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WORKSHOP ONERPM-RJ: Aumentando visibilidade e receitas na música digital

WORKSHOP ONERPM – RIO DE JANEIRO
Local: Auditório do Sebrae RJ – Rua Santa Luzia, 685 / 9º andar – centro

Data: 23 de Setembro, das 15 às 18hs.

Apresentado dicas práticas e desvendando alguns segredos, a ONERPM – uma das maiores distribuidoras de música digital do país – promoverá um Workshop dedicado a artistas, músicos, selos e demais interessados, sobre como aumentar a visibilidade e a rentabilidade da música no YouTube, iTunes, serviços de streaming e Redes Sociais.

O Workshop acontecerá dia 23 de Setembro, no Auditório do SEBRAE RJ (Rua Santa Luzia, 685 / 9º andar – centro) e terá duração de 3 horas. Após o evento, os participantes receberão um e-book com os principais pontos apresentados.

Esse workshop é direcionado para as pessoas que trabalham com música (músicos, executivos, estudantes e entusiastas), que queiram aumentar sua exposição no mundo digital, expôr melhor o artista para que consiga diversas receitas e resultados e como utilizar as ferramentas de distribuição digital da música.

WORKSHOP ONERPM-RJ: Aumentando visibilidade e receitas na música digital

Algumas estratégias online para fidelização do público

Mais importante do que ter uma base de fãs consolidada, é manter essas pessoas constantemente estimuladas e interessadas na sua banda. Dentre tantas novidades musicais surgindo a todo momento, vão se destacar aqueles que conseguirem manter o interesse do público. Separamos abaixo algumas dicas que podem te ajudar nessa tarefa.

Redes sociais

Assunto recorrente aqui no blog do Estrombo, as redes sociais permitem uma reconfiguração do relacionamento entre fã e artista. Ainda que seja importante publicar links com os seus vídeos e datas de turnê, é igualmente interessante usar essa ferramenta para “ouvir” o público. Nesse sentido, os seus seguidores podem, por exemplo, ajudar a escolher o setlist do próximo show ou até mesmo decidir qual faixa deve ganhar um videoclipe. Outras abordagens mais elaboradas são a criação de conteúdo colaborativo, como vídeos e letras de música.

Troca de e-mails por música

O mailing list pode ser uma boa ferramenta de divulgação das últimas novidades da sua banda. E, cada e-mail é precioso. Mas como ninguém gosta de spam, esse conteúdo deve ser bem pensado e enviado somente para quem escolheu receber o informativo. Uma estratégia usada por algumas bandas para coletar mais e-mails é disponibilizar uma música em troca de um endereço. Assim, você cresce o seu mailing e, de quebra, faz alegria do fã que está louco para ouvir aquele lançamento.

Envio de conteúdo exclusivo

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Por fim, uma outra dica é bem parecida com a lógica do crowdfunding. Você pode oferecer “recompensas” para o pessoal que comprar ingresso antecipado de algum show, para quem gastou determinada quantia em merchandising da banda ou mesmo quem comprou o CD… É uma outra forma de presentear o seu fã – e quanto mais exclusivos os conteúdos, melhor.

Quais outras estratégias dão certo no seu caso?

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Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

O compartilhamento de música pode estimular vendas de discos?

Foto: Mixdown!, por spaceamoeba, CC BY-SA 2.0

Pesquisa recente da universidade North Carolina State mostrou que o compartilhamento de música via torrents não consegue provar a queda na arrecadação com a venda de discos. Os dados, levantados pelo economista Robert Hammond através de um servidor BitTorrent, forneceram a base para um mapeamento onde o pesquisador procurou buscar relações entre discos que “vazaram” na rede antes da hora e as unidades vendidas após o lançamento.

O estudo aponta dois dados interessantes. O primeiro, é que o disco “vazado” pode funcionar como uma propaganda, antecipando o lançamento oficial e aumentando o boca-a-boca, onde mais pessoas acabam sendo estimuladas por essas gravações. O segundo é que artistas maiores tendem a se beneficiar mais do vazamento do que os menos conhecidos.

É claro que as estratégias de lançamento de discos devem ser levadas a sério e contratempos como esses podem desestabilizar planos concebidos e executados ao longo de semanas ou meses. Mas e se o vazamento for parte da estratégia?

Especulações à parte, o que o estudo mostra de uma maneira geral é que a suposição do compartilhamento de música como prejudicador da indústria fonográfica é muito mais complexa do que se supunha. O próprio BitTorrent, por exemplo, faz parcerias com artistas usando o seu sistema para oferecer músicas ao público. É o caso da banda Counting Crows, que disponibilizou conteúdo exclusivo do novo álbum através de torrent.

O que está em jogo aqui é entender os torrents como canais de circulação e distribuição de música. Usado estrategicamente, o mecanismo pode ser usado para espalhar a música pelas redes e, claro, estimular novos negócios em música. Em vez de apenas vislumbrar o lado da pirataria, pode-se tentar enxergar o potencial produtivo de ferramentas e práticas propagandeadas como negativas pela indústria tradicional.

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Foto: Mixdown!, por spaceamoeba, CC BY-SA 2.0

Marketing da música: 5 estratégias para engajar os seus fãs online

Guitar Study 1 - flickr - fmerenda - 2875792178 - CC BY-SA 2-0

Em primeiro lugar, é importante ter um plano. O website da sua banda ou a página no Facebook deve ser pensada estrategicamente, de forma que seja possível medir o retorno sobre o investimento. Caso você não seja um estrategista nato, vale contratar uma consultoria ou contar com a ajuda daquele amigo que trabalha com comunicação digital para buscar uns conselhos e, quem sabe, montar um plano em conjunto.

O segundo passo é ir até onde os seus fãs já estão – por exemplo, nas redes sociais. Considere ter uma página no Facebook e uma conta no Soundcloud. Ao mesmo tempo que você cria uma vitrine para as suas músicas, consegue trabalhá-las de forma mais pessoal. Nesse sentido, é interessante manter um blog com atualizações constantes. Assim, o seu público se mantém atualizado, sem você precisar oferecer uma atualização individualizada, como seria o caso nas redes sociais.

Esforce-se para manter o profissionalismo no ambiente digital. Por mais que a sua banda esteja começando, ninguém quer escutar uma música mal acabada ou ver um design “tosco”. Vale investir na imagem e na música da sua banda, principais cartões de visita para uma carreira bem sucedida. Se a sua banda já possui uma base de fãs razoável, por que não arrecadar verba em plataformas de crowdfunding para a gravação de um single novo ou para a confecção de uma embalagem bacana de um disco?

Por fim, tenha uma presença online consistente e constante, sem perder de vista que mais vale qualitativamente com poucas ferramentas do que estar cadastrado em várias e deixar a maioria sem atualização.

O que está em jogo aqui é colocar a música para circular – afinal, esse é o seu principal produto, certo? O marketing online é um processo, não um ponto final. É um conjunto de estratégias que permite à sua banda promover as músicas e se engajar com os fãs. O objetivo é construir uma campanha sólida e contínua que vai evoluindo e sendo alimentada pelos shows realizados e o tempo de trabalho no estúdio. Pensando além, estar online significa criar novos modelos de negócio para a música que passam por novos canais de circulação e distribuição – sem esquecer, claro que, tão importante quanto ter uma página no Facebook, é cultivar conexões no mundo offline.

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Leia o que já falamos sobre redes sociais aqui.

Foto: Guitar Study 1, por fmerenda, CC BY-SA 2.0

Músicos amadores: onde termina o fã e começa o artista?

Foto: Microphone, por ernestduffoo, CC BY 2.0

Você já deve ter passado por isso: estava navegando no YouTube, buscando alguma música específica e se deparou não só com o conteúdo procurado, mas também com vídeos de usuários tocando a mesma música. Na internet, fãs de gêneros variados tornam públicas suas habilidades musicais ao registrar e compartilhar vídeos caseiros interpretando e recriando canções tornadas famosas por outros artistas. Enquanto alguns fazem isso por diversão, outros investem a sério nesse espaço, criando seu próprio grupo de admiradores.

Com o barateamento dos meios de produção e as possibilidades de armazenamento a custo quase zero, muitos usuários ficaram à vontade para se expor dessa maneira no ambiente virtual. Ainda que muitas das gravações sejam de caráter meio amador, esse conteúdo ajuda a borrar os limites – antes, melhor definidos – entre quem é fã e quem é o músico profissional.

Aqui, existe um duplo movimento interessante que precisa ser comentado. Primeiramente, como falamos, alguns desses usuários vão fazer a transição para o meio profissional, muitas vezes ancorados por um “padrinho” já bem estabelecido no mercado musical. É o caso, por exemplo, da holandesa Esmée Denters. Ela ficou conhecida ao publicar no YouTube alguns vídeos com covers amadores de grandes nomes da música pop atual, como podemos ver abaixo.

A cantora acabou chamando a atenção da mídia local e, posteriormente, do músico Justin Timberlake. Esmée foi a primeira artista contratada pelo selo de Justin, Tennman Records, associado à Interscope Records. Esse é só mais um caso da nova mitologia digital que vem surgindo nos últimos anos: a do músico amador que é descoberto nas redes sociais e é contratado por uma gravadora. Assim como ainda acontece com as fitas demo, será que o YouTube e as redes sociais são atualmente as principais janelas para a exposição do trabalho musical?

Outro ponto diz respeito à circulação de música na internet. Em pesquisa realizada ano passado entre internautas americanos, foi apontado que, dentre os entrevistados que ouvem música de graça na internet, 58% usam o YouTube para isso. E, muitas vezes, um bom cover amador pode ser tão sedutor quanto o registro oficial de um show ou um videoclipe. Por isso, uma boa estratégia é estimular a criação desse tipo de conteúdo entre o seu público, seja fazendo concursos ou compartilhando nas suas próprias redes esse material. Por mais que o tráfego não seja direcionado diretamente para você, mais pessoas entram em contato com a sua música. E vale lembrar que, na cultura digital, a atenção é uma moeda bastante valiosa.

Você conhece algum caso desse tipo? Fale pra gente nos comentários.

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Foto: Microphone, por ernestduffoo, CC BY 2.0

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