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Archive for abril, 2011

Algumas dicas para criar relacionamento com os fãs através das redes sociais

As redes sociais já se mostraram ferramentas importantes para que os artistas construam e mantenham relacionamento com a sua audiência. No entanto, enquanto alguns possuem certa facilidade de trânsito nesses meios, outros ainda podem achar difícil dar conta diariamente das constantes atualizações nas várias plataformas e preferir não se envolver com esse tipo de comunicação.

Este post é voltado para quem quer usar as redes sociais a seu favor, mas ainda não sabe direito como navegar em cada plataforma. Por isso, elaboramos algumas dicas.

- Use somente o que você tem condições (e interesse) de manter

É importante que você não se sinta pressionado a usar todas as ferramentas de redes sociais à sua disposição. É muito melhor usar somente uma ou outra e se aprofundar nas possibilidades oferecidas por ela do que usar várias de forma rasa e inconstante. Pesquise quais delas são mais adequadas à sua disponibilidade e aos seus interesses.

- Deixe a sua audiência sempre atualizada

Uma vez que você oferece aos seus fãs um meio para se conectarem com você, é seu dever fornecer informações relevantes – e constantes – para eles. Não importa muito se elas vêm diretamente de você ou de um membro da sua equipe, principalmente quando se tratam de informações mais impessoais, como novos lançamentos de música, calendário de shows e demais eventos. Por outro lado, informações e outras interações de caráter mais pessoal fazem mais sentido se vierem de você; nesse caso, deixe claro para os seus fãs que é você quem está falando.

- Incentive a criação de conteúdo

Encoraje e reconheça a criatividade do seu público. Você pode fazer isso pedindo que eles gravem e compartilhem vídeos e fotos de seus shows ou até mesmo promovendo concursos culturais como a criação de imagens para estampar as capas de seus singles ou álbuns, remixes ou covers das suas músicas etc. Os fãs valorizam essas iniciativas, pois é mais uma forma de buscar a aproximação com o músico.

- Conte sua história através das redes sociais e deixe que o fã também conte a história dele

As redes sociais podem ser uma forma de estender a sua história para além da música. É claro que o público está interessado no seu som, mas eles também se importam com o contexto daquelas canções que gostam. O que está em jogo aqui é a possibilidade de criar formas de participação. É claro que isso varia de artista para artista, mas quanto mais convidativa forem as suas interações, mais o seu fã vai responder e estabelecer diálogo com você. Por isso, estabeleça conversas, trocas e demonstre interesse pelo seu público. Quanto mais bem trabalhadas forem essas interações, mais os fãs se motivarão a distribuir e compartilhar informação sobre você.

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É claro que as redes sociais não devem virar uma obrigação para os artistas, mas os seus fãs já estão nesses lugares – e falando sobre você –, então por que não dedicar algum tempo para criar um outro relacionamento com esse público?

Caso você já desenvolva uma experiência parecida, conte para o Estrombo aqui nos comentários.

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Algumas dessas dicas foram inspiradas por esse post no Hypebot.

Novos modelos de negócio: como funciona o show via streaming

Hoje em dia, a venda do fonograma já não parece ser o item principal de comercialização escolhido pelos artistas. Diante dessa realidade, muitos têm se articulado para fazer mais shows, pois além de trazer renda direta com venda dos ingressos, eles são ótimos eventos para comercializar itens de merchandising, testar músicas novas, resgatar clássicos e entrar em contato com o público.

Explorando as possibilidades das tecnologias digitais, começam a surgir iniciativas que oferecem a experiência do show através do streaming. Em menos de um ano, a produtora espanhola eMe desenvolveu um modelo de negócios inspirador para realizar os seus “concertos digitais”. A empresa está em atividade há menos de 8 meses e, para 2011, já possui mais de 30 artistas e bandas confirmados.

Nos shows produzidos pela eMe, os músicos se apresentam em um estúdio e, entre uma música e outra, interagem com o público que os acompanha pela internet, respondendo a perguntas e conversando, o que configura um clima intimista à experiência – mesmo ela sendo mediada tecnologicamente. Nesse sistema, milhares de pessoas podem assistir à apresentação no conforto de suas casas, enquanto usam as redes sociais para compartilhar suas impressões.

O concerto é gratuito: então, existe alguma vantagem econômica? No caso da eMe, cada show é financiado por um patrocinador que arca com todos os gastos (incluindo o cachê do artista) em troca da exibição de sua marca durante a apresentação. Ao longo da exibição, também são vendidos produtos com a marca do artista. Em ambos os casos, a produtora eMe leva uma porcentagem. É um sistema onde todos os envolvidos saem ganhando.

É fato que não importa quão interessante e economicamente viável seja, esta opção nunca substituirá a experiência de assistir um show ao vivo, em proximidade física com o artista e a audiência. De toda forma, é uma maneira criativa de usar a tecnologia digital e gerar negócios para a música.

Você conhece alguma empresa ou banda brasileira que possui uma iniciativa parecida?

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O coletivo Araribóia Rock movimenta a cena de rock em Niterói e São Gonçalo

O Araribóia Rock é um coletivo cultural e social que atua principalmente em Niterói e São Gonçalo. Criado em 2004 por Pedro de Luna junto com Marcelo “Blau Blau” Holanda e outros músicos, o AR promove a união das bandas de rock autoral dessas cidades em torno de uma causa: buscar mais espaço e apoio para a realização de eventos, que acontecem também em outros municípios do estado do Rio de Janeiro e na própria capital.

Banda "Seu Miranda" no evento Dia Mundial do Rock em 2010. Foto: Paulo Feldens

Ao longo dos anos, foram desenvolvidas atividades em parceria com instituições como a Secretaria Municipal de Cultura de Niterói, o SEBRAE-RJ, a Universidade Federal Fluminense e o Circuito Fora do Eixo. Além da música, o coletivo também se envolve em causas da cultura local, como a preservação do Cinema Icaraí e a reabertura da Estação Cantareira.

Evolução e detecção de problemas

Além das bandas que fazem parte do coletivo, alguns locais entraram no circuito viabilizando a realização de shows. Neste ano, além de buscar uma nova logomarca para o coletivo, os principais articuladores realizam uma pesquisa de mapeamento da cena rock nas cidades de Niterói e São Gonçalo.

Na internet, o coletivo tem se articulado em todas as principais redes sociais, porém, segundo o fundador Pedro de Luna, não da forma ideal. A explicação dele é que os músicos dedicam mais tempo às suas próprias redes do que à do conjunto. O Araribóia Rock já teve experiência com blog, fotolog e Orkut. Há também o site institucional, que é mantido há anos, com as notícias e informações relevantes como histórico e bandas participantes – o festival anual Arariboia Rock 2010, realizado em dezembro último, foi o primeiro a ter um hotsite. Em entrevista ao site do Estrombo, Luna manifesta ainda sua vontade de hospedar músicas e vídeos das bandas do coletivo no site do AR.

Em reunião recente do grupo, foram diagnosticados alguns problemas que podem ajudá-los a dar prosseguimento à pesquisa de mapeamento. Questões como os horários ruins destinados aos shows em casas noturnas, a divulgação fraca, a baixa frequência dos eventos e a falta de relacionamento com o público são alguns dos entraves apontados.

Nesse mesmo encontro, foi comentado projeto de realização do evento Araribóia Rock Apresenta, além de terem discutido a proposta de transformar o Araribóia Rock em uma associação cultural para que o coletivo tenha uma sede para apresentações, cursos e local de trabalho.

O caso do Araribóia Rock mostra como é importante que a cadeia produtiva da música se articule em torno de questões que representem todos os profissionais envolvidos no processos de produzir, distribuir, circular e consumir música. Ao manter o foco na cena local de rock, é possível promover ações específicas que movimentam a economia desse lugar e do próprio gênero, explorando a capacidade criativa de músicos, técnicos e produtores culturais e os recursos econômicos (e também criativos) de selos, lojas e casas noturnas.

Para saber mais sobre o Araribóia Rock – inclusive como fazer parte dele – acesse o site.

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