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80 festivais para você curtir música em 2014

Foto: Festival Vaca Amarela - Agência Fosforo

A música não vai parar no Brasil nesse segundo semestre! A Rede Brasil de Festivais Independentes  divulgou a lista com os eventos que vão levar shows a diversos estados do país. A maratona da programação começou em setembro e se estende até dezembro desse ano.

A Rede de Festivais foi criada em 2005 como ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes) e contava com apenas 10 participantes. Hoje, com o número muito mais expressivo, mostra que a nova música nacional está com força total e a geração de ouvintes só aumentou. O público que busca novidade agora tem também a chance de assistir, dançar e cantar junto com essas bandas. A proposta da Rede é conectar o jovem com a cultura nos espaços regionais, do hip hop ao indie.

Com grandes nomes como o Coquetel Molotov e Festival DoSol, a programação se divide entre diversas regiões e atinge mais de 60 cidades. Para ficar por dentro do que vai acontecer e se programar para conhecer novas bandas e ouvir suas já favoritas, acompanhe o Facebook da Rede e dos Circuitos:

Rede Brasil de Festivais

Circuito Nordeste
Circuito Paulista
Circuito Centro-Oeste
Circuito Mineiro
Circuito Amazônico
Circuito Sul

Conteúdo musical amplificado

A música brasileira tem uma qualidade indiscutível e uma característica que aumenta muito o seu valor: a diversidade. A avaliação foi um consenso, bem como a dificuldade de aumentar a presença deste conteúdo nas diferentes plataformas. Este foi o ponto de partida entre os especialistas que participaram do “Sincronização em Ficção”, debate do Seminário ABMI Digital & SYNC, que aconteceu no Rio de Janeiro entre 18 e 20 de abril.

A transformação do audiovisual em uma indústria sustentável depende da superação de uma corrida de obstáculos. Da adaptação do mercado à nova legislação à dificuldade de encontrar profissionais especializados em segmentos específicos, como games, à falta de uma tabela média de preços.


“A música costuma ser um dos últimos itens do orçamento de uma produção e os valores não tem qualquer lógica. Muitas vezes, a variação de preço chega a 500%. Mas estou otimista, porque acho que o mercado está mudando e se profissionalizando”, avaliou o diretor da Associação Brasileira dos Produtores Independentes (ABPI), Leonardo Dourado.

O gerente executivo da Abragames, Gerson de Souza, também se queixou da variação de preços, sobretudo, no caso dos jogos eletrônicos em que não é possível q”uantificar o tempo em que a peça será executada devido à própria dinâmica da atividade. “Já existe um padrão de valores no exterior que pode ser aproveitado como ponto de partida e para diferentes trabalhos”, sugeriu.

A criação de uma plataforma específica que promova uma maior interação entre as pontas deste mercado, facilitando a troca de informações; um banco de dados com conteúdo disponível e direitos autorais já garantidos; além de preços adequados à realidade nacional foram outras propostas colocadas pelos debatedores.

“A música não deve ser vista como ilustração de uma cena, mas como um conteúdo cultural pleno e é assim que ela deve ser tratada”, acentuou o diretor da TV Brasil, Ricardo Vilas.

Criar um espaço nobre e exclusivo para a música brasileira, com uma programação enriquecida com entrevistas e documentários são as propostas do Music Box Brazil, primeiro canal dedicado exclusivamente à música brasileira criado no Tecnopuc (RS), e criado já com foco na distribuição de conteúdo para diferentes plataformas como tablets, telefones e TV.

“Nós temos a melhor música do mundo e é uma conquista enorme participar da abertura de um canal que abrigue de artistas consagrados aos independentes e ainda dar oportunidade aos talentos regionais, fora do eixo mais tradicional de produção”, reforçou Márcio Mazeron, da Musica In Box Brazil.

Gravadoras ajustaram-se ao modelo web e encontraram um ótimo modelo de negócio

O surgimento e o avanço da internet mudaram quase radicalmente o setor musical de negócios. O impacto das novas tecnologias – e, em particular, da pirataria on-line – devastou o setor, mas as companhias encontraram meios de se adaptar e redesenhar sua atuação fazendo possível a geração de renda.

As gravadoras passaram a negociar seu acervo com operadoras de celular, sites de download pago e rádios on-line, além de se lançar à produção de shows e eventos.

As gravadoras já licenciaram 11 milhões de faixas para 400 serviços de download em todo o mundo. Em 2003, o número de serviços legais não chegava a 50, o catálogo disponível era dez vezes menor e a receita não passava de US$ 20 milhões

Um relatório da International Federation of Phonographic Industry (IFPI) revela que, em 2009, 27% do faturamento da indústria global da música veio de canais digitais, com vendas de US$ 4,2 bilhões, 12% a mais que em 2008.

No Brasil, a receita da Sony em 2009 subiu 16,5%. A venda de música em formato digital foi o segmento com expansão mais acelerada: 39%. O digital representa 12% do faturamento da gravadora, mesma média do mercado brasileiro. A venda de DVDs teve um desempenho próximo, com crescimento de 37%.

Já em 2012, os artistas britânicos lucraram em 2012 um total acima dos 61 milhões de euros, um valor recorde, apenas com os serviços de música online como o Google Play, o iTunes e o Spotify. Isto traduz-se numa subida de 32,2% em relação ao ano anterior.

Os números mostram também que os downloads legais cresceram 12% no mundo todo em 2012, chegando a 4,3 bilhões de canções.

Entre os artistas que colaboraram para o bom resultado estão a cantora pop canadense Carly Rae Jepsen. Ela liderou as vendas mundiais de singles em 2012 com sua canção “Call Me Maybe”, que vendeu 12,5 milhões de exemplares, seguido do belga-australiano Gotye, com “Somebody I Used To Know (11,8 milhões de exemplares vendidos). A cantora brasileira Carolina também é exemplo e está entre os dez mais.

O Brasil também entrou entre as dez no ranking com a canção “Ai Se Eu te Pego” que foi o 6º single mais vendido no mundo no passado.

A popularização do compartilhamento de música pela Internet, assim como a tecnologia, estruturou novas relações entre as gravadoras, os artistas e os internautas e o ambiente digital se tornou um forte aliado.  Tire proveito das oportunidades que a internet oferece: divulgue seu trabalho, lucre.

Com informações dos sites infoabril, djputop e criativa marketing.

Distribuição digital de música: como funciona um mediador

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Uma das vantagens advindas da virada tecnológica na cultura da música é a possibilidade de bandas e selos comercializarem sua produção sem grandes complicações. Existem no mercado diversas opções de empresas que fazem a mediação entre o produtor do conteúdo e as lojas digitais. Exemplos do mercado nacional e internacional são CD Baby, iMusica e o ONErpm.

No caso deste último, o serviço de distribuição de música é voltado para bandas e selos independentes, levando essa produção para os vendedores mais populares do mercado (iTunes, UOL Megastore, Spotify etc.). As vantagens levantadas pelo serviço são: selecionar territórios onde a música será comercializada, as lojas que farão isso e os preços das faixas. Neste caso, o criador fica com 90% dos royalties, que podem ser coletados via PayPal. Existe ainda a possibilidade do artista ou do selo licenciar suas obras em Creative Commons. Algumas estratégias também podem ser realizadas diretamente pela plataforma, como a troca de faixas gratuitas por endereços de e-mail – assim, o artista coleta assinaturas para o seu mailing e fideliza sua clientela. O serviço também afirma facilitar o licenciamento de música para cinema, TV e publicidade, aumentando a esfera de circulação da obra. Por fim, os direitos ficam retidos com o artista.

A distribuição é uma das maiores questões enfrentadas por músicos e empreendedores atualmente. Enquanto as gravadoras possuem estruturas de distribuição física bem amarrados, os pequenos e médios selos, empresários e artistas usualmente possuem menos recursos para dar conta de um mercado tão vasto. A distribuição digital elimina a barreira geográfica levando a música para qualquer lugar, à distância de alguns cliques. E as opções de personalização como as oferecidas por empresas especializadas podem ser vantajosas, uma vez que os criadores podem estipular exatamente por quanto e onde a sua música será vendida, além de desenvolver estratégias próprias de divulgação que atenda às suas necessidades e do público.

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Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Pensar “fora da caixa” para fazer negócios pela internet

Foto: Guitar Study 1, por fmerenda, CC BY-SA 2.0

A música não surgiu no mundo como algo a ser trocado por dinheiro. Somente com o desenvolvimento de uma série de tecnologias que a música passou a ser entendida como uma mercadoria. O mercado de partituras, por exemplo, é o ponto de início da indústria fonográfica, que só com a chegada dos discos e aparelhos de reprodução aprtesentou contornos do que conhecemos hoje. Foram muitas décadas de evolução tecnológica até chegarmos ao momento atual.

Mudanças na produção, distribuição e no consumo

Hoje, o negócio da música está sendo reinventado de todos os lados. Na produção, bandas e artistas encontram no crowdfunding, nas parcerias com empresas e em editais públicos, formas de criar a sua música sem depender necessariamente da chancela de uma gravadora. Já os novos canais de distribuição incentivam tanto bandas quanto selos e empreendedores a explorarem mídias sociais, aplicativos móveis e lojas online, sem precisar competir com outros produtos nas prateleiras das lojas. O papel do fã também é severamente ressignificado nesse cenário. Os consumidores não são “apenas” fãs, pois desempenham papéis de críticos, produtores, financiadores e distribuidores de material musical.

Gerar novos negócios com música envolve levar todos esses fatores em consideração para pensar “fora da caixa”. Mesmo que não exista uma fórmula de sucesso, uma série de estratégias podem trazer visibilidade para o seu produto na internet (e fora dela), facilitando a realização de negócios: utilização de vídeos de divulgação, competições criativas entre os fãs, produção colaborativa, interação em mídias sociais, distribuição online por empresas terceirizadas são algumas amplamente utilizadas.

Como você gera novos negócios de forma criativa?

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Foto: Guitar Study 1, por fmerenda, CC BY-SA 2.0

Farol Digital

 

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