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A questão da credibilidade do número de visualizações no youtube: até que ponto é confiável?

Nós falamos aqui com frequência a respeito do impacto que sofreu a indústria musical com as transformações das tecnologias de comunicação. Entre as mudanças mais importantes está a forte migração da TV para a internet, por meio de plataformas como YouTube e Vimeo e, mais recentemente, Vevo, além de redes sociais como Facebook.

Assim, não é difícil perceber a importância dos videoclipes: basta lembrar a quantidade de vezes que a frase “artista lança novo videoclipe” aparece em uma semana na internet. Fato é que conteúdos visuais e, mais recentemente, audiovisuais, nunca deixaram de ser fortemente associados à música - tudo junto e misturado dentro do caldeirão da cultura pop.

Hoje o artista lança o disco ou o single e, na estrutura de divulgação, já vem o videoclipe (ou o teaser ou o anúncio dele). Várias bandas têm canais oficiais no YouTube, por exemplo. Depois de lançados nessas plataformas, os vídeos são disseminados em redes sociais. Esse circuito é muito mais rápido e fácil, o conteúdo pode ser acessado em qualquer lugar (via aparelhos móveis), a qualquer hora.

Nesse contexto, a quantidade de visualizações em determinado vídeo acaba dando (ou não) alguma credibilidade ao artista, à música ou ao vídeo em questão. O que fez surgir uma prática um tanto quanto questionável no meio musical digital.

Quem aí nunca entrou no Youtube, procurando alguma coisa para assistir, e notou logo na primeira página um clipe de uma dupla sertaneja do qual nunca ouviu falar? Mas o tal vídeo tinha 348.562.980 visualizações e você se sentiu em outro mundo por não ter visto o tal clipe ainda?

Segundo a coluna do Leo Dias, os cantores sertanejos andam gastando algum dinheiro com visualizações de YouTube. A estimativa é que eles paguem por volta de R$ 7,5 mil por 1 milhão de acessos. Magalhães, o rapaz que facilita a coisa toda, revelou que existe uma ferramenta automática para promover o aumento de visualizações por meio de acessos em celulares, mas que o esquema deixa evidente a fraude.

“De 1 milhão de acessos, 950 mil são via mobile (celular). Eu prefiro trabalhar com geração de acessos reais”, diz ele, explicando, em seguida, que possui inúmeras contas em diversas redes sociais e que essa é uma das maneiras de burlar a vigilância do YouTube. “Consigo cliques indicados pelo Twitter, pelo UOL, pelo Facebook…”.

A precaução se deve ao fato de o YouTube saber a origem de cada usuário antes mesmo dele assistir a um vídeo. Se todos os usuários vêm de apenas um canal ou plataforma (somente do Twitter ou do Facebook, por exemplo), a fraude fica evidente.

Magalhães cobra mais caro que o sistema automático, mas garante segurança. “O mobile cobra R$ 3 mil por 1 milhão de visualizações. Eu cobro R$ 7.500,00. Mas se o sistema deles cai, eu cobro mais caro”.

O Jornalista entrou em contato com a assessoria do YouTube no Brasil, que garantiu que leva a sério qualquer abuso contra o seu sistema, como “a tentativa de inflar artificialmente o número de visualizações de vídeos” e toma medidas que incluem a exclusão de suas contas no YouTube. E continua: “O YouTube usa diversas tecnologias desenvolvidas especialmente para prevenir o aumento artificial de visualizações de vídeos por spambots, malware e qualquer outro meio”.

Isso tudo faz surgir a dúvida: qual sucesso é de fato genuíno na internet em tempos de compra de popularidade? Como se mede e se diferencia um hit verdadeiro de um comprado?

Vevo e Billboard criam ranking para videoclipes

Vevo e Billboard criam ranking para videoclipes. Entenda como funciona → http://bit.ly/10xQk0M

Vevo: uma boa alternativa para os músicos ou mais uma forma de monopólio?

O Vevo, que se intitula “a plataforma líder mundial em entretenimento e vídeos de música premium”, é basicamente um site de vídeos musicais e entretenimento com alguns adicionais.

Ele surgiu em 2009, filho da parceria entre as gigantes da música Universal e Sony, com o objetivo de combater a pirataria virtual e permitir que o conteúdo, sob concessão das empresas, pudesse ser hospedado no youtube, fazendo com que o mesmo bloqueasse todo o conteúdo sob o protocolo HTTP 403 para navegadores de internet não oficiais.

Vevo está disponível em aplicativos para dispositivos móveis e tablets (iPhone, iPad, Android, Windows Phone, Windows 8, Kindle Fire), em TVs conectadas (Xbox, Roku, Boxee) e em players de vídeo inseridos pelos usuários.

No portal, além de vídeos, é possível acompanhar transmissões de shows e programas de música e comprar ingressos para concertos dos artistas das gravadoras.

Nos últimos anos, com a internet se estabelecendo como maior meio de propagação e divulgação de conteúdos musicais, pode-se dizer até que Vevo roubou o lugar da MTV no cenário musical.

O princípio é bom; ““não há tempo e nem lugar para se consumir conteúdo musical.” Mas a pergunta que fica é: essa é uma boa alternativa para os músicos independentes?

Todos sabem e nós mesmos já falamos aqui sobre como o youtube é sim uma ótima forma de divulgação no contexto majoritariamente online em que vivemos. Mas no que diz respeito à plataforma Vevo não é tão simples assim.

Isso porque o conteúdo extenso de música que Vevo oferece só pode ser encontrado na Web graças a acordos com grandes gravadoras como Universal Music Group, Sony Music Entertainment, EMI Music, ABKCO, Beggars Group, Gig Machine Records e por aí vai.

Em seu site, eles mesmos aconselham os artistas independentes a entrarem em contato com um dos parceiros distribuidores se quiser saber como distribuir os vídeos por meio da Vevo.

O site ainda é muito voltado para artistas já consagrados, mas você pode tentar a sorte e solicitar uma entrevista com um dos executivos responsáveis, por meio do email media@vevo.com.

Existem diversas oportunidades. Inove, viva e sobreviva de música! A gente te ajuda, fique ligado por aqui ;D

Indústria da música ganha sistema de gerenciamento

A adoção do mesmo critério para o gerenciamento de dados, sem etapas burocráticas desnecessárias e mais facilidade para o fechamento de negócios.  O Sistema de Gerenciamento Fonográfico (SGF) é a materialização deste projeto, que foi apresentado nesta quinta-feira (27), no auditório do Sebrae/RJ para diversos representantes desta indústria. A instituição é um dos parceiros deste trabalho realizado com a ABMI e BID.

Um dos pontos mais importantes do SGC é a conversão de linguagem entre as plataformas digitais. Isto permite a transferência do conteúdo dos fonogramas, sem a necessidade de refazer as informações a cada vez que elas precisam ser enviadas para empresas de divulgação ou órgãos como o Ecad por exemplo. O sistema ainda prevê a geração de relatórios, já com o cálculo de pagamento de royalties e direitos autorais.

Dividido em três itens, o SGC prevê espaços para Cadastro, Ferramentas e Consultas. Tal disposição permite, por exemplo, a inserção de informações padronizadas, a localização mais simples de informações como ritmo, data de criação da obra, autor e o álbum correspondente. Mas o maior ganho é o ISRC, registro internacional.

“Este é um momento importante para a cadeia produtiva da música, até porque as demandas surgiram a partir do Estrombo. Gostaria também de registrar o apoio do  Sebrae Nacional, importante para disseminar este sistema além do Rio de Janeiro”,  avaliou a gerente de Economia Criativa, Heliana Marinho, do Sebrae/RJ.

“Investimos em uma interface amigável para aprimorar a eficiência e, consequentemente, possa contribuir para o aumento do número de bons negócios. Ainda estamos buscando fórmulas para que o sistema seja o mais amplo possível, sem ficar limitado apenas aos associados da ABMI”, ressaltou a diretora executiva da associação, Luciana Pegorer.

“Acho que este sistema vai facilitar bastante a vida da gente. Qualquer ferramenta que resolva questões burocráticas é bem-vinda, porque dá mais impulso aos negócios e confere maior visibilidade as pequenas empresas”, diz o produtor fonográfico da Cross Music, Vinícius Sauerbronn, resumindo o sentimento da maioria.

Sistema de Gerenciamento Fonográfico será lançado esta semana

A base do Sistema de Gerenciamento Fonográfico (SGF), que será lançado nesta quinta-feira (27), no Sebrae/RJ, é facilitar o cadastro de informações sobre o conteúdo de fonogramas de forma organizada e com a vantagem de converter a linguagem entre as plataformas digitais.

Inédito no mercado, o SGF foi criado para conferir uma lógica única ao processo de cadastramento. Com a adoção do mesmo modelo, as informações poderão ser simplesmente replicadas entre parceiros, órgãos como o ECAD ou empresas de divulgação, facilitando assim o processo de distribuição.

Esta ferramenta vai permitir um controle preciso dos produtores sobre a organização dos catálogos e conteúdo de fonogramas. O processo prevê o registro de informações detalhadas como nome do autor, da música, o álbum a que pertence, data de criação e, principalmente, o ISRC, registro internacional.

Outro diferencial importante diz respeito à comercialização dos conteúdos. Com a criação de um banco de dados, será possível reunir acervos musicais e pesquisar as informações a partir de filtros como ritmos, gêneros, autor, data de criação da obra e ainda inserir ou importar relatório de vendas.

A expectativa da ABMI, Sebrae/RJ e BID, parceiros no desenvolvimento deste trabalho, é que o SGC se torne a principal ferramenta da indústria da música brasileira. O lançamento acontece às 15:00 h, no auditório do Sebrae, que fica na rua Santa Luzia, 685 / 9º andar.

Farol Digital

 

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