Tags

Posts com a tag ‘Indústria da música

O compartilhamento de música pode estimular vendas de discos?

Foto: Mixdown!, por spaceamoeba, CC BY-SA 2.0

Pesquisa recente da universidade North Carolina State mostrou que o compartilhamento de música via torrents não consegue provar a queda na arrecadação com a venda de discos. Os dados, levantados pelo economista Robert Hammond através de um servidor BitTorrent, forneceram a base para um mapeamento onde o pesquisador procurou buscar relações entre discos que “vazaram” na rede antes da hora e as unidades vendidas após o lançamento.

O estudo aponta dois dados interessantes. O primeiro, é que o disco “vazado” pode funcionar como uma propaganda, antecipando o lançamento oficial e aumentando o boca-a-boca, onde mais pessoas acabam sendo estimuladas por essas gravações. O segundo é que artistas maiores tendem a se beneficiar mais do vazamento do que os menos conhecidos.

É claro que as estratégias de lançamento de discos devem ser levadas a sério e contratempos como esses podem desestabilizar planos concebidos e executados ao longo de semanas ou meses. Mas e se o vazamento for parte da estratégia?

Especulações à parte, o que o estudo mostra de uma maneira geral é que a suposição do compartilhamento de música como prejudicador da indústria fonográfica é muito mais complexa do que se supunha. O próprio BitTorrent, por exemplo, faz parcerias com artistas usando o seu sistema para oferecer músicas ao público. É o caso da banda Counting Crows, que disponibilizou conteúdo exclusivo do novo álbum através de torrent.

O que está em jogo aqui é entender os torrents como canais de circulação e distribuição de música. Usado estrategicamente, o mecanismo pode ser usado para espalhar a música pelas redes e, claro, estimular novos negócios em música. Em vez de apenas vislumbrar o lado da pirataria, pode-se tentar enxergar o potencial produtivo de ferramentas e práticas propagandeadas como negativas pela indústria tradicional.

Acompanhe o Estrombo também nas nossas redes: Twitter, Facebook e YouTube.

Foto: Mixdown!, por spaceamoeba, CC BY-SA 2.0

Inovação no negócio da música: fruto de trabalho e informação

Die Felsen im Studio - flickr - scytale - 5349316885 - CC BY 2-0

Negócios inovadores não caem do céu. A celebração de novos modelos de negócio e canais de distribuição para a música podem levar a crer que “basta uma boa ideia”. As boas ideias são o ponto de partida principal, mas não se deve parar por aí. Até tirar o projeto do papel, o empreendedor deve passar por uma série de etapas, como: registrar a ideia, planejar seu percurso, montar um plano de negócios e se aliar com as pessoas certas – afinal, mesmo na internet, duas ou mais cabeças continuam pensando melhor do que uma.

As novas tecnologias digitais são um amplo campo de oportunidades ainda por explorar. No caso da música, seja através das redes sociais ou dos aplicativos móveis, empreendedores investem tempo e dinheiro na criação de seus negócios próprios. Muitas das soluções ainda não são a solução final para o “problema” enfrentado pela música ao longo dos últimos dez anos, mas são fagulhas de inspiração prontas para serem aproveitadas por outras pessoas. Assim, o ciclo de inovação não se completa nunca, com muitas boas ideias surgindo o tempo todo.

Na internet, futuros empreendedores encontram um banco enorme – e alimentado continuamente – de informações sobre etapas que precisam ser percorridas e até mesmo experiências de outros profissionais. Outra fonte de informação importante é o próprio SEBRAE/RJ, que presta assessoriasobre maneiras de formalizar o seu negócio, impostos que deverão ser recolhidos e como montar o plano de negócios.

Uma boa ideia, seja para o mercado da música ou qualquer outro, só nasce depois de muita informação e trabalho. Dê o primeiro passo!

Acompanhe o Estrombo também nas nossas redes: Twitter, Facebook e YouTube.

Dica de leitura: Um raio-X do empreendedor digital brasileiro

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

No Overmundo: “O que significa a originalidade no mundo de hoje?”

Rádio

Por Ronaldo Lemos

O texto abaixo é resultado de uma conversa com o jornalista Bruno Yutaka Saito. Ele trata da questão da “originalidade” e de como ela acontece hoje, em um mundo transformado o tempo todo pela tecnologia. É claro que é um começo de uma conversa que não tem fim, mas ei-lo aqui.

Bruno: É importante ser original na música hoje em dia? A originalidade é superestimada?

Ronaldo Lemos: Vivemos em um momento em que há um culto enorme à originalidade e à inovação. Isso acontece não só na cultura, mas também na ciência, na economia e na sociedade em geral. A ideia de “originalidade” ou “novidade” tem uma função muito peculiar nos nossos tempos: estimular o consumo. O culto à originalidade leva a uma busca cada vez mais acelerada pelo novo. É só pensar em como a moda cresceu em importância global nos últimos 15 anos: os ciclos da moda estão cada vez mais rápidos. A função da moda não é gerar novidades, mas sim fazer com que o novo se torne obsoleto o mais rápido possível. E isso estimula o consumo de forma permanente. Dá para ver isso na música e na cultura de modo geral. A todo momento surgem estilos ou cenas novas, que se tornam populares do dia para noite, e depois ficam fora de moda. É como o consumo cultural tivesse se aproximado da dinâmica da moda.

Bruno: Você acredita que a banda larga/mp3/ipod ao mesmo tempo em que tornaram a música um bem muito mais acessível, ao mesmo tempo transformou-a numa coisa inofensiva, apenas um som ambiente enquanto fazemos tarefas diárias?

RL: A internet e a cultura digital aumentaram enormemente a produção e o acesso à música. O problema não é que a música se tornou inofensiva, ao contrário. Olhando com cuidado, mesmo no pop há músicas mais “perigosas” do que jamais foram feitas. O atirador da Noruega, por exemplo, fez uma “playlist” com artistas segregacionista para estimular outros insanos. No entanto, nossa atenção hoje é difusa demais para prestar atenção em cada detalhe. Mas nem por isso a música deixou de ter impacto social: ela continua essencial na construção de identidades coletivas e também como expressão de contextos e ideias políticas (como a música “gay” que nunca parou de crescer, tem a ver com liberdade e afirmação, e se materializa em festivais e baladas próprias).

Bruno: Em uma entrevista neste ano ao Guardian, Godard disse: “Film is over. It’s sad nobody is really exploring it. But what to do? And anyway, with mobile phones and everything, everyone is now an auteur”. Essa ideia pode ser aplicada à música? A atual cultura do remix (não só na música eletrônica, mas de uma forma geral) e o enorme manancial de arquivos digitais mudaram para melhor a música, democratizando-a?

RL: Essa ideia expressa pelo Godard de que o cinema morreu diz respeito a uma ideia específica de cinema. E mesmo esse cinema não morreu. Ele continua fazendo muito sentido, produzindo obras incríveis. A questão é que ele compete hoje com muitas outras práticas de expressão audiovisual. O que ele vê como “morte” é apenas um deslocamento: o “cânone” ocupa mais um lugar central, ele muda de posição, passa a conviver com outras formas, fica descentralizado. Mas mesmo assim, dentro dessa nova posição, não significa que tenha perdido vigor. Nunca se produziu tantos filmes ou tanta música. Esse momento atual representa também uma explosão de criatividade.

Bruno: Você costuma escrever que a música vibrante atualmente é produzida nas periferias do mundo. Por que isso acontece? Mas, mesmo o tecnobrega: ele realmente é “novo”, uma vez que remete aos anos 80?

RL: A inovação vem cada vez mais das pontas, das margens. Com a música não é diferente. Quanto mais próximo você está do centro mais próximo está também de linguagens, estilos e práticas consolidadas. Claro que dá para ser criativo, mas em geral isso acontece dentro de modelos já conhecidos. Já a música periférica não tem essa preocupação. São cenas vivas e mutantes, que produzem muito e onde há um espaço enorme para o acidente, a precariedade e o acaso. Não precisam “passar recibo” para nenhuma estética mais estabelecida. Quando isso é conjugado com a internet e a tecnologia digital, há uma explosão global. Cenas se fortalecem e outras aparecem em todo lugar, como a champeta na Colômbia, a cumbia villera na Argentina, o bubllin na Holanda e no Suriname, o kuduro em Angola, o shaghaan electro na Africa do Sul e assim por diante. No Brasil, há o tecnobrega, o funk, a pisadinha, o lambadão cuiabano,o forró eletrônico só para dar alguns exemplos. São músicas superpopulares, que falam para milhões de pessoas e dialogam entre si sem passar pelo “centro”, que torce o nariz para o fato de serem abusadas e nada respeitosas com o “cânone” do bom gostousual. De tempos em tempos, períodos de reinvenção macontece também no centro, como nos anos do pós-punk e 79 a 81, ou na primeira geração das raves de 89 a 92. Só que nas pontas esse processo é permanente.

Fonte: Overmundo

Para onde vai a música no século XXI?

A cultura digital é o campo onde fazemos uso das novas tecnologias para produzir e disseminar bens culturais. Na música, vemos a lógica do online reconfigurar formas de se fazer negócio, demandar maneiras alternativas de lidar com a propriedade intelectual, criar novos hábitos de consumo no público – e finalmente transformá-lo em agente participativo fundamental.

Ao longo de 2011, o crowdfunding se firmou como uma opção viável para tirar do papel projetos musicais. O modelo de negócio com base na ideia da “vaquinha” usa a internet como fonte principal para arrecadação de fundos. Novos canais de distribuição, como aplicativos para web e celular, também criam novas oportunidades para comercializar a música, ainda que, em determinados casos, a moeda usada nas transações seja a atenção e não o dinheiro propriamente dito. Licenças alternativas, como o Creative Commons, permitem ao artista determinar como suas obras devem ser usadas, inclusive em âmbitos comerciais.

A experiência de ouvir música também tem se desenvolvido nos meandros das redes digitais. Serviços de streaming, lojas virtuais, sistemas de recomendação e filtros (nas redes) sociais são algumas das ferramentas que propiciam diferentes tipos de consumo para ouvintes mais exigentes. Até mesmo a cultura do disco foi revitalizada, com lojas e sebos online onde o colecionador pode retomar essa prática, visto que ainda é relativamente difícil encontrar o formato à venda fora dos centros urbanos brasileiros.

Exercendo papéis cada vez mais ativos, o público exerce papel fundamental na cultura digital da música (ou cultura da música digital?). Através do método do crowdsourcing, músicos contam com seus fãs para criar conteúdo na produção de faixas, videoclipes ou setlists de shows. Em redes sociais, artistas e público estão em contato direto, criando uma experiência única através dessa aproximação permitida nas mídias digitais. Já nos métodos de gamificação, os ouvintes são transformados em jogadores que precisam se aventurar pelos desafios propostos pelos artistas para “conquistar” faixas, álbuns ou vídeos exclusivos.

As novas tecnologias digitais mudam a própria cultura musical, seja no polo da produção, do consumo ou da distribuição. E a própria cultura musical influencia a inovação e a criatividade no campo das tecnologias digitais. Assim, fica a pergunta: para onde vai a música no século XXI?

O Globo: “PEC da Música e iTunes Store devem sacudir indústria musical”

Novidades prometem mudar a forma com que os brasileiros consomem música

RIO – A possível aprovação de uma lei e a chegada de uma certa loja virtual que é líder no mundo estão prestes a alterar o panorama da música brasileira. A lei é a Proposta de Emenda à Constituição 98/2007, conhecida como PEC da Música, que reduz de 32% para zero o imposto para venda de discos, DVDs e faixas digitais de música feita no Brasil. Na semana passada, a PEC teve sua primeira vitória no Congresso, com aprovação em primeiro turno na Câmara dos Deputados e uma indicação de que poderá entrar em vigor nos próximos meses. Já a loja virtual é a iTunes Store, a maior vendedora de músicas do planeta, cuja operação no Brasil começa neste mês, sob sigilo industrial, mas com um garoto propaganda do porte de Roberto Carlos e com o histórico de ter causado impacto em todos os mercados internacionais por que passou. A iTunes Store vai se beneficiar diretamente da PEC. E a música brasileira pode se beneficiar de ambas.

A negociação da Apple, empresa que controla a iTunes Store, com as gravadoras nacionais se fortaleceu há 90 dias. Há um mês, os boatos de que as operações da loja começariam efetivamente ainda neste ano se intensificaram. As perguntas que ficavam no ar e que não podiam ser respondidas por ninguém graças às cláusulas de confidencialidade, porém, eram o “quando” e o “como”. O anúncio deve vir nesta quinta-feira, numa entrevista coletiva marcada pela Apple em São Paulo.

— Já trabalhei em mercados que vivenciaram a entrada da iTunes Store, como a Espanha. Ninguém fica imune a ela. O Brasil terá a chance de provar que seu consumidor pode e deseja ouvir música pagando por ela — afirma Marcelo Castello Branco, ex-presidente da Universal e da EMI. — Sobre as estratégias que a Apple vai utilizar, ainda é difícil arriscar alguma coisa. A iTunes gosta da aura de surpresa.

O principal trunfo da Apple para o lançamento de sua loja virtual será Roberto Carlos, muito por o Rei nunca ter autorizado que suas músicas fossem digitalizadas e também pelo fato de o Rei ser o Rei. A lógica é semelhante à campanha de marketing feita em 2010 pela empresa com a chegada do catálogo dos Beatles à iTunes Store. Segundo integrantes da indústria ouvidos pelo GLOBO, o acordo com Roberto Carlos prevê o lançamento de suas músicas em etapas, divididas por períodos da carreira do cantor. No primeiro momento, serão vendidos os discos do Rei da década de 1960, com exceção do primeiro, “Louco por você”, que nunca teve relançamento oficial em CD. Assim, estarão na leva inicial: “Splish splash” (1963), “É proibido fumar” (1964), “Roberto Carlos canta para a juventude” (1965), “Jovem Guarda” (1965), “Roberto Carlos” (1966), “Roberto Carlos em ritmo de aventura” (1967), “O inimitável” (1968) e “Roberto Carlos” (1969). A partir dali, os outros trabalhos do Rei chegarão à loja virtual em 2012, progressivamente.

— Num primeiro momento, o usuário da iTunes Store deve vir mais das classes A e B, proprietárias de iPhones — diz Felippe Llerena, diretor da iMusica, empresa de distribuição de conteúdo digital que tem contratos com a iTunes Store. — Mas hoje o consumo digital é basicamente feito pelas classes C e D, pelas compras através dos serviços de operadoras de celulares. Com a iTunes Store, o leque de ofertas será aberto a diferentes camadas da população. O consumo vai aumentar, solidificando a indústria.

Outra dúvida sobre a chegada da iTunes Store é o preço das músicas. O padrão da Apple no exterior é tentar manter a média dos EUA, de US$ 0,99 por faixa, mas as gravadoras brasileiras fizeram pressão para que o valor fosse um pouco maior. Fala-se, então, que o meio termo encontrado foi de R$ 1,99. Neste início, as vendas só serão possíveis com o uso de um cartão de crédito válido internacionalmente, mas por volta de março as operações serão abertas a cartões nacionais. Diferentemente de outros sistemas existentes no país, como o Sonora e o recém-lançado Oi Rdio, a iTunes Store não permite uma assinatura mensal que dê acesso a todas as músicas: na loja da Apple, os produtos são comprados, baixados para o computador, e podem ser utilizados em até cinco aparelhos autorizados pelo usuário.

— A chegada da iTunes Store e a possível aprovação da PEC da Música casam perfeitamente — diz Carlos de Andrade, diretor da gravadora Visom Digital e ex-presidente da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI). — Quando a PEC for aprovada, você poderá ver a diferença entre o preço da música brasileira e da estrangeira. Isso vai chamar a atenção do comprador. Ele vai comprar mais música. A pior maldade que fizeram com o disco no Brasil não foi a pirataria. Foi o questionamento quanto ao valor do conteúdo. As pessoas começaram a dizer que era absurdo pagar R$ 20 ou R$ 30 num disco se um CD virgem custa R$ 0,70. Eles se esquecem de quanto foi gasto para se gravar e divulgar aquele disco.

Portanto, a aprovação da PEC em primeiro turno na Câmara foi comemorada como um incentivo para a recuperação do mercado fonográfico brasileiro. A própria Apple demorou a trazer a iTunes Store ao Brasil por receio de nossa realidade tributária: hoje, paga-se cerca de 32% de impostos (ICMS, PIS/Cofins etc.) na venda de música no país. A PEC, se aprovada, derrubaria a tributação para zero no caso de música produzida por brasileiros. O projeto chegou ao Congresso em 2007, por autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) e, desde então, artistas e empresários têm ido a Brasília convencer os parlamentares sobre sua importância. Apenas na semana passada, o texto chegou à votação na Câmara, com um resultado emblemático: 395 votos favoráveis, 21 contrários e quatro abstenções. A PEC, agora, terá um segundo turno na Câmara, na próxima terça, e depois seguirá para o Senado. A expectativa é que ela já entre em vigor no primeiro semestre de 2012.

— A PEC nos dá uma possibilidade de sobrevivência — afirma o compositor Roberto Menescal. — Desde o primeiro dia em que compareci à reunião da ABMI, eu me incomodava com o termo “independente”. Hoje, do jeito que está estabelecido o mercado, nós somos mais dependentes do que qualquer um. Só com a PEC poderemos ser independentes de verdade.

A urgência da PEC, para a classe musical brasileira, representa a recuperação de um negócio que perdeu fôlego nos últimos dez anos por dois fatores. O primeiro, e mais óbvio, foi a pirataria e os downloads sem autorização de músicas na internet. Mas não só. Havia, no Brasil, um programa chamado Disco é Cultura, que permitia às gravadoras investir em artistas nacionais o ICMS devido pelos discos internacionais. O Disco é Cultura foi criado em 1967 e foi responsável por fazer com que a música brasileira chegasse a uma fatia de 75% nas vendas.

Só que, em 2000, a isenção do ICMS foi alterada — apenas o estado do Amazonas manteve o benefício. Fábricas de discos migraram para Manaus, para se aproveitar ainda do desconto de IPI dado pela Zona Franca. Vender discos a partir de outros estados, então, passou a ser praticamente inviável.

— Criou-se uma distorção tributária, em que o pequeno passou a pagar mais imposto do que o grande por não conseguir ser distribuído a partir de Manaus — afirma Luciana Pegorer, presidente da ABMI e sócia da Delira Música. — A PEC não surgiu por causa da pirataria. Não se combate roubo com preço. Nosso foco é restabelecer a circulação dos discos, dando a eles seu valor real. Há dez anos, tínhamos 2 mil pontos saudáveis de venda de discos no Brasil. Hoje, são de 200 a 300. Com a PEC, pode-se esperar uma queda no preço, mas o principal é que as empresas vão recuperar fôlego para seu fluxo de produção.

Fonte: O Globo

Farol Digital

 

Siga o @estrombo

Facebook