento, com base em métodos quantitativos da Engenharia de Produção, em teorias, métodos de áreas complementares e inclusive em leis de incentivo.

Fernando Araújo abordará os seguintes tópicos no workshop: a origem e a visão da Engenharia de Produção do Entretenimento; a cultura como negócio no teatro, cinema e televisão; o projeto Trans Mídia; e a visão de futuro e inovação.

Serviço:

Workshop gratuito “Engenharia de Produção do Entretenimento”, do IATEC, na sede do instituto na Barra da Tijuca.

Coordenação: Fernando Araújo

Data: 05 de março de 2012, segunda-feira.

Horário: das 19:00h às 22:00h.

Local do Workshop: IATEC -  Av. Érico Veríssimo, 999 – 3º andar, 302. Barra da Tijuca. Rio de Janeiro, RJ (mapa)

Inscrições/Reservas: Enviar e-mail para atendimento@iatec.com.br com nome, telefone e e-mail.

Ingresso: 1 pacote de fralda geriátrica

Maiores informações: www.iatec.com.br

No Overmundo: “O que significa a originalidade no mundo de hoje?”

Rádio

Por Ronaldo Lemos

O texto abaixo é resultado de uma conversa com o jornalista Bruno Yutaka Saito. Ele trata da questão da “originalidade” e de como ela acontece hoje, em um mundo transformado o tempo todo pela tecnologia. É claro que é um começo de uma conversa que não tem fim, mas ei-lo aqui.

Bruno: É importante ser original na música hoje em dia? A originalidade é superestimada?

Ronaldo Lemos: Vivemos em um momento em que há um culto enorme à originalidade e à inovação. Isso acontece não só na cultura, mas também na ciência, na economia e na sociedade em geral. A ideia de “originalidade” ou “novidade” tem uma função muito peculiar nos nossos tempos: estimular o consumo. O culto à originalidade leva a uma busca cada vez mais acelerada pelo novo. É só pensar em como a moda cresceu em importância global nos últimos 15 anos: os ciclos da moda estão cada vez mais rápidos. A função da moda não é gerar novidades, mas sim fazer com que o novo se torne obsoleto o mais rápido possível. E isso estimula o consumo de forma permanente. Dá para ver isso na música e na cultura de modo geral. A todo momento surgem estilos ou cenas novas, que se tornam populares do dia para noite, e depois ficam fora de moda. É como o consumo cultural tivesse se aproximado da dinâmica da moda.

Bruno: Você acredita que a banda larga/mp3/ipod ao mesmo tempo em que tornaram a música um bem muito mais acessível, ao mesmo tempo transformou-a numa coisa inofensiva, apenas um som ambiente enquanto fazemos tarefas diárias?

RL: A internet e a cultura digital aumentaram enormemente a produção e o acesso à música. O problema não é que a música se tornou inofensiva, ao contrário. Olhando com cuidado, mesmo no pop há músicas mais “perigosas” do que jamais foram feitas. O atirador da Noruega, por exemplo, fez uma “playlist” com artistas segregacionista para estimular outros insanos. No entanto, nossa atenção hoje é difusa demais para prestar atenção em cada detalhe. Mas nem por isso a música deixou de ter impacto social: ela continua essencial na construção de identidades coletivas e também como expressão de contextos e ideias políticas (como a música “gay” que nunca parou de crescer, tem a ver com liberdade e afirmação, e se materializa em festivais e baladas próprias).

Bruno: Em uma entrevista neste ano ao Guardian, Godard disse: “Film is over. It’s sad nobody is really exploring it. But what to do? And anyway, with mobile phones and everything, everyone is now an auteur”. Essa ideia pode ser aplicada à música? A atual cultura do remix (não só na música eletrônica, mas de uma forma geral) e o enorme manancial de arquivos digitais mudaram para melhor a música, democratizando-a?

RL: Essa ideia expressa pelo Godard de que o cinema morreu diz respeito a uma ideia específica de cinema. E mesmo esse cinema não morreu. Ele continua fazendo muito sentido, produzindo obras incríveis. A questão é que ele compete hoje com muitas outras práticas de expressão audiovisual. O que ele vê como “morte” é apenas um deslocamento: o “cânone” ocupa mais um lugar central, ele muda de posição, passa a conviver com outras formas, fica descentralizado. Mas mesmo assim, dentro dessa nova posição, não significa que tenha perdido vigor. Nunca se produziu tantos filmes ou tanta música. Esse momento atual representa também uma explosão de criatividade.

Bruno: Você costuma escrever que a música vibrante atualmente é produzida nas periferias do mundo. Por que isso acontece? Mas, mesmo o tecnobrega: ele realmente é “novo”, uma vez que remete aos anos 80?

RL: A inovação vem cada vez mais das pontas, das margens. Com a música não é diferente. Quanto mais próximo você está do centro mais próximo está também de linguagens, estilos e práticas consolidadas. Claro que dá para ser criativo, mas em geral isso acontece dentro de modelos já conhecidos. Já a música periférica não tem essa preocupação. São cenas vivas e mutantes, que produzem muito e onde há um espaço enorme para o acidente, a precariedade e o acaso. Não precisam “passar recibo” para nenhuma estética mais estabelecida. Quando isso é conjugado com a internet e a tecnologia digital, há uma explosão global. Cenas se fortalecem e outras aparecem em todo lugar, como a champeta na Colômbia, a cumbia villera na Argentina, o bubllin na Holanda e no Suriname, o kuduro em Angola, o shaghaan electro na Africa do Sul e assim por diante. No Brasil, há o tecnobrega, o funk, a pisadinha, o lambadão cuiabano,o forró eletrônico só para dar alguns exemplos. São músicas superpopulares, que falam para milhões de pessoas e dialogam entre si sem passar pelo “centro”, que torce o nariz para o fato de serem abusadas e nada respeitosas com o “cânone” do bom gostousual. De tempos em tempos, períodos de reinvenção macontece também no centro, como nos anos do pós-punk e 79 a 81, ou na primeira geração das raves de 89 a 92. Só que nas pontas esse processo é permanente.

Fonte: Overmundo

Produção musical no celular com GarageBand

Nesta semana, a Apple lançou uma versão de seu popular programa de produção musical GarageBand para iPhone e iPod Touch – o app já estava disponível para iPad.

Já comentamos algumas vezes no blog do Estrombo como o celular se tornou um importante canal de distribuição para a música. Aos poucos, vemos que ele é usado também como um instrumento de criação, através de aplicativos que vêm sendo desenvolvidos a todo instante. O lançamento do GarageBand para iPhone reforça ainda mais esse uso do celular. O programa permite criar de várias maneiras, com manipulação de faixas pré-gravadas ou mesmo com a composição de novos sons através dos instrumentos sintetizados no app. Também é possível fazer registros sonoros com o microfone embutido no próprio celular ou por acoplagem de um captador externo. Outra característica importante é a capacidade de exportar os arquivos sem compressão, que podem ser retrabalhados em outros softwares.

Essa inovação aponta para duas provocações. A primeira trata-se da abertura da esfera de produção para o público médio e não-especializado. É claro que nem todos possuem condição financeira de pagar por um iPhone, ainda caro para os padrões brasileiros, mas o app em si custa US$ 5. Para aqueles que já compraram a versão do iPad, o GarageBand do iPhone é grátis. Além do preço, a usabilidade do próprio programa é relativamente fácil, principalmente para músicos mais experientes. Mesmo aqueles consumidores que não possuem um treinamento profissional em produção, podem explorar as diversas funcionalidades e se aventurar na criação de suas próprias faixas utilizando os diversos recursos do programa.

Uma segunda provocação está na “mobilidade musical” atual, que não se manifesta mais somente na esfera da reprodução. O próprio celular passa a ser também um aparelho de produção móvel, pois torna possível levar um estúdio de gravação dentro do bolso. Obviamente, não se trata de competição com os estúdios físicos, nem com os produtores que se especializaram ao longo dos anos para assumir seus cargos. Esses aparelhos vêm para somar ao invés de tirar lugares, pois aponta para a complexidade com que os desenvolvimentos tecnológicos alteram a cultura musical, da criação ao consumo. Afinal, as esferas que eram bem determinadas, possuem fronteiras mais fluidas, onde o ouvinte pode se tornar também produtor usando seu próprio celular.

Onde isso vai dar exatamente não é possível saber. Por enquanto, o Estrombo continua trazendo novidades do mercado, mapeando-o e inspirando novos negócios em música.

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Estrombo e Overmundo mapeiam o mercado de música do Estado do Rio

Base das ações do projeto Estrombo, a pesquisa “Análise de modelos de negócios praticados no mercado da música no estado do Rio de Janeiro”, desenvolvida pelo Instituto Overmundo como parte deste projeto, acaba de ganhar um hotsite para que o público possa acompanhar o andamento da pesquisa.

Esse estudo pretende identificar e analisar diversos tipos de modelos de negócio, formais e informais, em diferentes cenas musicais no âmbito da cadeia produtiva da música do estado. Segundo Oona Castro, diretora executiva do Instituto Overmundo, “nós só temos condições de pensar políticas a partir de diagnósticos. Nossa pesquisa pretende colocar holofotes sobre as transformações no mercado de música do Rio de Janeiro, principalmente as causadas pelas tecnologias digitais, e compreender que estratégias comerciais têm beneficiado mais a cadeia produtiva como um todo, do compositor ao público”.

Assim, a pesquisa vai de encontro aos objetivos principais do Estrombo, como o fomento de novos negócios a partir da identificação de gargalos e desafios enfrentados na cadeia produtiva da música do estado do Rio de Janeiro.

Olívia Bandeira, coordenadora da pesquisa no Instituto Overmundo, pondera que “o desafio maior deste tipo de pesquisa é identificar os atores que fazem parte de determinadas cenas ou circuitos musicais presentes no estado, pois são, em grande parte, mercados com grande nível de informalidade e para os quais não existem estatísticas oficiais. Por isso, a primeira fase da pesquisa, que teve início em julho de 2011, é qualitativa. Através da observação participante e de entrevistas em profundidade com agentes de algumas cenas e circuitos musicais, procuramos construir um mapa de parte da produção musical do estado e das diversas estratégias de negócios utilizadas por eles”.

Sobre considerar também o mercado informal, Oona argumenta que “a cultura é um setor caracterizado por uma grande informalidade nas relações contratuais. Não podemos abrir mão de estudar as atividades e os agentes informais se quisermos de fato dimensionar a cultura produzida no Brasil. Aqui, o negócio da música não é sinônimo apenas de indústria. Existem muitas pessoas que vivem do trabalho com música mas não aparecem na maior parte dos levantamentos, por não constarem nos dados oficiais”.

Sendo a inovação parte fundamental do projeto Estrombo, o estudo também voltará seu olhar também para as novas tecnologias de comunicação, como as redes sociais, para entender como os diversos agentes se utilizam dessas ferramentas para desenvolver relações de produção, circulação e consumo de música.

Atualmente, o hotsite hospeda um questionário voltado para gravadoras, para se aprofundar no funcionamento do setor e nas mudanças que vêm ocorrendo no mercado com o desenvolvimento das novas tecnologias digitais.

Confira as novidades da pesquisa “Análise de modelos de negócios praticados no mercado da música no estado do Rio de Janeiro” no hotsite e acompanhe o Estrombo nas nossas redes: Twitter, Facebook e YouTube.

I Fórum da Internet no Brasil acontece em São Paulo nos dias 13 e 14/10

Acontece nos próximos dias 13 e 14 de outubro, em São Paulo, o I Fórum da Internet no Brasil. Promovido pelo Comitê Gestor da Internet, as mesas de debate reunirão representantes da comunidade acadêmica, do terceiro setor, do segmento empresarial e do governo para discutir os desafios atuais e futuros da internet.

As discussões ocorrerão em torno dois seis temas principais:

- Liberdade, privacidade e direitos humanos
- Governança democrática e colaborativa
- Universalidade e Inclusão Digital
- Diversidade e Conteúdo
- Padronização, interoperabilidade, neutralidade e inovação
- Ambiente legal, regulatório, segurança e inimputabilidade da rede

As novas tecnologias de comunicação estão cada vez mais imbricadas na forma de pensarmos a política, a economia e a cultura. Não é à toa que se populariza no Brasil o conceito da economia criativa, que traduz a capacidade de gerar renda e monetizar ideias, processos e cultura. Em tempo de crise nos suportes de reprodução musical, nos modelos de negócio mais tradicionais, e com o surgimento de novas iniciativas que dialogam criativamente com a cultura digital, faz-se fundamental um debate como esse, pois enxerga os impactos e mudanças advindas da evolução tecnológica como parte do próprio cotidiano. No caso da música, debates como esse ajudam, por exemplo, a pensarmos iniciativas que se integram com o cenário digital contemporâneo ao invés de manter o foco no combate de práticas e costumes que, dificilmente, serão erradicados.

Através das seis linhas de discussão propostas, o I Fórum da Internet no Brasil poderá contribuir, de fato, para ampliar o conhecimento sobre as relações da internet com os diversos setores da sociedade e estimular criação de políticas públicas na cultura digital que vão de encontro à um futuro sustentável, inclusivo e que respeite a natureza aberta da internet.

Inscreva-se no site e ajude e divulgar o evento no Facebook.

Farol Digital

 

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