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Procura por música brasileira agita mercado de vinil nacional

Você é um colecionador de vinil? Não resiste quando passa em alguma loja e vê aquele discão preto do Mutantes, Cartola ou outro clássico da música brasileira? Pois é, você não está sozinho.

A procura pelos famosos discos de vinil é visível e o mercado já sente seus efeitos. Somente na plataforma de vendas online do MercadoLivre,  os CDs correspondem a 53% da fatia de vendas, com 7,96% de queda, enquanto os LPs somam 27% das vendas, com aumento de 6,11%.

O segmento que antes era quase exclusivo de DJ’s e colecionadores aficionados vem ganhando força. Em entrevista ao portal último segundo do IG, João Augusto, consultor da Polysom, acredita no aquecimento gerado pela crescente demanda de LPs e compactos de 7 polegadas. “O crescimento de janeiro a julho de 2013, comparado ao mesmo período de 2012, é de 104,43% em LPs e 315,84% em compactos”, conclui João.

PEC da música: será que finalmente sairá do papel?

A PEC da música é a Proposta de Emenda à Constituição 98/2007, que reduz de 32% para zero o imposto para venda de discos, DVDs e faixas digitais de música feita no Brasil.

O projeto chegou ao Congresso em 2007, por autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) e, desde então, artistas e empresários têm ido a Brasília convencer os parlamentares sobre sua importância.  Em 2011, teve sua primeira vitória no Congresso, com aprovação em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

Para a diretora da ABMI, Luciana Pegorer, a aprovação da deve ser comemorada como um incentivo para a recuperação do mercado fonográfico brasileiro.

“A PEC não surgiu por causa da pirataria. Não se combate roubo com preço. Nosso foco é restabelecer a circulação dos discos, dando a eles seu valor real”, disse em entrevista ao jornal O Globo.

A expectativa de sua entrada no mercado, junto com a chegada da Itunes Store ao Brasil, era grande. Isto porque com o casamento destas duas ferramentas seria possível perceber a diferença entre o preço da música brasileira e da estrangeira, o que chamaria a atenção do comprador.

Desde então a emenda espera a pauta do Plenário ser desobstruída para ser colocada à votação. Recentemente, o presidente da ABMI Thomas Roth, ao lado do deputado Otavio Leite e dos artistas Ivan Lins e Fernanda Abreu, estiveram em audiência com o Senador Renan Calheiros, presidente do Senado, que disse apoiar a causa e prometeu colocar a PEC da música o mais rápido possível em pauta. O que nos resta saber é se foi só mais uma promessa política ou se a PEC vai finalmente sair do papel.

Para a entidade, ela surge para substituir um programa chamado Disco É Cultura que permitia às gravadoras investirem em artistas nacionais o ICMS devido pelos discos internacionais.

Será que a novela chegará, finalmente, ao fim? Só nos resta esperar – e torcer.

Conteúdo musical amplificado

A música brasileira tem uma qualidade indiscutível e uma característica que aumenta muito o seu valor: a diversidade. A avaliação foi um consenso, bem como a dificuldade de aumentar a presença deste conteúdo nas diferentes plataformas. Este foi o ponto de partida entre os especialistas que participaram do “Sincronização em Ficção”, debate do Seminário ABMI Digital & SYNC, que aconteceu no Rio de Janeiro entre 18 e 20 de abril.

A transformação do audiovisual em uma indústria sustentável depende da superação de uma corrida de obstáculos. Da adaptação do mercado à nova legislação à dificuldade de encontrar profissionais especializados em segmentos específicos, como games, à falta de uma tabela média de preços.


“A música costuma ser um dos últimos itens do orçamento de uma produção e os valores não tem qualquer lógica. Muitas vezes, a variação de preço chega a 500%. Mas estou otimista, porque acho que o mercado está mudando e se profissionalizando”, avaliou o diretor da Associação Brasileira dos Produtores Independentes (ABPI), Leonardo Dourado.

O gerente executivo da Abragames, Gerson de Souza, também se queixou da variação de preços, sobretudo, no caso dos jogos eletrônicos em que não é possível q”uantificar o tempo em que a peça será executada devido à própria dinâmica da atividade. “Já existe um padrão de valores no exterior que pode ser aproveitado como ponto de partida e para diferentes trabalhos”, sugeriu.

A criação de uma plataforma específica que promova uma maior interação entre as pontas deste mercado, facilitando a troca de informações; um banco de dados com conteúdo disponível e direitos autorais já garantidos; além de preços adequados à realidade nacional foram outras propostas colocadas pelos debatedores.

“A música não deve ser vista como ilustração de uma cena, mas como um conteúdo cultural pleno e é assim que ela deve ser tratada”, acentuou o diretor da TV Brasil, Ricardo Vilas.

Criar um espaço nobre e exclusivo para a música brasileira, com uma programação enriquecida com entrevistas e documentários são as propostas do Music Box Brazil, primeiro canal dedicado exclusivamente à música brasileira criado no Tecnopuc (RS), e criado já com foco na distribuição de conteúdo para diferentes plataformas como tablets, telefones e TV.

“Nós temos a melhor música do mundo e é uma conquista enorme participar da abertura de um canal que abrigue de artistas consagrados aos independentes e ainda dar oportunidade aos talentos regionais, fora do eixo mais tradicional de produção”, reforçou Márcio Mazeron, da Musica In Box Brazil.

Farol Digital

 

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