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Empreendedorismo: palestra sobre o Empretec em 11 de setembro

O SEBRAE/RJ convida a participar da palestra sobre o EMPRETEC, no dia 11/9, terça-feira, às 16h, no auditório do SEBRAE/RJ – R. Santa Luzia, 685 – 9º.andar – Centro.

O Programa Empretec foi constituído para despertar e desenvolver o empreendedorismo, incentivando você a descobrir seu próprio poder de realização

Para se inscrever ligue para a Central de Atendimento 0800 – 570 – 0800.

Seminário reúne convidados internacionais no Rio

Foto: Guitar Study 1, por fmerenda, CC BY-SA 2.0

Ontem teve início o “Projeto Encounters – Comprador & Imagem”, do Brasil Music Exchange, promovido pelo Centro Cultural Midrash, pelo Sebrae e pela BM&A, no Rio de Janeiro. O seminário com os convidados internacionais deu a largada para as sequências de mesas-redondas e pitchings, onde os empresários e artistas brasileiros apresentaram seus produtos com o objetivo de fechar parcerias e negócios.

Tracy Maddux, diretor executivo da CD Baby, foi o primeiro a apresentar sua empresa. Um dos maiores distribuidores de música digital voltado para músicos independentes, o CD Baby oferece diversas ferramentas e firma parcerias com empresas como iTunes, Soundcloud e Facebook para que os músicos tenham a melhor exposição possível do seu produto. Algumas vantagens da plataforma dirigida por Tracy é o grande número de usuários, a distribuição ser auto-administrada por artistas e bandas e o alcance global. Além disso, acrescentou que o CD Baby pode ser um excelente espaço de divulgação dos artistas iniciantes. Músicos de grandes gravadoras, como Jack Johnson e Regina Spektor, começaram suas carreiras usando a plataforma.

Em seguida, foi a vez de Kyle Hopkins falar um pouco do seu trabalho como supervisor de música da Microsoft. O público assistiu alguns vídeos de projetos coordenados por Kyle, que explicou a importância da sua função: “Fazer supervisão musical é encontrar a melhor música para o momento certo”. E são de vários tipos os trabalhos supervisionados por ele, de games e softwares a campanhas de marketing.

Kavi Ohri apresentou a Music Dealers, empresa de licenciamento que conecta diferentes músicas de diversos artistas independentes com as várias oportunidades de uso de suas faixas por grandes marcas. O empresário falou que essa é uma época muito empolgante, em especial para a música independente do Brasil.

Depois, Matt McDonald contou um pouco sobre a sua função na CMJ Network. Sua atividade principal é montar o showcase de artistas na Maratona de Música CMJ, mas também supervisiona vários eventos e iniciativas de licenciamento musical na CMJ.

Melinda Lee veio representando o Getty Images Music, departamento especializado em música de uma das maiores empresas de licenciamento de conteúdo do mundo. A Getty Images Music media o licenciamento de músicas para filmes, programas de televisão e, até mesmo, livros. O site tem milhares de visitantes por mês, sendo que muitos deles são criadores de conteúdo procurando música para inserir em suas produções. Ela resumiu de forma bem direta sua presença no evento: “Estou aqui para procurar música boa do Brasil”. E deu uma boa dica para os artistas interessados na plataforma: é importante oferecer cortes de 30, 60 e 90 segundos das faixas para serem usados em campanhas publicitárias e também disponibilizar versões instrumentais, pois são demandas constantes de seus clientes.

A próxima a se falar foi Leticia Montalvo, que tem uma intensa relação com a música brasileira. Em 1993, ela fundou a empresa Tempest Entertainment e, na apresentação, comentou alguns futuros projetos, entre os quais, um que visa destacar no cenário internacional a música feita no Brasil.

A empresa Cyper PR foi fundada por Ariel Hyatt para orientar e criar planos de mídias sociais para artistas independentes. Já que cuidar de uma carreira musical dá bastante trabalho, a ideia é ajudar os músicos a desenvolverem suas histórias em redes como o Facebook, YouTube, Twitter e Pinterest, atraindo mais fãs e oportunidades de negócios.

Por fim, Robert Singerman, que tem uma relação de mais de trinta anos com o mercado fonográfico, encerrou a primeira parte do “Projeto Encounters” falando de alguns dos seus projetos, como LyricFind e o 88tc88. O empresário destacou a importância das letras de música, um dos termos mais pesquisados no Google.

Após as apresentações, público e convidados se reuniram para trocar ideias e desenhar planos para criar novos negócios em música.

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Foto: Guitar Study 1, por fmerenda, CC BY-SA 2.0

Inovação no negócio da música: fruto de trabalho e informação

Die Felsen im Studio - flickr - scytale - 5349316885 - CC BY 2-0

Negócios inovadores não caem do céu. A celebração de novos modelos de negócio e canais de distribuição para a música podem levar a crer que “basta uma boa ideia”. As boas ideias são o ponto de partida principal, mas não se deve parar por aí. Até tirar o projeto do papel, o empreendedor deve passar por uma série de etapas, como: registrar a ideia, planejar seu percurso, montar um plano de negócios e se aliar com as pessoas certas – afinal, mesmo na internet, duas ou mais cabeças continuam pensando melhor do que uma.

As novas tecnologias digitais são um amplo campo de oportunidades ainda por explorar. No caso da música, seja através das redes sociais ou dos aplicativos móveis, empreendedores investem tempo e dinheiro na criação de seus negócios próprios. Muitas das soluções ainda não são a solução final para o “problema” enfrentado pela música ao longo dos últimos dez anos, mas são fagulhas de inspiração prontas para serem aproveitadas por outras pessoas. Assim, o ciclo de inovação não se completa nunca, com muitas boas ideias surgindo o tempo todo.

Na internet, futuros empreendedores encontram um banco enorme – e alimentado continuamente – de informações sobre etapas que precisam ser percorridas e até mesmo experiências de outros profissionais. Outra fonte de informação importante é o próprio SEBRAE/RJ, que presta assessoriasobre maneiras de formalizar o seu negócio, impostos que deverão ser recolhidos e como montar o plano de negócios.

Uma boa ideia, seja para o mercado da música ou qualquer outro, só nasce depois de muita informação e trabalho. Dê o primeiro passo!

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Dica de leitura: Um raio-X do empreendedor digital brasileiro

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Modelos de negócio “on demand”: música e as tecnologias digitais

Jukebox

Você já parou pra pensar como a música é parte fundamental de nossas vidas? Ela está em todo lugar, seja no alto-falante da loja de departamentos que passamos a caminho do trabalho, na apresentação do artista de rua ou no fone de ouvido que nos afasta do barulho da cidade. Em muitos casos, escolhemos onde, o quê e como queremos ouvir. Em outros, a música está presente independente da nossa vontade – o importante é que ela está lá.

Os novos negócios digitais tornam a presença da música ainda mais evidente: dos games do tipo Guitar Hero, que criam uma experiência mais participativa para o consumo musical, a serviços de streaming que oferecem grande quantidade de faixas armazenadas na nuvem, todas ao gosto do ouvinte. Isso sem falar da avalanche de novas músicas e bandas surgindo a todo momento.

Vivemos numa época crucial para o futuro da música – é claro que ela continuará existindo, a despeito de discursos mais apocalípticos. Estamos assistindo e participando da reformulação de uma série de práticas comerciais em torno desse bem cultural tão valioso. As fórmulas empregadas pela indústria fonográfica até o início dos anos 2000 eram viáveis dentro do contexto econômico e tecnológico do período. A popularização dos formatos de áudio digital e das redes de compartilhamento pode ter criado um problema para o sistema vigente, mas ao mesmo tempo, catalisou inovações dentro do novo contexto para contornar as dificuldades. E são esses empreendimentos, dialogando com o cenário atual, que garantirão a sobrevivência da música.

Ainda não há um modelo de negócios do tipo ideal e único, como outrora. A questão é que talvez ele nem precise existir. Hoje, vemos algumas tendências que confirmam isso. Produtos e serviços são oferecidos de maneira cada vez mais personalizada, de acordo com as demandas e preferências dos consumidores. Basta ver os diversos planos de contratação dos serviços de streaming, por exemplo. Os percursos das bandas independentes também são outro indício dos diversos novos modelos de negócio. Diferentes nichos e contextos pedem diferentes estratégias para promover da maneira mais eficiente possível a distribuição da música, de modo que ela chegue ao público certo da melhor forma possível.

Só isso já deixa claro que a música está mais viva do que nunca. E a tendência é que ela faça parte do nosso cotidiano de forma ainda mais intensa com as novas tecnologias digitais.

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Foto: Teh Jukebox, por mxcl, CC BY-SA 2.0

No Correio Braziliense: “Composição globalizada”

All be tuned

A brasiliense Taynah Reis venceu uma seleção acirrada para participar de uma das mais tradicionais feiras de música internacional com o projeto de um aplicativo para que artistas componham, on-line, mesmo que de lados opostos do mundo

Por Gláucia Chaves e Nana Queiroz

Taynah Reis, 24 anos, não é exatamente o que as pessoas visualizam quando imaginam uma nerd da informática. De salto alto, jaqueta de couro branca e um sorriso pra lá de charmoso, ela embala o intelecto de uma autodidata em programação. Aos 14 anos, ensinou a si mesma a linguagem dos computadores. De lá pra cá, tentou balancear a rotina entre essa habilidade e outra paixão: a música. Formou-se em balé, passou a cantar. “Hoje, levo uma vida tripla. De dia, ganho o sustento em uma ONG, como programadora e estudo economia na Universidade de Brasília (UnB). À noite e aos fins de semana, sustento a alma fazendo shows como cantora de música eletrônica”, conta.

Levar uma rotina de três eixos é um trabalho duro – duro demais. Por isso, há dois anos, Taynah passou a buscar maneiras de juntar todas essas aptidões em uma coisa só. Começou a nascer, então, o All be tuned (algo como “todos sintonizados”), um aplicativo que pretende dar a músicos a oportunidade de compor juntos, mesmo que a partir de lados opostos do mundo. “Essa vida de artista em Brasília é complicada. As gravadoras, os estúdios e o pessoal de produção ficam quase todos em São Paulo, e a viagem pra lá é cara. Comecei a observar, então, que havia a demanda por um meio de fazer tudo isso on-line, de maneira interativa”, relata ela.

Ideia no papel, Taynah inscreveu o projeto na Midem – Connected by Music, uma das mais tradicionais feiras do mercado musical internacional. “Neste ano, fizemos um chamado por ideias tecnológicas. Queríamos dar a artistas, gravadoras e produtores a oportunidade de expor seus projetos em Cannes, na França”, explica Olivia Hervy, uma das organizadoras do evento. O plano de Taynah agradou tanto que ela venceu uma seleção para apresentar-se, no início deste ano, diante de uma plateia das mais qualificadas, com rerpesentantes de mais de 90 países. Além disso, uma equipe de 30 programadores de sucesso trablhou por 24 horas no desenvolvimento de sugestões para o All be tuned. “O evento me abriu grandes oportunidades de parcerias e patrocínios. Agora, resta botar a mão na massa”, diz Taynah. “Em um mês e meio, espero estar pronta para apresentá-lo ao mundo.”

O projeto

O conceito do All be tuned está baseado em uma convicção que data da época da criação da rede social MySpace: em tempos de internet, o caminho para os artistas não passa mais, necessariamente, pelas gravadoras. Segundo Taynah, hoje, é possível fazer música de qualidade em estúdios caseiros e, às vezes, com bem poucas ferramentas à mão. “Esses dias gravei uma canção usando apenas um iPhone. Disponibilizei-a na internet e, apenas um dia depois, ela já tinha alcançado 2 mil acessos”, exemplifica a brasiliense. Sites como YouTube, MySpace e demais redes sociais já substituíram, inclusive, o trabalho dos publicitários, criando espaços para que músicos possam se autopromover. Recentemente, o SoundCloud (considerado por muitos a melhor e mais atual encarnação do MySpace) permitiu até mesmo que artistas criem, gravem e editem on-line.

Taynah quer dar o próximo passo. Ela pretende “interativisar” o processo de composição musical. “Se, durante a criação de uma música, eu puder contar com uma ajudinha de outro lado do mundo, por que recusá-la? E se, no processo, eu puder agregar, ainda, valores de outras culturas à minha produção?”, provoca. O All be tuned terá vários formatos. Será uma rede social na internet e um aplicativo em smartphones e tablets. Em todas as plataformas, porém, seu funcionamento será o mesmo.

Tudo começa com o artista e sua ideia. Ele adiciona no All be tuned um áudio ou vídeo com uma prévia de sua música e expressa seus desejos quanto a ela – por exemplo, especificando que instrumentos devem executá-la e se a voz para cantá-la deve ser feminina ou masculina, grave ou aguda. Depois, estabelece quanto pode pagar por cada um desses componentes. Nessa etapa, os valores podem ser módicos, como R$ 1 ou R$ 2, já que, no futuro, cada um dos participantes terá sua fatia do lucro obtido na venda. Os interessados enviam, para o dono do projeto, arquivos – também em som ou vídeo – com amostras de seu trabalho. O artista decide, então, quem “contratará”, compra o arquivo produzido por cada um deles e monta a composição.

Começa a venda. O autor da música diz o seu preçø e o lucro é repartido entre todos os envolvidos, com a maior porcentagem ficando para o dono da ideia. Caso o projeto vire hit, gravadoras podem participar de um leilão para comercializar aquela canção, ou o músico pode optar por vendê-la a uma gravadora parceira do site. “Essa é uma maneira de centralizar o lucro nos artistas e não em quem está comercializando o que eles produzem”, defende Taynah.

David Haynes, diretor do SoundCloud, que esteve presente na apresentação de Taynah, diz que o All be tuned virá em boa hora para o mundo da música. “É uma ótima ideia. Estamos todos muito ansiosos para ver a web facilitando a criatividade e novas formas de colaboração on-line. Na Midem, conhecemos várias pessoas que trabalham em aplicativos nesse sentido.”

Para materializar o All be tuned, a programadora diz estar, agora, em contato com possíveis parceiros e patrocinadores. Ela acredita que seus contatos com a Petrobras, o Ministério da Cultura e o Sebrae estão entre os mais promissores. Os próximos passos contam ainda com escalas em feiras de tecnologia e música na Grécia, Reino Unido e Estados Unidos.

Fonte: Correio Braziliense

Farol Digital

 

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