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Archive for abril, 2013

Internet como plataforma de negócios

O Brasil é o quinto país mais conectado do mundo, com quase 95 milhões de internautas, dos quais mais de 50% entram na rede regularmente. Entre 2007 e 2011, o número de acessos cresceu de 27% para 48% e a tendência é que haja um crescimento ainda maior, levando em conta os preços cada vez maiores dos computadores e as facilidades de acesso.

Mas como tirar partido deste cenário para projetar a própria atividade? Este foi o tema do workshop: Negócios na Internet e Marketing Digital. Para o consultor em Tecnologia da Informação e Marketing Digital, Alexandre Neves, a internet é uma rede poderosa de comunicação, mas é preciso profissionalismo para otimizar seu alcance.

O site de uma empresa, por exemplo, não pode descuidar do conteúdo. A atualização é indispensável para que o cliente seja sempre informado sobre as últimas novidades, o que também transmite a dinâmica do processo adotado na empresa. A linguagem deve ser franca, nada de prometer o que não pode ser cumprido; atenção à integração com as redes sociais e adaptação aos diferentes navegadores. E, de preferência, alerta o especialista, que o processo seja pensado e gerido por profissionais.

“Estamos vivendo uma era de ideias e elas podem transformar seu negócio em um sucesso. A internet hoje já é um ambiente de comunicação tão importante, que no Brasil só perde para o rádio e TV, mas a tendência é que esse processo seja cada vez mais acelerado. As redes sociais são um alvo importante neste processo. Aproveite este ambiente virtual para estreitar a relação com o cliente, realizar promoções e atualizar informações. Também procure ferramentas para saber como sua empresa é vista pelo seu cliente”, recomenda Neves.

Dependendo da natureza do negócio, ele também, lembra a importância do e-commerce, que amplia o número de clientes, sem limites geográficos. Mas neste caso, vale também as boas práticas. O atendimento deve ser tão atencioso e preciso como no espaço físico. Descontrole de estoques e atraso de entregas são inaceitáveis. “Sempre respeite seu cliente em qualquer situação”, diz Neves.

Traduzir a emoção

A música pontua a emoção no momento certo, mas se houver um equívoco na escolha, o ouvinte sente na pele o som apenas como um ruído estranho e sai da trama, seja ela de um filme, comercial, programa de TV e até um jogo eletrônico.

Para apurar a busca, a empresa Rumori, no mercado há 11 anos, responsável, entre outros produtos, pela trilha do Big Brother da TV Globo, está desenvolvendo uma ferramenta chamada BRTrax, que deve ser lançada até o final do ano com um acervo estimado em mais de 20 mil músicas. A informação foi divulgada na workshop: Sincronização, parte da programação Seminário ABMI Digital & SYNC, que acontece no Rio de Janeiro até sábado (20).

O site não dispensa a cultura musical e o talento de um programador, mas representa uma poderosa ferramenta porque permite cruzar e detalhar informações, como se o computador tivesse a sensibilidade de interpretar corretamente uma demanda.

O profissional tem inúmeras possibilidades, com requintes que permitem, por exemplo, solicitar músicas românticas que tenham a presença do som de um violoncelo.

“Nossa proposta é facilitar o trabalho, afunilando o campo de pesquisa e abrindo possibilidades, sobretudo, para o conteúdo nacional. Um espaço importante todo o mercado, incluindo músicos independentes que detenham todo o processo”, disse Rafael Pissurno, um dos sócios da empresa.

Quem disponibiliza o conteúdo no site, terá direitos como proibir a veiculação em propaganda eleitoral, comercial ou programas estrangeiros por exemplo. A ideia é dar segurança de que as restrições do conteúdo disponibilizado será respeitado.


Como parte do workshop, Rapael Pissurno também deu conselhos práticos para quem atua ou quer entrar neste segmento. “Jamais ofereça jabá (jargão em que se paga para divulgar um determinado produto ou conseguir uma finalidade); falar com a equipe como se estivesse fazendo um favor, adotando uma atitude superior, e nunca contrate divulgadores que não conhecem os profissionais envolvidos na produção.”

“Atitudes corretas envolvem muito esforço e trabalho. Muitas vezes, o demandante tem apenas uma ideia do que quer, mas não consegue traduzi-la corretamente. O nosso trabalho é entender isso e se não acertar de primeira, continuar procurando até chegar ao que cliente deseja”, reforçou Pissurno.

Streaming: aliado da música na era digital

Estamos entrando na segunda fase da indústria fonográfica no século digital. A primeira foi marcada por uma série de decisões arbitrárias, posicionamentos radicais e tiros no pé — principalmente logo que as pessoas começaram a trocar MP3 de graça entre si.

Vimos gravadoras multinacionais processando seus próprios clientes, a ascensão da Apple nesse mercado, a consagração do YouTube como uma grande rádio global, a ascensão e queda do MySpace, a solução do Radiohead para a crise e a caça às bruxas que começou com o julgamento dos caras do Piratebay e a prisão espetacular de Kim Dotcom, do Megaupload, no final de 2011.

Enquanto isso tudo aconteceu, artistas, agentes, empresários, gravadoras e novos players entenderam melhor a lógica da internet e hoje vivemos uma fase em que o streaming parece ser a aposta certa.

“No início da revolução digital, era tema comum dizer que o digital estava matando a música”, disse Edgar Berger, presidente internacional da Sony Music Entertainment. “Bem, a realidade é: o digital está salvando a música. Acredito firmemente que isto marca o início de uma história de crescimento global. A indústria tem todos os motivos para ser otimista sobre seu futuro”.

Já faz algum tempo que é absolutamente comum utilizar serviços de streaming de música, pois eles disponibilizam suas canções favoritas no próprio site, estando acessíveis a partir de qualquer computador. De acordo com o relatório anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, IFPI (da sigla em inglês), em 2012 este modo de se consumir música cresceu 44% no mundo todo em relação ao ano anterior.

Somado às outras modalidades digitais, o streaming ajudou a impulsionar o mercado da música, que voltou a tomar fôlego e apresentou seu melhor resultado desde 1998. O estudo foi divulgado paralelamente aos resultados da Associação Brasileira de Produtores de Discos, a ABPD, que apontou o aumento de 83,12% nas receitas da área digital, com arrecadação de R$ 111,4 milhões no último ano. Pagar por música volta a ser uma opção cada vez mais viável, portanto.

Na esteira das tendências internacionais, o streaming tem tudo para ganhar força por estas bandas em 2013, em parte por conta da chegada da francesa Deezer, que, no fim de janeiro, marcou o Brasil como o 182º país em que opera, se juntando ao Rdio e ao Sonora. Aquecendo a disputa, o gigante Spotify está em negociações com gravadoras brasileiras desde 2012 e deve iniciar suas operações no país também neste ano. Para engrossar o caldo, o Google está cada vez mais perto de entrar na briga, lançando seu próprio serviço entre abril e junho, a Apple parece estar em negociação com a Warner Music e com a Universal Music Group para lançar, no meio do ano, seu serviço de streaming de música gratuito, o iRadio. E, recentemente, o twitter colocou no ar site o Twitter Music, novo serviço de música – ainda sem maiores especificações.

Hoje o cenário da música digital no país é balanceado. Além do streaming pago, ainda temos o streaming bancado por publicidade, como acontece no YouTube e Vevo, e a venda de downloads, impulsionada em 909% em 2012 pela chegada do iTunes, a loja da Apple, ao país.

A música digital, que já foi vista como uma adversária pela indústria fonográfica, se tornou uma forte aliada.  Tire proveito das oportunidades que a internet oferece: divulgue seu trabalho, lucre.

Seminário debate distribuição e monetização de conteúdo no mercado de música

Durante três dias (18 a 20 de abril), gravadoras, artistas, músicos, editores, empresários e público em geral poderão:

- Conhecer ferramentas;
- Trocar experiências;
- Debater as melhores práticas de distribuição e monetização de conteúdo;
- Entender o que acontece em outros países onde o mercado digital já está estruturado e conhecer as plataformas de venda de música.

Saiba como → http://bit.ly/Z45TwR


Gravadoras ajustaram-se ao modelo web e encontraram um ótimo modelo de negócio

O surgimento e o avanço da internet mudaram quase radicalmente o setor musical de negócios. O impacto das novas tecnologias – e, em particular, da pirataria on-line – devastou o setor, mas as companhias encontraram meios de se adaptar e redesenhar sua atuação fazendo possível a geração de renda.

As gravadoras passaram a negociar seu acervo com operadoras de celular, sites de download pago e rádios on-line, além de se lançar à produção de shows e eventos.

As gravadoras já licenciaram 11 milhões de faixas para 400 serviços de download em todo o mundo. Em 2003, o número de serviços legais não chegava a 50, o catálogo disponível era dez vezes menor e a receita não passava de US$ 20 milhões

Um relatório da International Federation of Phonographic Industry (IFPI) revela que, em 2009, 27% do faturamento da indústria global da música veio de canais digitais, com vendas de US$ 4,2 bilhões, 12% a mais que em 2008.

No Brasil, a receita da Sony em 2009 subiu 16,5%. A venda de música em formato digital foi o segmento com expansão mais acelerada: 39%. O digital representa 12% do faturamento da gravadora, mesma média do mercado brasileiro. A venda de DVDs teve um desempenho próximo, com crescimento de 37%.

Já em 2012, os artistas britânicos lucraram em 2012 um total acima dos 61 milhões de euros, um valor recorde, apenas com os serviços de música online como o Google Play, o iTunes e o Spotify. Isto traduz-se numa subida de 32,2% em relação ao ano anterior.

Os números mostram também que os downloads legais cresceram 12% no mundo todo em 2012, chegando a 4,3 bilhões de canções.

Entre os artistas que colaboraram para o bom resultado estão a cantora pop canadense Carly Rae Jepsen. Ela liderou as vendas mundiais de singles em 2012 com sua canção “Call Me Maybe”, que vendeu 12,5 milhões de exemplares, seguido do belga-australiano Gotye, com “Somebody I Used To Know (11,8 milhões de exemplares vendidos). A cantora brasileira Carolina também é exemplo e está entre os dez mais.

O Brasil também entrou entre as dez no ranking com a canção “Ai Se Eu te Pego” que foi o 6º single mais vendido no mundo no passado.

A popularização do compartilhamento de música pela Internet, assim como a tecnologia, estruturou novas relações entre as gravadoras, os artistas e os internautas e o ambiente digital se tornou um forte aliado.  Tire proveito das oportunidades que a internet oferece: divulgue seu trabalho, lucre.

Com informações dos sites infoabril, djputop e criativa marketing.

Farol Digital

 

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