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Campanha “Farol Digital” para a formalização de lan houses

Aproximadamente 30% da população brasileira acessa a internet pelas lan houses espalhadas pelo país. Durante alguns anos, elas eram percebidas somente como um espaço de entretenimento, desviando a atenção de crianças e adolescentes que preferiam passar mais tempo na frente do computador do que nas salas de aula. Essa concepção estimulou a criação da lei que proibia o funcionamento das lan houses no raio de 1 quilômetro de escolas. Hoje, a lei já foi devidamente revogada graças à luta de associações que perceberam esses espaços como fundamentais para inclusão digital, seja na oferta de cursos de informática, seja na prestação de serviços de governo eletrônico e como pontos importantes de produção e circulação de cultura, inclusive para a cadeia produtiva da música.

Nessa direção, a campanha Farol Digital chega num momento bastante oportuno. O objetivo é capacitar empreendedores para realizar a formalização de suas lan houses. A campanha compreende 10 vídeos que serão publicados ao longo das próximas semanas e um webdocumentário que será lançado no seminário “Farol Digital: a lan house como centro de inclusão social e cultural”.

Saiba mais sobre a campanha no site do Farol Digital e compartilhe essa ideia.

Lan houses: produção, distribuição e consumo cultural

Até pouco tempo atrás, havia um certo discurso de que a inclusão digital e cultural pelas lan houses deveria passar pela educação formal, ou seja, os frequentadores deveriam ficar restritos à manipulação de conteúdo online que estivesse dentro desse escopo. Mas hoje, cada vez mais entende-se o entretenimento e a educação andando juntos – por isso, a inclusão digital e cultural também pode vir a partir do YouTube, dos sites de compartilhamento de música, dos jogos eletrônicos e das redes sociais.

Em outras palavras, já estamos conseguindo superar o preconceito em relação às lan houses, principal ponto de acesso à internet no Brasil. Se anteriormente elas eram percebidas como um lugar marginalizado, onde os jovens perdiam seu tempo em jogos eletrônicos e bate-papo em redes sociais (chegando a inspirar leis proibindo sua existência a menos de 1 km de escolas), hoje essas atividades ganharam outro olhar, mais compreensivo e atual. Além disso, alguns serviços empreendidos nas lans são fundamentais para o exercício da cidadania, como envio da declaração de imposto de renda, impressão e cópia de documentos, busca de emprego, entre outros. Nesse processo de criar um outra imagem para as lan houses, destacamos também iniciativas como a promoção de parcerias para prestação de serviços (compra de passagens aéreas, por exemplo), criação de postos de atendimento, além de viabilizar o acesso à internet para grande parte da população.

Formalização: desafio para lan houses e profissionais da música

Esse é um problema dividido tanto por muitas lan houses quanto pela cadeia produtiva da música. No caso das lans, esses espaços não podem ser beneficiários da maioria dessas políticas e ofertas enquanto atuarem na informalidade. Uma das formas de inverter esse quadro é através da figura jurídica do empreendedor individual, já comentada pelo Estrombo aqui neste post.

No caso da música, parte do desafio em criar negócios na área é buscar lugares onde essas parcerias podem ser desenvolvidas – já que as lan houses podem ser trabalhadas como um canal de distribuição importante. As lan houses podem não ter sido criadas com o objetivo de ser um lugar formal para consumo de música, mas é essa uma das principais práticas de seus frequentadores e pode-se criar ofertas e serviços nessa direção. O consumo musical sempre foi extremamente social e as lan houses são lugares de intensa sociabilidade, não só por causa do público que costuma lotar esses locais, como também pelo acesso às redes sociais e outros canais e ferramentas de conversação. Além disso, ela consegue penetração em lugares mais periféricos, onde os canais tradicionais talvez não cheguem com a mesma facilidade.

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A economia da música que vem das periferias: mapear é preciso

Uma das áreas fundamentais do projeto Estrombo é a pesquisa. Ela será a base para entendermos melhor onde se localiza, quem faz parte e quanto dinheiro circula na cadeia produtiva da área da música do Estado do Rio de Janeiro. Fazer o mapeamento é uma forma de detectar gargalos e, ainda, subsidiar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento e formalização do setor.

A música das periferias movimenta muitas pessoas e recursos, não só aqui no Rio de Janeiro, mas também em outras cidades brasileiras. É uma economia que gera grande valor, mas que ainda não é bem aproveitada e divulgada. Um exemplo do que acontece no Rio de Janeiro é o funk carioca.

Pesquisa realizada pela FGV mostra que, só em ingressos para os bailes, o funk movimenta R$ 10 milhões por mês. Identificar essas economias emergentes e fazer com elas dialoguem entre si (e com as demais economias criativas) é importante para estimular o desenvolvimento de diferentes modelos de negócios.

“Um aspecto importante do projeto é que ele não se prende a um único tipo de música. Uma das constatações que levaram à criação do projeto é que existe toda uma economia vindo das periferias das cidades brasileiras, inclusive aqui no Estado do Rio de Janeiro, que tem um vigor econômico muito grande”, afirma Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, sobre o Estrombo, em entrevista concedida no dia do lançamento do projeto. Assista o vídeo da entrevista:

Se você ou seu empreendimento buscam desenvolver negócios em torno da música, participe do projeto Estrombo. Inspire-se no blog do Estrombo e acompanhe as novidades também no Twitter, Facebook, Youtube e Flickr.

Projeto Estrombo é lançado em evento com bate-papo sobre música e tecnologia

O projeto Estrombo chega para dar sinais ao mercado da música, capacitando-o e apoiando-o, rumo à geração de negócios baseados nas novas tecnologias, como games, redes sociais e celular. O evento de lançamento do projeto, no Rio de Janeiro, teve início com um bate-papo com Heliana Marinho (Sebrae RJ), Ronaldo Lemos (Centro de Tecnologia e Sociedade – FGV), Luciano Schweizer (FOMIN/BID), Felippe Llerena (iMusica) e Carlos Mills (ABMI) sobre o cenário e as tendências do mercado da música.

“O Estrombo aposta na comercialização baseada na web 2.0 e em capacitações presenciais e online”, aponta Heliana Marinho, destacando ainda que o principal objetivo do projeto é gerar negócios.

A primeira preocupação que levou à criação desse projeto foi tentar agregar a cadeia da música, pensando necessariamente o futuro desse mercado a partir das novas oportunidades digitais, que estão muito presentes no Brasil. “Quem pensa em música tem que ir até onde as pessoas estão. E elas estão nas redes socias”, comentou Ronaldo Lemos. Luciano Schweizer falou ainda da necessidade de se entender os gargalos nos processos de produção, criação e distribuição da música: “Qual é a questão crítica da música e que tipo de formação está faltando?”.

O Projeto Estrombo visa capacitar, formalizar e apoiar, ao longo de três anos, pessoas e empreendimentos do ramo musical para atuarem em novos modelos de negócios e canais de distribuição baseados na internet e nas novas tecnologias. A ideia é tirar os entraves de licenciamento do mercado da música, facilitando o caminho do artista. “É preciso usar da criatividade para conviver com novas realidades e tecnologias”, afirmou Carlos Mills, da ABMI, que representou os parceiros do projeto.

A periferia receberá uma atenção especial do projeto, minimizando as partições do ponto de vista cultural e mobilizando o mercado da música do Estado do Rio de Janeiro como um todo. “Temos uma nova estrada pela frente, então devemos aceitar as mudanças que estão chegando rapidamente e trabalhar junto delas”, observou Felipe Llerena, parceiro do projeto. E você, está pronto para o Estrombo?

Confira o vídeo onde Heliana Marinho, gerente de Desenvolvimento da Economia Criativa do Sebrae RJ e coordenadora do projeto Estrombo, explica o que é o Projeto Estrombo:

Você ainda pode conferir as fotos do evento e ficar conectado ao projeto também pelo Facebook e Twitter.

Farol Digital

 

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