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Cultura e inclusão: donos de lan house falam sobre suas experiências

As lan houses são instrumentos fundamentais para a inclusão digital e terrenos férteis para a geração de novos negócios. Durante o Festival CulturaDigital.Br, realizado dias 2 e 4 de dezembro no Rio de Janeiro, conversamos com alguns donos de lans para saber sobre suas experiências e avaliar como a campanha Farol Digital: Sinal verde para a lan house está sendo recebida.

“Os que não são formalizados vão entender melhor a importância.”

A lan house de Helio Viana de Menezes fica em Senador Camará, no estado do Rio de Janeiro. “A ideia da montar a lan surgiu no ano de 2005, no interior da Bahia. Trabalhava de garçom e estava sentado esperando o movimento. Eu, com uma caneta na mão, comecei a calcular: 3 PCs de 9h às 10h, 3 reais; de 10h às 11h, mais 3 reais etc. Com 30 dias, pedi as contas e abri com 5 PCs. Depois de 1 ano, com 13 PCs, vendi e abri aqui no Rio. Atualmente, estou com 17 computadores.

As principais atividades na lan são: “a realização de trabalhos escolares, matrícula e pessoas com baixa renda, sem condições de ligar para outros estados, vêm aqui para se comunicar através de Orkut, MSN, Skype etc. com seus entes queridos. Também tem simulado online, concursos e outros serviços que ajudam a comunidade.”

Sobre a formalização: “minha formalização foi fácil, porque o site Portal do Empreendedor já explica tudo com detalhes”.

Importância dos vídeos do Farol Digital: “os que não são formalizados vão entender melhor a importância da formalização, credibilidade, aposentadoria etc.”

“Com a formalização, esperávamos obter benefícios com o CNPJ e participar de futuras parcerias.”

InfOnline é lan house de Alessandro Lopes dos Santos, que fica na Rua Dois de Maio, 334 Loja A, Rio de Janeiro. Conversamos com ele sobre o surgimento de sua lan, importância dos serviços oferecidos e formalização.

Como surgiu a ideia de ter uma lan house?

Isso começou uns 8 anos atrás, eu e meu sócio trabalhávamos na mesma empresa de instalação de ventilador de teto, e buscávamos algo próprio, foi daí que surgiu a ideia de montar uma lan house. Na época, ninguém sabia direito o que era aqui no bairro e comunidade. Somos da comunidade Dois de Maio, mas resolvemos abrir a lan house fora dela, porque queríamos poder trabalhar sem a imposição ou restrição de funcionamento, ninguém chegar e mandar abaixarmos as portas porque tinha operação na comunidade, por exemplo.

Começamos com jogos, igual a todas mas com o passar do tempo começamos a ver as necessidades da comunidade e o entorno em obter serviços. Sem ter nenhum tipo de orientação, fomos olhando o mercado e o que ele pedia. Assim, começamos a oferecer um leque de serviços como currículos; muitos conseguiram emprego e voltavam para agradecer, como se nós tivéssemos dado o emprego, porque eles não tinham noção do que era um currículo. Até hoje, muitos não têm. Aí começamos a fuçar a net em busca de serviços que, na época, eram poucos mas fomos agregando 2ª via de contas, certidões de “nada consta”, consultas processuais, impressões, xerox, fax, cursos EAD, recarga de celular, recarga de jogos online, consulta SPC e Serasa, 2ª via do CPF, gravar fotos em DVD, pendrive, digitação de documentos, criar e-mails, MSN, Orkut, Facebook etc. Criamos um site interno de fácil acesso aos usuários: com um clique, ele vai ao banco, e-mail, museus e muitos outros links úteis. A cada dia, agregamos mais serviços, como conserto e manutenção de Pcs. Junto ao Mario Brandão, estive na fundação da ABCID, e faço parte também dos grupos que auxiliam as lan houses hoje, indo a vários eventos destinados ao universo que a lan house pode oferecer para o seu meio. Através destas práticas que surgiu a InfOnline que resumimos em Centro de Conveniência e Inclusão Digital.

Qual a importância da sua lan house na localidade onde vive?

Bom, acho que tem a resposta na primeira pergunta, mas posso dizer o que os clientes dizem pra gente quando não abrimos (o que é raro acontecer): “vocês não podem fechar porque vocês são iguais aos serviços essenciais como hospital, bombeiro”. Hoje, aqui na InfOnline se concentra todos os serviços: Egov, impressão, pesquisas escolares, ponto de acesso Sebrae, formamos empresários no MEI, Detran com serviços, simulado e orientação.

Por que você decidiu formalizar sua lan house?

Tivemos sempre uma preocupação em não ter ninguém batendo na nossa porta querendo dinheiro por não estarmos legalizados. Por isso, saímos da comunidade pra abrir a lan house ao lado e poder ter as pessoas da comunidade e do entorno, juntando os dois mundos, sempre preservando e se preocupando com o bem estar das pessoas independente de classes sociais (fiscalizando e não deixando xingar, acessar conteúdos inadequados a faixa etária e nem pornográficos seja adulto ou não).

Como foi a formalização?

Não foi fácil conseguir, ainda mais naquela época, mas obtivemos alvará de funcionamento, alvará do Corpo de Bombeiro e, por último e mais doloroso, álvara Judicial para entrada e permanência de crianças e adolescentes, mas conseguimos.

Com isso esperávamos não mais sermos importunados por polícia, que era quem fiscalizava sem poder (o que acontece com muitas lan houses) e também poder obter benefícios com o CNPJ em compras em empresas de tecnologia, revendas de todas as naturezas que só fazem através de CNPJ, e participar de futuros benefícios e parcerias.

Qual a importância dos vídeos do projeto Farol Digital para a formalização das lan houses?

Acho muito bom é bem explicativo, não tem como não fazer. Eu aqui já fazia por ser um ponto de acesso do SEBRAE, formalizando vários empreendedores locais. Fiz vários cursos no SEBRAE, como o dos 5 “S”, Empreendedor Individual, Como Vender Mais e Melhor, Atendimento ao Cliente, entre outros.

Minha opinião na integração das lan houses com a Secretaria de Cultura, é que essa relação só vem a somar, para que possamos oferecer um maior conteúdo de ensino e cultura, mostrando à comunidade que existem um mundo lá fora diferente do que muitos estão acostumados.

Foto: Pedro BelascoCC BY-SA 2.0

Estrombo e Overmundo mapeiam o mercado de música do Estado do Rio

Base das ações do projeto Estrombo, a pesquisa “Análise de modelos de negócios praticados no mercado da música no estado do Rio de Janeiro”, desenvolvida pelo Instituto Overmundo como parte deste projeto, acaba de ganhar um hotsite para que o público possa acompanhar o andamento da pesquisa.

Esse estudo pretende identificar e analisar diversos tipos de modelos de negócio, formais e informais, em diferentes cenas musicais no âmbito da cadeia produtiva da música do estado. Segundo Oona Castro, diretora executiva do Instituto Overmundo, “nós só temos condições de pensar políticas a partir de diagnósticos. Nossa pesquisa pretende colocar holofotes sobre as transformações no mercado de música do Rio de Janeiro, principalmente as causadas pelas tecnologias digitais, e compreender que estratégias comerciais têm beneficiado mais a cadeia produtiva como um todo, do compositor ao público”.

Assim, a pesquisa vai de encontro aos objetivos principais do Estrombo, como o fomento de novos negócios a partir da identificação de gargalos e desafios enfrentados na cadeia produtiva da música do estado do Rio de Janeiro.

Olívia Bandeira, coordenadora da pesquisa no Instituto Overmundo, pondera que “o desafio maior deste tipo de pesquisa é identificar os atores que fazem parte de determinadas cenas ou circuitos musicais presentes no estado, pois são, em grande parte, mercados com grande nível de informalidade e para os quais não existem estatísticas oficiais. Por isso, a primeira fase da pesquisa, que teve início em julho de 2011, é qualitativa. Através da observação participante e de entrevistas em profundidade com agentes de algumas cenas e circuitos musicais, procuramos construir um mapa de parte da produção musical do estado e das diversas estratégias de negócios utilizadas por eles”.

Sobre considerar também o mercado informal, Oona argumenta que “a cultura é um setor caracterizado por uma grande informalidade nas relações contratuais. Não podemos abrir mão de estudar as atividades e os agentes informais se quisermos de fato dimensionar a cultura produzida no Brasil. Aqui, o negócio da música não é sinônimo apenas de indústria. Existem muitas pessoas que vivem do trabalho com música mas não aparecem na maior parte dos levantamentos, por não constarem nos dados oficiais”.

Sendo a inovação parte fundamental do projeto Estrombo, o estudo também voltará seu olhar também para as novas tecnologias de comunicação, como as redes sociais, para entender como os diversos agentes se utilizam dessas ferramentas para desenvolver relações de produção, circulação e consumo de música.

Atualmente, o hotsite hospeda um questionário voltado para gravadoras, para se aprofundar no funcionamento do setor e nas mudanças que vêm ocorrendo no mercado com o desenvolvimento das novas tecnologias digitais.

Confira as novidades da pesquisa “Análise de modelos de negócios praticados no mercado da música no estado do Rio de Janeiro” no hotsite e acompanhe o Estrombo nas nossas redes: Twitter, Facebook e YouTube.

Empreendedor individual do funk: saiba como se formalizar

Recentemente, o SEBRAE/RJ lançou uma cartilha voltada para a cadeia produtiva do funk, com o objetivo de esclarecer e promover a formalização para os diversos profissionais da área.

No documento, que pode ser baixado aqui, há informações sobre os benefícios de se registrar como empreendedor individual, os tipos de atividades desenvolvidas que permitem o enquadramento na categoria e como fazer o cadastro.

Dentre as vantagens, o profissional formalizado pode abrir uma conta bancária jurídica, acessar empréstimos com juros diferenciados, fornecer serviços para prefeituras e governos, participar de editais de cultura e garantir benefícios aos seus familiares.

A categoria jurídica Empreendedor Individual (EI) é voltada para profissionais e negócios cujo faturamento anual não ultrapassa R$ 36 mil. Nesse caso, o empreendedor evolui para a condição de Microempresa e deverá cumprir novas obrigações do Simples Nacional.

Para obter outras informações como aposentadoria, contratação de funcionários, obrigatoriedade da emissão de notas fiscais e pagamento de impostos, leia a cartilha.

Saiba mais no Portal do Empreendedor e no Sebrae, através do 0800 570 0800.

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Foto: André Gomes de Melo CC BY-NC-SA 2.0

Lançamento da cartilha “Empreendedor Individual do Funk”

Acontece hoje, na Radio Nacional, o lançamento da cartilha sobre Empreendedor Individual voltada para a cadeia produtiva do funk. Confira as informações abaixo.

Profissionais da música podem ter registro de EI: cartilha para download

Na semana passada, o Sebrae/RJ lançou uma cartilha com informações sobre a categoria jurídica “Empreendedor Individual (EI)”, com foco nos agentes vinculados ao setor cultural – que ainda é carente quanto ao fornecimento de serviços de maneira formal. Dubladores, maquiadores, humoristas, músicos são alguns dos profissionais que já podem se registrar como EI.

Para que o profissional possa fazer o cadastro, ele precisa estar enquadrado em alguns critérios, como faturar até R$ 36 mil por ano e não participar de outra empresa. Além disso, deve-se atentar para a documentação exigida: identidade, CPF e comprovante de residência. A formalização através dessa figura jurídica traz algumas obrigações, como também uma série de vantagens: a emissão de nota fiscal, aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e a possibilidade de abrir conta bancária jurídica.

Um dos objetivos do Estrombo é dar apoio à formalização dos agentes da música no Rio de Janeiro. Através da formalização, os profissionais aumentam a possibilidade de gerar negócios com a música, além de contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva da música do estado.

Para obter mais informações sobre o registro, baixe a cartilha aqui ou acesse o Portal do Empreendedor.

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Farol Digital

 

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