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80 festivais para você curtir música em 2014

Foto: Festival Vaca Amarela - Agência Fosforo

A música não vai parar no Brasil nesse segundo semestre! A Rede Brasil de Festivais Independentes  divulgou a lista com os eventos que vão levar shows a diversos estados do país. A maratona da programação começou em setembro e se estende até dezembro desse ano.

A Rede de Festivais foi criada em 2005 como ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes) e contava com apenas 10 participantes. Hoje, com o número muito mais expressivo, mostra que a nova música nacional está com força total e a geração de ouvintes só aumentou. O público que busca novidade agora tem também a chance de assistir, dançar e cantar junto com essas bandas. A proposta da Rede é conectar o jovem com a cultura nos espaços regionais, do hip hop ao indie.

Com grandes nomes como o Coquetel Molotov e Festival DoSol, a programação se divide entre diversas regiões e atinge mais de 60 cidades. Para ficar por dentro do que vai acontecer e se programar para conhecer novas bandas e ouvir suas já favoritas, acompanhe o Facebook da Rede e dos Circuitos:

Rede Brasil de Festivais

Circuito Nordeste
Circuito Paulista
Circuito Centro-Oeste
Circuito Mineiro
Circuito Amazônico
Circuito Sul

Distribuição digital de música: como funciona um mediador

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Uma das vantagens advindas da virada tecnológica na cultura da música é a possibilidade de bandas e selos comercializarem sua produção sem grandes complicações. Existem no mercado diversas opções de empresas que fazem a mediação entre o produtor do conteúdo e as lojas digitais. Exemplos do mercado nacional e internacional são CD Baby, iMusica e o ONErpm.

No caso deste último, o serviço de distribuição de música é voltado para bandas e selos independentes, levando essa produção para os vendedores mais populares do mercado (iTunes, UOL Megastore, Spotify etc.). As vantagens levantadas pelo serviço são: selecionar territórios onde a música será comercializada, as lojas que farão isso e os preços das faixas. Neste caso, o criador fica com 90% dos royalties, que podem ser coletados via PayPal. Existe ainda a possibilidade do artista ou do selo licenciar suas obras em Creative Commons. Algumas estratégias também podem ser realizadas diretamente pela plataforma, como a troca de faixas gratuitas por endereços de e-mail – assim, o artista coleta assinaturas para o seu mailing e fideliza sua clientela. O serviço também afirma facilitar o licenciamento de música para cinema, TV e publicidade, aumentando a esfera de circulação da obra. Por fim, os direitos ficam retidos com o artista.

A distribuição é uma das maiores questões enfrentadas por músicos e empreendedores atualmente. Enquanto as gravadoras possuem estruturas de distribuição física bem amarrados, os pequenos e médios selos, empresários e artistas usualmente possuem menos recursos para dar conta de um mercado tão vasto. A distribuição digital elimina a barreira geográfica levando a música para qualquer lugar, à distância de alguns cliques. E as opções de personalização como as oferecidas por empresas especializadas podem ser vantajosas, uma vez que os criadores podem estipular exatamente por quanto e onde a sua música será vendida, além de desenvolver estratégias próprias de divulgação que atenda às suas necessidades e do público.

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Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Tecnologias móveis: desenvolvimento e segurança em workshop

mini studio - por tacoekkel - CC BY-SA 2-0

Celulares, tablets e players de mp3 conectados à internet são apenas alguns exemplos de dispositivos que têm estimulado a criação de novos negócios em música. Toda uma geração de consumidores passou a ter seus hábitos de escuta formados através de aplicativos e downloads em lojas virtuais integradas aos aparelhos. Apesar da propaganda promissora, pesquisadores de diferentes áreas já apontaram a necessidade de se refletir sobre o que abrimos mão nos novos modelos de consumo musical. Será que vale a pena ter a nossa privacidade invadida e monitorada para uso comercial de uma indústria?

No próximo dia 30, acontece simultaneamente no Rio de Janeiro e em Nova Iorque o Freebird, workshop que visa capacitar usuários de tecnologia móvel, de forma que eles sejam capazes de influenciar e colaborar com desenvolvedores de software de código-aberto. O foco aqui é reunir hackers, ativistas, desenvolvedores e usuários para debater sobre segurança e adquirir capacidades orientadas para a privacidade de seus dispositivos pessoais.

O evento é gratuito, mas o espaço é limitado. Inscreva-se no site para participar: https://guardianproject.info/freebird/signup/

O Freebird é um pré-evento para a RighttsCon – Conferência Tecnológica dos Direitos Humanos que acontecerá em 31 de maio e 1º de junho no Rio de Janeiro. Todos os participantes do workshop do dia 30 receberão passes para a conferência completa nos dias seguintes. O evento vai reunir executivos, analistas e empreendedores em mesas redondas e painéis para discutir como a indústria de tecnologia pode adminitrar as implicações de direitos humanos em seus produtos e desenvolvimentos.

Serviço:

Workshop Freebird
Data: 30/05/2012
Local: FGV – RJ
Endereço: Praia de Botafogo, 190 – Rio de Janeiro/RJ

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Foto: mini studio, por tacoekkel, CC BY-SA 2.0

Inovação no negócio da música: fruto de trabalho e informação

Die Felsen im Studio - flickr - scytale - 5349316885 - CC BY 2-0

Negócios inovadores não caem do céu. A celebração de novos modelos de negócio e canais de distribuição para a música podem levar a crer que “basta uma boa ideia”. As boas ideias são o ponto de partida principal, mas não se deve parar por aí. Até tirar o projeto do papel, o empreendedor deve passar por uma série de etapas, como: registrar a ideia, planejar seu percurso, montar um plano de negócios e se aliar com as pessoas certas – afinal, mesmo na internet, duas ou mais cabeças continuam pensando melhor do que uma.

As novas tecnologias digitais são um amplo campo de oportunidades ainda por explorar. No caso da música, seja através das redes sociais ou dos aplicativos móveis, empreendedores investem tempo e dinheiro na criação de seus negócios próprios. Muitas das soluções ainda não são a solução final para o “problema” enfrentado pela música ao longo dos últimos dez anos, mas são fagulhas de inspiração prontas para serem aproveitadas por outras pessoas. Assim, o ciclo de inovação não se completa nunca, com muitas boas ideias surgindo o tempo todo.

Na internet, futuros empreendedores encontram um banco enorme – e alimentado continuamente – de informações sobre etapas que precisam ser percorridas e até mesmo experiências de outros profissionais. Outra fonte de informação importante é o próprio SEBRAE/RJ, que presta assessoriasobre maneiras de formalizar o seu negócio, impostos que deverão ser recolhidos e como montar o plano de negócios.

Uma boa ideia, seja para o mercado da música ou qualquer outro, só nasce depois de muita informação e trabalho. Dê o primeiro passo!

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Dica de leitura: Um raio-X do empreendedor digital brasileiro

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Modelos de negócio “on demand”: música e as tecnologias digitais

Jukebox

Você já parou pra pensar como a música é parte fundamental de nossas vidas? Ela está em todo lugar, seja no alto-falante da loja de departamentos que passamos a caminho do trabalho, na apresentação do artista de rua ou no fone de ouvido que nos afasta do barulho da cidade. Em muitos casos, escolhemos onde, o quê e como queremos ouvir. Em outros, a música está presente independente da nossa vontade – o importante é que ela está lá.

Os novos negócios digitais tornam a presença da música ainda mais evidente: dos games do tipo Guitar Hero, que criam uma experiência mais participativa para o consumo musical, a serviços de streaming que oferecem grande quantidade de faixas armazenadas na nuvem, todas ao gosto do ouvinte. Isso sem falar da avalanche de novas músicas e bandas surgindo a todo momento.

Vivemos numa época crucial para o futuro da música – é claro que ela continuará existindo, a despeito de discursos mais apocalípticos. Estamos assistindo e participando da reformulação de uma série de práticas comerciais em torno desse bem cultural tão valioso. As fórmulas empregadas pela indústria fonográfica até o início dos anos 2000 eram viáveis dentro do contexto econômico e tecnológico do período. A popularização dos formatos de áudio digital e das redes de compartilhamento pode ter criado um problema para o sistema vigente, mas ao mesmo tempo, catalisou inovações dentro do novo contexto para contornar as dificuldades. E são esses empreendimentos, dialogando com o cenário atual, que garantirão a sobrevivência da música.

Ainda não há um modelo de negócios do tipo ideal e único, como outrora. A questão é que talvez ele nem precise existir. Hoje, vemos algumas tendências que confirmam isso. Produtos e serviços são oferecidos de maneira cada vez mais personalizada, de acordo com as demandas e preferências dos consumidores. Basta ver os diversos planos de contratação dos serviços de streaming, por exemplo. Os percursos das bandas independentes também são outro indício dos diversos novos modelos de negócio. Diferentes nichos e contextos pedem diferentes estratégias para promover da maneira mais eficiente possível a distribuição da música, de modo que ela chegue ao público certo da melhor forma possível.

Só isso já deixa claro que a música está mais viva do que nunca. E a tendência é que ela faça parte do nosso cotidiano de forma ainda mais intensa com as novas tecnologias digitais.

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Foto: Teh Jukebox, por mxcl, CC BY-SA 2.0

Farol Digital

 

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