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Spotify, um dos líderes em música na web, chega ao Brasil em setembro

Spotify, um dos líderes em música na web, chega ao Brasil em setembro. Saiba mais → http://bit.ly/160GlkS

Conteúdo musical amplificado

A música brasileira tem uma qualidade indiscutível e uma característica que aumenta muito o seu valor: a diversidade. A avaliação foi um consenso, bem como a dificuldade de aumentar a presença deste conteúdo nas diferentes plataformas. Este foi o ponto de partida entre os especialistas que participaram do “Sincronização em Ficção”, debate do Seminário ABMI Digital & SYNC, que aconteceu no Rio de Janeiro entre 18 e 20 de abril.

A transformação do audiovisual em uma indústria sustentável depende da superação de uma corrida de obstáculos. Da adaptação do mercado à nova legislação à dificuldade de encontrar profissionais especializados em segmentos específicos, como games, à falta de uma tabela média de preços.


“A música costuma ser um dos últimos itens do orçamento de uma produção e os valores não tem qualquer lógica. Muitas vezes, a variação de preço chega a 500%. Mas estou otimista, porque acho que o mercado está mudando e se profissionalizando”, avaliou o diretor da Associação Brasileira dos Produtores Independentes (ABPI), Leonardo Dourado.

O gerente executivo da Abragames, Gerson de Souza, também se queixou da variação de preços, sobretudo, no caso dos jogos eletrônicos em que não é possível q”uantificar o tempo em que a peça será executada devido à própria dinâmica da atividade. “Já existe um padrão de valores no exterior que pode ser aproveitado como ponto de partida e para diferentes trabalhos”, sugeriu.

A criação de uma plataforma específica que promova uma maior interação entre as pontas deste mercado, facilitando a troca de informações; um banco de dados com conteúdo disponível e direitos autorais já garantidos; além de preços adequados à realidade nacional foram outras propostas colocadas pelos debatedores.

“A música não deve ser vista como ilustração de uma cena, mas como um conteúdo cultural pleno e é assim que ela deve ser tratada”, acentuou o diretor da TV Brasil, Ricardo Vilas.

Criar um espaço nobre e exclusivo para a música brasileira, com uma programação enriquecida com entrevistas e documentários são as propostas do Music Box Brazil, primeiro canal dedicado exclusivamente à música brasileira criado no Tecnopuc (RS), e criado já com foco na distribuição de conteúdo para diferentes plataformas como tablets, telefones e TV.

“Nós temos a melhor música do mundo e é uma conquista enorme participar da abertura de um canal que abrigue de artistas consagrados aos independentes e ainda dar oportunidade aos talentos regionais, fora do eixo mais tradicional de produção”, reforçou Márcio Mazeron, da Musica In Box Brazil.

Internet como plataforma de negócios

O Brasil é o quinto país mais conectado do mundo, com quase 95 milhões de internautas, dos quais mais de 50% entram na rede regularmente. Entre 2007 e 2011, o número de acessos cresceu de 27% para 48% e a tendência é que haja um crescimento ainda maior, levando em conta os preços cada vez maiores dos computadores e as facilidades de acesso.

Mas como tirar partido deste cenário para projetar a própria atividade? Este foi o tema do workshop: Negócios na Internet e Marketing Digital. Para o consultor em Tecnologia da Informação e Marketing Digital, Alexandre Neves, a internet é uma rede poderosa de comunicação, mas é preciso profissionalismo para otimizar seu alcance.

O site de uma empresa, por exemplo, não pode descuidar do conteúdo. A atualização é indispensável para que o cliente seja sempre informado sobre as últimas novidades, o que também transmite a dinâmica do processo adotado na empresa. A linguagem deve ser franca, nada de prometer o que não pode ser cumprido; atenção à integração com as redes sociais e adaptação aos diferentes navegadores. E, de preferência, alerta o especialista, que o processo seja pensado e gerido por profissionais.

“Estamos vivendo uma era de ideias e elas podem transformar seu negócio em um sucesso. A internet hoje já é um ambiente de comunicação tão importante, que no Brasil só perde para o rádio e TV, mas a tendência é que esse processo seja cada vez mais acelerado. As redes sociais são um alvo importante neste processo. Aproveite este ambiente virtual para estreitar a relação com o cliente, realizar promoções e atualizar informações. Também procure ferramentas para saber como sua empresa é vista pelo seu cliente”, recomenda Neves.

Dependendo da natureza do negócio, ele também, lembra a importância do e-commerce, que amplia o número de clientes, sem limites geográficos. Mas neste caso, vale também as boas práticas. O atendimento deve ser tão atencioso e preciso como no espaço físico. Descontrole de estoques e atraso de entregas são inaceitáveis. “Sempre respeite seu cliente em qualquer situação”, diz Neves.

Seminário debate distribuição e monetização de conteúdo no mercado de música

Durante três dias (18 a 20 de abril), gravadoras, artistas, músicos, editores, empresários e público em geral poderão:

- Conhecer ferramentas;
- Trocar experiências;
- Debater as melhores práticas de distribuição e monetização de conteúdo;
- Entender o que acontece em outros países onde o mercado digital já está estruturado e conhecer as plataformas de venda de música.

Saiba como → http://bit.ly/Z45TwR


Gravadoras ajustaram-se ao modelo web e encontraram um ótimo modelo de negócio

O surgimento e o avanço da internet mudaram quase radicalmente o setor musical de negócios. O impacto das novas tecnologias – e, em particular, da pirataria on-line – devastou o setor, mas as companhias encontraram meios de se adaptar e redesenhar sua atuação fazendo possível a geração de renda.

As gravadoras passaram a negociar seu acervo com operadoras de celular, sites de download pago e rádios on-line, além de se lançar à produção de shows e eventos.

As gravadoras já licenciaram 11 milhões de faixas para 400 serviços de download em todo o mundo. Em 2003, o número de serviços legais não chegava a 50, o catálogo disponível era dez vezes menor e a receita não passava de US$ 20 milhões

Um relatório da International Federation of Phonographic Industry (IFPI) revela que, em 2009, 27% do faturamento da indústria global da música veio de canais digitais, com vendas de US$ 4,2 bilhões, 12% a mais que em 2008.

No Brasil, a receita da Sony em 2009 subiu 16,5%. A venda de música em formato digital foi o segmento com expansão mais acelerada: 39%. O digital representa 12% do faturamento da gravadora, mesma média do mercado brasileiro. A venda de DVDs teve um desempenho próximo, com crescimento de 37%.

Já em 2012, os artistas britânicos lucraram em 2012 um total acima dos 61 milhões de euros, um valor recorde, apenas com os serviços de música online como o Google Play, o iTunes e o Spotify. Isto traduz-se numa subida de 32,2% em relação ao ano anterior.

Os números mostram também que os downloads legais cresceram 12% no mundo todo em 2012, chegando a 4,3 bilhões de canções.

Entre os artistas que colaboraram para o bom resultado estão a cantora pop canadense Carly Rae Jepsen. Ela liderou as vendas mundiais de singles em 2012 com sua canção “Call Me Maybe”, que vendeu 12,5 milhões de exemplares, seguido do belga-australiano Gotye, com “Somebody I Used To Know (11,8 milhões de exemplares vendidos). A cantora brasileira Carolina também é exemplo e está entre os dez mais.

O Brasil também entrou entre as dez no ranking com a canção “Ai Se Eu te Pego” que foi o 6º single mais vendido no mundo no passado.

A popularização do compartilhamento de música pela Internet, assim como a tecnologia, estruturou novas relações entre as gravadoras, os artistas e os internautas e o ambiente digital se tornou um forte aliado.  Tire proveito das oportunidades que a internet oferece: divulgue seu trabalho, lucre.

Com informações dos sites infoabril, djputop e criativa marketing.

Farol Digital

 

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