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Archive for maio, 2012

O SEBRAE investe em ações de inovação na sua empresa!

SEBRAE

O SEBRAETEC é um programa que permite às micro e pequenas empresas acesso a serviços ligados à inovação e tecnologia. Visa garantir a melhoria de processos, produtos e/ou serviços que tenham como foco a inovação no mercado em que atua.

O programa SEBRAETEC financiará até 80% do seu investimento em ações de inovação na sua empresa.

Algumas atividades que podem ser realizadas através do SEBRAETEC:

· Proteger seu conhecimento através do registro de marca e patentes

· Criação e melhorias de website

· Melhorar a qualidade do produto/serviço

· Melhorar o design dos produtos, embalagens e layout da sua empresa

· Otimizar e inovar seu processo produtivo

· Aumentar a eficiência energética

Para saber de que forma a sua empresa pode ser beneficiada com o SEBRAETEC preencha o formulário que o SEBRAE entrará em contato.

É o SEBRAE trabalhando para o crescimento e desenvolvimento das micro e pequenas empresas

Marketing da música: 5 estratégias para engajar os seus fãs online

Guitar Study 1 - flickr - fmerenda - 2875792178 - CC BY-SA 2-0

Em primeiro lugar, é importante ter um plano. O website da sua banda ou a página no Facebook deve ser pensada estrategicamente, de forma que seja possível medir o retorno sobre o investimento. Caso você não seja um estrategista nato, vale contratar uma consultoria ou contar com a ajuda daquele amigo que trabalha com comunicação digital para buscar uns conselhos e, quem sabe, montar um plano em conjunto.

O segundo passo é ir até onde os seus fãs já estão – por exemplo, nas redes sociais. Considere ter uma página no Facebook e uma conta no Soundcloud. Ao mesmo tempo que você cria uma vitrine para as suas músicas, consegue trabalhá-las de forma mais pessoal. Nesse sentido, é interessante manter um blog com atualizações constantes. Assim, o seu público se mantém atualizado, sem você precisar oferecer uma atualização individualizada, como seria o caso nas redes sociais.

Esforce-se para manter o profissionalismo no ambiente digital. Por mais que a sua banda esteja começando, ninguém quer escutar uma música mal acabada ou ver um design “tosco”. Vale investir na imagem e na música da sua banda, principais cartões de visita para uma carreira bem sucedida. Se a sua banda já possui uma base de fãs razoável, por que não arrecadar verba em plataformas de crowdfunding para a gravação de um single novo ou para a confecção de uma embalagem bacana de um disco?

Por fim, tenha uma presença online consistente e constante, sem perder de vista que mais vale qualitativamente com poucas ferramentas do que estar cadastrado em várias e deixar a maioria sem atualização.

O que está em jogo aqui é colocar a música para circular – afinal, esse é o seu principal produto, certo? O marketing online é um processo, não um ponto final. É um conjunto de estratégias que permite à sua banda promover as músicas e se engajar com os fãs. O objetivo é construir uma campanha sólida e contínua que vai evoluindo e sendo alimentada pelos shows realizados e o tempo de trabalho no estúdio. Pensando além, estar online significa criar novos modelos de negócio para a música que passam por novos canais de circulação e distribuição – sem esquecer, claro que, tão importante quanto ter uma página no Facebook, é cultivar conexões no mundo offline.

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Leia o que já falamos sobre redes sociais aqui.

Foto: Guitar Study 1, por fmerenda, CC BY-SA 2.0

Músicos amadores: onde termina o fã e começa o artista?

Foto: Microphone, por ernestduffoo, CC BY 2.0

Você já deve ter passado por isso: estava navegando no YouTube, buscando alguma música específica e se deparou não só com o conteúdo procurado, mas também com vídeos de usuários tocando a mesma música. Na internet, fãs de gêneros variados tornam públicas suas habilidades musicais ao registrar e compartilhar vídeos caseiros interpretando e recriando canções tornadas famosas por outros artistas. Enquanto alguns fazem isso por diversão, outros investem a sério nesse espaço, criando seu próprio grupo de admiradores.

Com o barateamento dos meios de produção e as possibilidades de armazenamento a custo quase zero, muitos usuários ficaram à vontade para se expor dessa maneira no ambiente virtual. Ainda que muitas das gravações sejam de caráter meio amador, esse conteúdo ajuda a borrar os limites – antes, melhor definidos – entre quem é fã e quem é o músico profissional.

Aqui, existe um duplo movimento interessante que precisa ser comentado. Primeiramente, como falamos, alguns desses usuários vão fazer a transição para o meio profissional, muitas vezes ancorados por um “padrinho” já bem estabelecido no mercado musical. É o caso, por exemplo, da holandesa Esmée Denters. Ela ficou conhecida ao publicar no YouTube alguns vídeos com covers amadores de grandes nomes da música pop atual, como podemos ver abaixo.

A cantora acabou chamando a atenção da mídia local e, posteriormente, do músico Justin Timberlake. Esmée foi a primeira artista contratada pelo selo de Justin, Tennman Records, associado à Interscope Records. Esse é só mais um caso da nova mitologia digital que vem surgindo nos últimos anos: a do músico amador que é descoberto nas redes sociais e é contratado por uma gravadora. Assim como ainda acontece com as fitas demo, será que o YouTube e as redes sociais são atualmente as principais janelas para a exposição do trabalho musical?

Outro ponto diz respeito à circulação de música na internet. Em pesquisa realizada ano passado entre internautas americanos, foi apontado que, dentre os entrevistados que ouvem música de graça na internet, 58% usam o YouTube para isso. E, muitas vezes, um bom cover amador pode ser tão sedutor quanto o registro oficial de um show ou um videoclipe. Por isso, uma boa estratégia é estimular a criação desse tipo de conteúdo entre o seu público, seja fazendo concursos ou compartilhando nas suas próprias redes esse material. Por mais que o tráfego não seja direcionado diretamente para você, mais pessoas entram em contato com a sua música. E vale lembrar que, na cultura digital, a atenção é uma moeda bastante valiosa.

Você conhece algum caso desse tipo? Fale pra gente nos comentários.

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Foto: Microphone, por ernestduffoo, CC BY 2.0

Aplicativos: estimulando novas experiências de consumo musical

Os aplicativos móveis estão, aos poucos, modificando o que entendemos por consumo musical. É claro que isso ainda não é para todos – ainda que o acesso a essas novas tecnologias tenha crescido no Brasil, somente uma pequena parcela da população pode pagar por um smartphone ou um tablet, ainda caro para os padrões brasileiros. De toda forma, diversos artistas têm investido no formato para oferecer uma outra experiência para o ouvinte. Desde softwares mais complexos – como o caso do app Biophilia, da Björk – a outros mais simples, que podem ser desenvolvidos usando ferramentas pré-formatadas, muitos músicos entenderam que, através dos apps, podem alcançar uma audiência interessada nesse tipo de tecnologia de uma maneira bastante pessoal.

Os apps são uma ferramenta importante no marketing musical porque eles criam outros níveis de engajamento com a música. O blog Music Think Tank fala que qualquer aplicativo móvel pode ser posicionado em qualquer um dos três níveis de interação: o primeiro oferece funções básicas como mostrar posts de blogs, disponibilizar links para compras de ingressos de shows e incorporar atualizações regulares de ferramentas outras como Twitter ou Facebook. O segundo nível engaja o fã além das necessidades básicas e adiciona a música do artista no ambiente móvel. Já o terceiro nível rompe com os padrões e cria uma experiência para o fã além do escopo básico de um aplicativo, através de jogos, vídeos e outros recursos interativos.

Já que as formas tradicionais de vender música não possuem a mesma eficácia de antes para todos os artistas, é preciso investir tempo, dinheiro e dedicação para levar a música ao público usando uma estratégia inovadora e criativa. Nesse sentido, os apps cumprem esse papel pois integram a música a um outro suporte, diferente dos consolidados pela indústria fonográfica ao longo dos últimos 60 anos. Ainda que os CDs, discos de vinil e até as fitas cassete sejam importantes e devam ser trabalhados para aqueles que veem viabilidade econômica nesses formatos, toda uma geração conectada a redes sociais e smartphones precisa receber a música também numa embalagem que “fale a sua língua”.

A febre dos aplicativos móveis na cultura musical da era digital está apenas começando. Você já tem o seu? Como é a resposta do seu público?

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Foto: Heavy Roc Music, por p_kirn, CC BY-SA 2.0

Um manifesto remixado: utilizando trechos de obras alheias

Foto: Mixer Table, por kaktuslampa, CC BY-SA 2.0

A cultura do remix se articula com todos os tipos de produtos da indústria cultural, como músicas, vídeos, livros e fotografias. Se, por um lado, em geral há o interesse das corporações, editoras e detentores de direito autoral de assegurar a restrição ao uso de suas obras; por outro, toda uma geração de jovens adultos que cresceu com a popularização da internet se sente no direito de apropriar criativamente de produtos preexistentes e resignificá-los segundo suas próprias visões de mundo – dando um novo sentido para eles e criando algo totalmente novo.

Segundo o professor da Escola de Direito da Universidade de Harvard William Fisher, 25% dos jovens americanos de até 25 anos está envolvido em atividades de remix. O número impressiona e aponta para a necessidade de pensarmos sobre o direito autoral, construído numa era pré-internet – e pré-remix -, que, portanto, parece não dar conta de novas práticas culturais.

Um manifesto remixado

RIP! A Remix Manifesto, é um documentário de 2009 que aborda o tema da cultura do remix na música e a dificuldade em utilizar uma legislação de direitos autorais “analógica” na nova realidade cultural. Acompanhando personagens emblemáticos como o produtor Gregg Gillis – do projeto Girl Talk –, o professor de direito e escritor Lawrence Lessig e o ex-Ministro da Cultura do Brasil Gilberto Gil, o vídeo problematiza manifestações culturais como o funk carioca e o mashup, que criam novas obras a partir de trechos de músicas já existentes.

Direitos autorais e a cultura do remix no Brasil

“Os direitos autorais no Brasil são regulados pela Lei 9.610/98. Essa lei diz que qualquer uso que você queira fazer de obras intelectuais de terceiros precisa ser prévia e expressamente autorizado, a menos que haja uma permissão legal. Uma das permissões legais é o uso de pequenos trechos de obras preexistentes em obra nova (art. 46, VIII).” – explica o Prof. Sérgio Branco, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, em entrevista ao blog do Estrombo.

Art. 46: não constitui ofensa aos direitos autorais:

VIII – a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.

“Como você pode ver, a lei está em regra autorizando uma pessoa a usar um pequeno trecho de uma música (obra preexistente) em uma outra obra (outra música, ou filme, ou novela), desde que cumpra com os requisitos de a reprodução da obra antiga não ser o objetivo da obra nova, etc.” – aponta o professor.

“Mas há aí dois problemas. O primeiro é óbvio: o que é pequeno trecho? Ninguém sabe dizer. O conceito é muito subjetivo e por isso mesmo contestável. O segundo é que a indústria cultural resolveu entender que o licenciamento de pequenos trechos de qualquer obra (música, por exemplo) faria parte da “exploração normal da obra reproduzida” e por isso toda conduta nesse sentido seria ilícita. Em outras palavras: ninguém pode usar obra nenhuma (nem pequenos trechos) sem pedir autorização (e pagar, naturalmente) pois essa atitude seria ilegal.

No ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu a favor do cineasta Nelson Hoineff na ação sobre o uso feito por ele de trechos de músicas – sem pagar por eles – no documentário “Alô, Alô Terezinha”, dirigido por ele. “É o caso mais recente e é uma decisão promissora.” – completa Sérgio.

“Se o uso na obra sampleada for de pequeno trecho, então é livre e ninguém precisa pagar nada a outrem”

Blog do Estrombo: quanto tempo de uma música pode ser utilizada?

Prof. Sérgio Branco: Não existe um limite de tempo. Se você entender, assim como o Tribunal de Justiça do RJ, que é possível usar pequenos trechos de música em outra obra, já que o uso de pequenos trechos não viola as condições impostas na lei, estão o limite é esse mistério indecifrável: pequenos trechos.

Blog do Estrombo: A famosa “regra dos 10 segundos” é real?

Prof. Sérgio Branco: Essa regra, por mais famosa que seja, jamais existiu. O que deve acontecer é que, independente do tamanho da música, 10 segundos em regra será um pequeno trecho. Daí a criação do número folclórico.

Blog do Estrombo: Quem determina quanto o autor da obra sampleada deve receber?

Prof. Sérgio Branco: Se o uso for de pequeno trecho, então é livre e ninguém precisa pagar nada a outrem. Mas como a regra é discutível, é importante ter um plano B. E o plano B é desalentador. Caso se entenda que o uso de pequenos trechos não está liberado e o pagamento é necessário, então o titular dos direitos autorais é que diz o quantum a ser pago. Que pode ser qualquer valor. Mas se for muito, muito alto, há quem entenda que ele pode ser processado por abuso de direito. Como tudo na vida (especialmente na vida jurídica), essa opinião também é contestável.

Blog do Estrombo: Qual solução você aponta, sabendo que há cada vez mais pessoas criando obras que utilizam pedaços de outras?

Prof. Sérgio Branco: Há duas soluções. A primeira, conservadora, é pedir autorização e ter que lidar com burocracia, demora em resposta, um “não” eventual e um pagamento indevido e extorsivo. Mas é sempre mais seguro. A alternativa mais radical é usar mesmo sem autorização (desde que limitando-se a pequenos trechos) e ver o que acontece. O precedente do TJ do RJ sobre o “Alô Alô Terezinha” é ótimo. Não dá para garantir que ações futuras serão julgadas do mesmo jeito, mas a esperança aumenta.

Em colaboração com o Prof. Sérgio Branco (CTS-FGV) e Paula Martini (CTS-FGV e Martinica Digital)

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Foto: Mixer Table, por kaktuslampa, CC BY-SA 2.0

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