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Archive for dezembro, 2011

Lan house e produção cultural em discussão na FGV

Acompanhe o evento ao vivo clicando aqui.

Como parte da campanha Farol Digital, na próxima segunda-feira, dia 19/12, acontece o seminário “Farol Digital: as lan houses e pontos de cultura como centro de inclusão social e cultural” que discutirá o papel das lan houses e dos Pontos de Cultura como espaços importantes na cadeia produtiva da cultura digital.

A mesa de discussão será composta por Reinaldo Pamponet, fundador da Eletrocooperativa, que contribui na formação de jovens em Salvador usando como meio a linguagem audiovisual; Mario Brandão, presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID); Adriano Belisário e Juliana Lopes, do Núcleo de Cultura Digital da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro; Alexandre Costa, do Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC); e Eliane Costa, gerente de patrocínios da Petrobras e autora do livro Jangada Digital. A mediação ficará por conta de Luiz Moncau, professor da Escola de Direito da FGV.

No evento promovido pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV ainda serão lançados o livro “Pontos de Cultura e Lan Houses: estruturas para a inovação na base da pirâmide social” e o documentário “Farol Digital: A lan house como centro de inclusão digital e social”, dirigido por Lao de Andrade e produzido pela Pindorama Filmes, produtora também responsável pela produção de 10 vídeos sobre formalização e lan house do Farol Digital. Inscreva-se gratuitamente para o evento aqui.

Formalização

Aproximadamente 30% da população brasileira acessa a internet pelas lan houses espalhadas pelo país. Lado a lado com os Pontos de Cultura, elas podem se tornar verdadeiras plataformas de disseminação da cultura brasileira e terreno fértil para a criação de novos empreendimentos e negócios. Nessa direção, o objetivo do Farol Digital é capacitar empreendedores para realizar a formalização de suas lan houses.

Programação:

18h – Abertura

18h30 – Mesa – Cultura Digital: Novos Espaços de Inovação, Criatividade e Consumo

  • Reinaldo Pamponet (Eletrocooperativa)
  • Adriano Belisário e Juliana Lopes (Secretaria de Estado de Cultura)
  • Alexandre Barbosa (CETIC)
  • Mario Brandão (ABCID)
  • Eliane Costa (Petrobras)
  • Moderador: Luiz Moncau (FGV Direito Rio)

20h –Lançamento do Livro “Pontos de Cultura e Lan Houses: estruturas para a inovação na base da pirâmide social”

  • Joana Ferraz (FGV Direito Rio)

20h15 – Encerramento e Exibição do Documentário “Farol Digital: A lan house como centro de inclusão digital e social”

Serviço:
Seminário Farol Digital
Data e hora: 19/12/2011 às 18h
Local: Escola de Direito da FGV
Endereço: Praia de Botafogo, 190 – hall do 12° andar
Inscrições gratuitas no link

* Atendendo às diretrizes da FGV, não será permitida a entrada de pessoas trajando bermudas e/ou chinelos

SEBRAE/RJ organiza delegação para participar do “midem” 2012

Venha participar da reunião na próxima quarta, dia 30/11, às 16h30, Rua Santa Luzia, 685, 9º. andar, Centro do Rio de Janeiro.

O midem, já em sua 46ª edição, é um evento que conecta a indústria musical usando as novas tecnologias como forma de geração de negócios. Para se adaptar à evolução natural do mercado da música, uma série de inovações serão implementadas. No próximo ano, o midem acontece de 28 a 31/01 em Cannes e vai reunir empresas de tecnologia, agências de publicidade e marcas ao redor de artistas e tradicionais agentes da indústria da música.

Confirme a sua presença enviando um e-mail para mariliafaria@sebraerj.com.br.

V Seminário de Empreendedorismo na Área Musical

O V Seminário de Empreendedorismo na Área Musical, iniciativa do projeto Música no Museu, acontece no dia 16 de dezembro, das 9h às 17hs no Centro Cultural Justiça do Trabalho, localizado no endereço: Av. Presidente Antonio Carlos nº 251, térreo. De 14h às 14h45, as palestrantes Marília Faria e Maria das Graças Cruz da Silva Guedes do SEBRAE apresentarão, respectivamente, o Estrombo e o Empreendedor Individual Cultural.

Como principais objetivos do encontro, destacam-se:

  • Ressaltar a música como instrumento de resgate social identificando dificuldades;
  • buscar diferentes alternativas para a abertura e consolidação do mercado através do intercâmbio entre os seus diversos agentes;
  • apresentar iniciativas de inserção social através da música fomentando a prática do empreendedorismo e a importância da formalização como empreendedor individual junto aos jovens estudantes e profissionais de música clássica no Brasil;
  • incentivar e promover o impreendedor individual, assim como o empreendedorismo coletivo e associativo, estimulando o surgimento de empreendimentos coletivos no campo da música.

Criado há 14 anos, o projeto Música no Museu realiza concertos gratuitos em museus, igrejas, centros culturais e palácios, democratizando o acesso à cultura através da música. Os concertos, que acontecem de 400 a 500 vezes por ano, trazem músicos renomados, mas também integram jovens talentos.

Desde o seu início leva alunos de escolas para assistir as apresentações e visitar exposições e acervos, unindo música às artes plásticas e espaços históricos. Foi a partir da experiência com estudantes que se verificou o papel da música como fator importante em políticas de inclusão social. Por isso, o Música no Museu passou a desenvolver iniciativas que buscam, primordialmente, o resgate da dignidade e o pleno exercício da cidadania entre crianças e adolescentes em situação de risco. Dessa maneira, tem-se feito concertos em favelas como Pavão-Pavãozinho, Santa Marta e na Maré, locais em que os museus e espaços culturais já estão presentes.

Confira abaixo a programação do V Seminário de Empreendedorismo na área musical, do Música no Museu.
8:30h às 9h10 – Inscrição

9:15hs – Abertura: Sessão solene.

Participantes: Desembargadora Maria das Graças Paranhos (Diretora do CC Justiça do Trabalho), ex-Senador Saturnino Braga (autor do projeto Música nas Escolas), Vereador Reimont (Presidente da Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e da Cultura), Maestro Marlos Nobre (presidente do Comitê de Musica da Unesco), Evandro Peçanha (Diretor do SEBRAE), Bebeto Nunes (Diretor do CEMUS-Centro de Música da Funarte), Professora Terezinha Saraiva, (ex-Secretária de Educação do Rio de Janeiro) e Sergio da Costa e Silva (Diretor do Música no Museu).

9h15 às 10h30 – Economia Criativa e a música

Luis Carlos Prestes Filho (Superintendente da Economia da Cultura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico)

10h45 às 11h30 – A música nas escolas

Grupo de Trabalho Pro-Música nas Escolas:
Professora Terezinha Saraiva (ex-Secretária de Educação do Rio de Janeiro)
Maya Suemi (CEMUS – Centro da Musica da Funarte)

11h40 às 12h15hs – A inclusão social através da música

Fiorela Soares (Ação Social pela Música)
Marcia Melchior (Orquestra de Violões do Forte e Copacabana)
Marcia Souza (Museu da Favela)
Orquestra SindRefeições
Terezinha Saraiva (Fundação CESGRANRIO: Projeto Apostando no Futuro)

12h30 às 13h30 – Concerto da Orquestra de Cellos do Morro do Alemão

14h00 às 14h45

SEBRAE:
- Marília Faria (Projeto Estrombo: Novos Modelos de Negócios e Canais de Distribuição da Indústria Musical do RJ)
- Maria das Graças Cruz da Silva Guedes (Empreendedor Individual Cultural)

14h50 às 15h45

Oportunidades de estudos nacionais e internacionais:
- Palestrante a confirmar (Conservatório Brasileiro de Música)
- Rubem Piovano (Diretor do Instituto Italiano de Cultura)
- Paulo Steinberg (Diretor da James Madison University)

16h30 – Encerramento

Orquestra SindRefeições

O Globo: “PEC da Música e iTunes Store devem sacudir indústria musical”

Novidades prometem mudar a forma com que os brasileiros consomem música

RIO – A possível aprovação de uma lei e a chegada de uma certa loja virtual que é líder no mundo estão prestes a alterar o panorama da música brasileira. A lei é a Proposta de Emenda à Constituição 98/2007, conhecida como PEC da Música, que reduz de 32% para zero o imposto para venda de discos, DVDs e faixas digitais de música feita no Brasil. Na semana passada, a PEC teve sua primeira vitória no Congresso, com aprovação em primeiro turno na Câmara dos Deputados e uma indicação de que poderá entrar em vigor nos próximos meses. Já a loja virtual é a iTunes Store, a maior vendedora de músicas do planeta, cuja operação no Brasil começa neste mês, sob sigilo industrial, mas com um garoto propaganda do porte de Roberto Carlos e com o histórico de ter causado impacto em todos os mercados internacionais por que passou. A iTunes Store vai se beneficiar diretamente da PEC. E a música brasileira pode se beneficiar de ambas.

A negociação da Apple, empresa que controla a iTunes Store, com as gravadoras nacionais se fortaleceu há 90 dias. Há um mês, os boatos de que as operações da loja começariam efetivamente ainda neste ano se intensificaram. As perguntas que ficavam no ar e que não podiam ser respondidas por ninguém graças às cláusulas de confidencialidade, porém, eram o “quando” e o “como”. O anúncio deve vir nesta quinta-feira, numa entrevista coletiva marcada pela Apple em São Paulo.

— Já trabalhei em mercados que vivenciaram a entrada da iTunes Store, como a Espanha. Ninguém fica imune a ela. O Brasil terá a chance de provar que seu consumidor pode e deseja ouvir música pagando por ela — afirma Marcelo Castello Branco, ex-presidente da Universal e da EMI. — Sobre as estratégias que a Apple vai utilizar, ainda é difícil arriscar alguma coisa. A iTunes gosta da aura de surpresa.

O principal trunfo da Apple para o lançamento de sua loja virtual será Roberto Carlos, muito por o Rei nunca ter autorizado que suas músicas fossem digitalizadas e também pelo fato de o Rei ser o Rei. A lógica é semelhante à campanha de marketing feita em 2010 pela empresa com a chegada do catálogo dos Beatles à iTunes Store. Segundo integrantes da indústria ouvidos pelo GLOBO, o acordo com Roberto Carlos prevê o lançamento de suas músicas em etapas, divididas por períodos da carreira do cantor. No primeiro momento, serão vendidos os discos do Rei da década de 1960, com exceção do primeiro, “Louco por você”, que nunca teve relançamento oficial em CD. Assim, estarão na leva inicial: “Splish splash” (1963), “É proibido fumar” (1964), “Roberto Carlos canta para a juventude” (1965), “Jovem Guarda” (1965), “Roberto Carlos” (1966), “Roberto Carlos em ritmo de aventura” (1967), “O inimitável” (1968) e “Roberto Carlos” (1969). A partir dali, os outros trabalhos do Rei chegarão à loja virtual em 2012, progressivamente.

— Num primeiro momento, o usuário da iTunes Store deve vir mais das classes A e B, proprietárias de iPhones — diz Felippe Llerena, diretor da iMusica, empresa de distribuição de conteúdo digital que tem contratos com a iTunes Store. — Mas hoje o consumo digital é basicamente feito pelas classes C e D, pelas compras através dos serviços de operadoras de celulares. Com a iTunes Store, o leque de ofertas será aberto a diferentes camadas da população. O consumo vai aumentar, solidificando a indústria.

Outra dúvida sobre a chegada da iTunes Store é o preço das músicas. O padrão da Apple no exterior é tentar manter a média dos EUA, de US$ 0,99 por faixa, mas as gravadoras brasileiras fizeram pressão para que o valor fosse um pouco maior. Fala-se, então, que o meio termo encontrado foi de R$ 1,99. Neste início, as vendas só serão possíveis com o uso de um cartão de crédito válido internacionalmente, mas por volta de março as operações serão abertas a cartões nacionais. Diferentemente de outros sistemas existentes no país, como o Sonora e o recém-lançado Oi Rdio, a iTunes Store não permite uma assinatura mensal que dê acesso a todas as músicas: na loja da Apple, os produtos são comprados, baixados para o computador, e podem ser utilizados em até cinco aparelhos autorizados pelo usuário.

— A chegada da iTunes Store e a possível aprovação da PEC da Música casam perfeitamente — diz Carlos de Andrade, diretor da gravadora Visom Digital e ex-presidente da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI). — Quando a PEC for aprovada, você poderá ver a diferença entre o preço da música brasileira e da estrangeira. Isso vai chamar a atenção do comprador. Ele vai comprar mais música. A pior maldade que fizeram com o disco no Brasil não foi a pirataria. Foi o questionamento quanto ao valor do conteúdo. As pessoas começaram a dizer que era absurdo pagar R$ 20 ou R$ 30 num disco se um CD virgem custa R$ 0,70. Eles se esquecem de quanto foi gasto para se gravar e divulgar aquele disco.

Portanto, a aprovação da PEC em primeiro turno na Câmara foi comemorada como um incentivo para a recuperação do mercado fonográfico brasileiro. A própria Apple demorou a trazer a iTunes Store ao Brasil por receio de nossa realidade tributária: hoje, paga-se cerca de 32% de impostos (ICMS, PIS/Cofins etc.) na venda de música no país. A PEC, se aprovada, derrubaria a tributação para zero no caso de música produzida por brasileiros. O projeto chegou ao Congresso em 2007, por autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) e, desde então, artistas e empresários têm ido a Brasília convencer os parlamentares sobre sua importância. Apenas na semana passada, o texto chegou à votação na Câmara, com um resultado emblemático: 395 votos favoráveis, 21 contrários e quatro abstenções. A PEC, agora, terá um segundo turno na Câmara, na próxima terça, e depois seguirá para o Senado. A expectativa é que ela já entre em vigor no primeiro semestre de 2012.

— A PEC nos dá uma possibilidade de sobrevivência — afirma o compositor Roberto Menescal. — Desde o primeiro dia em que compareci à reunião da ABMI, eu me incomodava com o termo “independente”. Hoje, do jeito que está estabelecido o mercado, nós somos mais dependentes do que qualquer um. Só com a PEC poderemos ser independentes de verdade.

A urgência da PEC, para a classe musical brasileira, representa a recuperação de um negócio que perdeu fôlego nos últimos dez anos por dois fatores. O primeiro, e mais óbvio, foi a pirataria e os downloads sem autorização de músicas na internet. Mas não só. Havia, no Brasil, um programa chamado Disco é Cultura, que permitia às gravadoras investir em artistas nacionais o ICMS devido pelos discos internacionais. O Disco é Cultura foi criado em 1967 e foi responsável por fazer com que a música brasileira chegasse a uma fatia de 75% nas vendas.

Só que, em 2000, a isenção do ICMS foi alterada — apenas o estado do Amazonas manteve o benefício. Fábricas de discos migraram para Manaus, para se aproveitar ainda do desconto de IPI dado pela Zona Franca. Vender discos a partir de outros estados, então, passou a ser praticamente inviável.

— Criou-se uma distorção tributária, em que o pequeno passou a pagar mais imposto do que o grande por não conseguir ser distribuído a partir de Manaus — afirma Luciana Pegorer, presidente da ABMI e sócia da Delira Música. — A PEC não surgiu por causa da pirataria. Não se combate roubo com preço. Nosso foco é restabelecer a circulação dos discos, dando a eles seu valor real. Há dez anos, tínhamos 2 mil pontos saudáveis de venda de discos no Brasil. Hoje, são de 200 a 300. Com a PEC, pode-se esperar uma queda no preço, mas o principal é que as empresas vão recuperar fôlego para seu fluxo de produção.

Fonte: O Globo

Estrombo no I FEMUSIC – Festival de Música de Três Rios

O Estrombo estará presente no I FEMUSIC – Festival de Música de Três Rios. Serão ministradas as palestras:

Dia 10/12 – 14h

Palestra sobre o tema Produção Executiva – Mercado Fonográfico
Palestrante: Leandro Fragonesi

Principais assuntos:

  • Planejar artística e financeiramente projetos fonográficos;
  • Comercializar e divulgar músicas em formatos e suportes diversos;
  • Atuar no novo mercado compreendendo a operação de selos e gravadoras;
  • Distribuir e divulgar músicas em pontos de venda off-line e on-line;
  • Formalizar-se para receber remuneração junto ao sistema ECAD-Sociedades;
  • Gerar códigos ISRC e aplicá-los nos produtos fonográficos;
  • Demais exigências legais e/ou técnicas do mercado.

Dia 11/12 – 14h

Palestra: Programa Empreendedor Individual Cultura – Música
Palestrante: Maria das Graças Guedes

Principais assuntos:

  • Condições necessárias para se cadastrar como Empreendedor Individual;
  • Vantagens de ser um Empreendedor Individual;
  • Que profissionais que trabalham com a cadeia de negócios Cultura/Música podem se enquadrar na categoria de Empreendedor Individual;
  • Como se cadastrar;
  • Documentos necessários;
  • Formalização do Empreendedor Individual;
  • Emissão de nota fiscal para as vendas e serviços;
  • Impostos;
  • Contratação de funcionários.

O festival acontecerá no período de 09 a 11/12 no CAER – Clube Atlético de Três Rios – Rua Duque de Caxias, 370 – Centro – Três Rios.

Farol Digital

 

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