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Circulação de música através de vídeos online

As novas mídias viabilizam o consumo e o acesso a um enorme acervo de músicas e, nos últimos anos, diversas ferramentas e plataformas se tornaram canais importantes para a circulação musical. Até pouco tempo atrás, o MySpace era imbatível. Ainda que hoje ele sofra com a concorrência de outras redes sociais, muitas bandas já o usaram (e ainda usam) para disponibilizar suas músicas, publicar informações sobre shows e interagir com o público. Quando se trata da venda de música online, a liderança vai para a iTunes Store nos Estados Unidos.

No entanto, surpreendemente, quando falamos de música digital, o campeão em termos de fluxo de usuários e consumo de conteúdo é o YouTube, popular plataforma de vídeos operado pelo Google. O consumo de música cresceu tanto nessa rede que os desenvolvedores criaram o youtube.com/music para criar listas com os videoclipes mais acessados. Uma pesquisa do NPD Group apontou que quase metade dos adultos ouve música online de graça, e, desses ouvintes, 58% usam o YouTube para isso.

A partir desses dados, trazemos duas provocações. A primeira delas diz respeito a uma tendência que vem crescendo com força nos últimos meses: o consumo de música via streaming, ou seja, na nuvem, sem download – já comentamos aqui sobre algumas ferramentas e aplicativos mobile que oferecem o serviço. Esse tipo de consumo musical também se manifesta no YouTube. Mesmo que a ferramenta ainda não gere uma renda considerável para artistas e gravadoras, o site pode ser um bom canal de divulgação para a música.

Outra ideia é interessante é: o público também quer “ver” a música. Atualmente, os meios de produção para a realização de vídeos já são bem mais baratos e acessíveis, e as janelas de exibição como o YouTube são gratuitas e de alcance global. Aproveite que o seu público também está nessa rede e ofereça conteúdo audiovisual: videoclipes, registros de shows ou gravações acústicas e intimistas – as possibilidades são várias. Depois, dispare esse material pelas suas redes e faça com que ele chegue aos seus ouvintes.

Para encerrar essa primeira discussão, queremos saber: como você usa o YouTube para potencializar a circulação da sua música?

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O uso criativo do Bluetooth na distribuição de música: casos Tocaê e cumbia villera

Em poucas palavras, o Bluetooth é uma forma de conexão sem fio entre aparelhos. Essa tecnologia permite, por exemplo, que um documento seja impresso sem a necessidade de conexão do cabo USB, que um arquivo seja transferido para o telefone celular, e o emparelhamento de celulares – permitindo a troca de arquivos entre os aparelhos conectados via Bluetooth. Entre muitos outros usos, ele também pode ser usado criativamente como um canal de distribuição para a música, viabilizando negócios que dialogam com a tecnologia.

Ronaldo Lemos comenta sobre o caso do cumbia villera, gênero musical muito popular nos demais países da América Latina que se desenvolveu nas periferias a partir da cumbia e estabelece bastante diálogo com as novas tecnologias. Nos shows e nas ruas, o uso do Bluetooth é fundamental para realizar a circulação das músicas:

Um dos principais músicos da cena, conhecido como El Cave (abreviação de El Cavernícola, homem das cavernas em bom português), disse em uma entrevista que seu objetivo “é gritar nos bailes: liga aí o celular! E todos com os celulares ligados, ao menos mil com Bluetooth, e então soltar o sinal e mandar todas as nossas músicas para a galera”.

Outro uso interessante do Bluetooth para distribuir música é feito pela iniciativa tocaê, desenvolvido no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.), de Silvio Meira. Ele funciona da seguinte maneira: o tocaê instala pontos de conexão em determinados estabelecimentos e, com o Bluetooth do aparelho ligado, o consumidor baixa o aplicativo, instala no celular e insere créditos pré-pagos para comprar músicas do catálogo.

Ainda que pouco explorada, é cada vez mais comum essa opção de conectividade em telefones celulares, fazendo das duas experiências comentadas acima bons exemplos de como o Bluetooth pode se tornar, efetivamente, um novo canal de distribuição que valoriza a experiência presencial. Tanto o uso do ponto de conexão em quiosques quanto a distribuição “ao vivo” feita pelo El Cave apontam maneiras como a tecnologia pode reconfigurar os canais mais tradicionais de acesso à música.

Participe desse debate e comente abaixo: você conhece mais algum caso que utiliza o Bluetooth como um canal de distribuição musical?

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Toque no Brasil: geração de oportunidades para a circulação de música

Na atual configuração do mercado, onde a experiência do ao vivo é produto cada vez mais valorizado, é fundamental desenvolver negócios que viabilizem a circulação da música. Unindo interação e profissionalização, o Toque no Brasil (TNB) é um site de oportunidades para o mercado musical. Desde o seu início, em outubro do ano passado, ele vem experimentando um crescimento considerável. Começou com uma versão beta, limitada, que procurava explorar os principais pontos do projeto: agenciamento de shows — e oportunidades semelhantes — para artistas. No mês passado, o TNB inaugurou sua versão 2.0. Agora, é uma rede social, dando mais liberdade aos usuários através de um perfil customizável, interação com outros membros, compartilhamento de músicas, fotos, vídeos, sempre pensando na circulação da música e melhor aproveitamento das oportunidades, que podem ser desde apresentações ao vivo a participação em campanhas publicitárias e concursos.

Alguns parceiros importantes como Circuito Fora do Eixo, ABRAFIN, Casas Associadas e BM&A (Brazil Music Exchange) já se juntaram ao empreendimento e a plataforma segue crescendo. Até hoje, mais de 6.000 usuários se cadastraram em mais de 220 oportunidades abertas na rede. No total, mais de 2.500 bandas foram convocadas para oportunidades de trabalho.

Um dos idealizadoras, Caio Tendolini, afirma que o próximo passo é manter a evolução do site e fechar mais parcerias, agregando mais serviços aos usuários, buscando aproximação com plataformas de crowdfunding, lojas virtuais, venda de ingressos online, entre outros. Estão nos planos uma consolidação em território nacional e expansão para a América Latina.

Caio considera que o TNB é consequência natural da evolução do mercado da música no Brasil e no mundo. Em diálogo com as mudanças no mercado de música e com as oportunidades surgidas com o desenvolvimento tecnológico, o que está em jogo é o acesso a investimentos diretos e criação de redes que podem ser aproveitadas por qualquer artista: “A sustentabilidade desse mercado começa a depender cada vez mais de oportunidades de trabalho, em detrimento da venda de produtos. Ao mesmo tempo, a noção de estrela se enfraquece e o artista valorizado é aquele que entende e inova no uso da internet para se conectar com seu público. O TNB vem, então, para sanar alguns gargalos desse mercado musical reformulado”, diz Tendolini.

Nem sempre é fácil conduzir um projeto desse porte. Caio aponta os desafios de apresentar aos usuários a inovação do TNB e a gama de possibilidades oferecidas: “Dentro dessa dificuldade estão inseridas outras, como o acesso ainda restrito à internet no Brasil, e a consequente falta de prática de uso, mas estatísticas mostram que temos um grande potencial que já está se desenvolvendo.” Uma das soluções apontadas pelo empreendedor é a capacitação dos usuários para usar a internet como ferramenta de trabalho e geração de negócios.

“Estamos na era digital, onde não apenas podemos nos aproveitar da internet, como vemos que quem não o faz, fica para trás. Com a internet conseguimos romper a lógica industrial de competição e abrir a cabeça para a colaboração. Saímos do ‘do it yourself’ para o ‘do it together’: existe possibilidade de ganho para todos, de maneira colaborativa, mas para isso precisamos rever nossa mentalidade. Aí está o conceito do TNB, que é como aproveitar-se do ‘livre acesso’ à internet para potencializar sua carreira na música, a partir de cenários de colaboração e compartilhamento de práticas.”

Você conhece ou é usuário do TNB? Conte a sua experiência aqui nos comentários.

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Música brasileira no exterior: coletânea promocional BM&A abre inscrições

Desde seu surgimento, em 2001, a BM&A lança CDs promocionais que compilam o que há de mais novo na produção musical independente do Brasil.

Mais do que um CD físico, a coletânea intitulada The New Brazilian Music é uma porta de entrada para a música brasileira no mercado internacional. Através da presença da BM&A e de seus colaboradores nas principais feiras e convenções de música como a Womex (Dinamarca), South by Southwest (EUA), APAP (EUA), Liverpool Sound City (Inglaterra), BAFIM (Argentina), MIDEM (França), a coletânea circula pelas mãos dos mais importantes selos, contratantes e produtores no exterior gerando grandes oportunidades de negócios.

Das parcerias  firmadas com veículos de música e cultura,  a última edição do CD foi encartada na revista londrina Music Week. Junto com a publicação, foram lançadas 7.000 unidades (e uma versão digital para 17.000 assinantes) levando 18 nomes da nova música brasileira pela Inglaterra no mês de janeiro. No mesmo mês, o material também circulou pela MIDEM  2011 que acontece anualmente em Cannes, França.

Dos artistas que participaram do disco, Thiago Pethit passou pela Argentina e EUA em março. Luísa Maita e Guizado já estão se mobilizando para shows fora do país neste ano. Ela, após um ano de negociações com agentes nos EUA e Europa e do lançamento internacional do disco Lero-Lero, através da gravadora Cumbancha/Putumayo, passará pela França e Portugal em julho. O trompetista Guizado recebeu um convite para um festival de jazz na Turquia.

No mesmo mês, os CDs The New Brazilian Music também circularam pela feira MIDEM  2011, que acontece anualmente em Cannes, França.

Participe da próxima coletânea da BM&A clicando aqui.

Fonte: BM&A

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Música brasileira no exterior: coletânea promocional BM&A abre inscrições

Desde seu surgimento, em 2001, a BM&A lança CDs promocionais que compilam o que há de mais novo na produção musical independente do Brasil.

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Das parcerias  firmadas com veículos de música e cultura,  a última edição do CD foi encartada na revista londrina Music Week. Junto com a publicação, foram lançadas 7.000 unidades (e uma versão digital para 17.000 assinantes) levando 18 nomes da nova música brasileira pela Inglaterra no mês de janeiro. No mesmo mês, o material também circulou pela MIDEM  2011 que acontece anualmente em Cannes, França.

Dos artistas que participaram do disco, Thiago Pethit passou pela Argentina e EUA em março. Luísa Maita e Guizado já estão se mobilizando para shows fora do país neste ano. Ela, após um ano de negociações com agentes nos EUA e Europa e do lançamento internacional do disco Lero-Lero, através da gravadora Cumbancha/Putumayo, passará pela França e Portugal em julho. O trompetista Guizado recebeu um convite para um festival de jazz na Turquia.

No mesmo mês, os CDs The New Brazilian Music também circularam pela feira MIDEM  2011, que acontece anualmente em Cannes, França.

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Fonte: BM&A

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