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Tocar ‘air guitar’ é útil para músicos, diz estudo

Cientistas da Universidade de Cambridge analisaram como a criatividade musical também aflora longe dos instrumentos: http://glo.bo/1hk4OGa

Músicos amadores: onde termina o fã e começa o artista?

Foto: Microphone, por ernestduffoo, CC BY 2.0

Você já deve ter passado por isso: estava navegando no YouTube, buscando alguma música específica e se deparou não só com o conteúdo procurado, mas também com vídeos de usuários tocando a mesma música. Na internet, fãs de gêneros variados tornam públicas suas habilidades musicais ao registrar e compartilhar vídeos caseiros interpretando e recriando canções tornadas famosas por outros artistas. Enquanto alguns fazem isso por diversão, outros investem a sério nesse espaço, criando seu próprio grupo de admiradores.

Com o barateamento dos meios de produção e as possibilidades de armazenamento a custo quase zero, muitos usuários ficaram à vontade para se expor dessa maneira no ambiente virtual. Ainda que muitas das gravações sejam de caráter meio amador, esse conteúdo ajuda a borrar os limites – antes, melhor definidos – entre quem é fã e quem é o músico profissional.

Aqui, existe um duplo movimento interessante que precisa ser comentado. Primeiramente, como falamos, alguns desses usuários vão fazer a transição para o meio profissional, muitas vezes ancorados por um “padrinho” já bem estabelecido no mercado musical. É o caso, por exemplo, da holandesa Esmée Denters. Ela ficou conhecida ao publicar no YouTube alguns vídeos com covers amadores de grandes nomes da música pop atual, como podemos ver abaixo.

A cantora acabou chamando a atenção da mídia local e, posteriormente, do músico Justin Timberlake. Esmée foi a primeira artista contratada pelo selo de Justin, Tennman Records, associado à Interscope Records. Esse é só mais um caso da nova mitologia digital que vem surgindo nos últimos anos: a do músico amador que é descoberto nas redes sociais e é contratado por uma gravadora. Assim como ainda acontece com as fitas demo, será que o YouTube e as redes sociais são atualmente as principais janelas para a exposição do trabalho musical?

Outro ponto diz respeito à circulação de música na internet. Em pesquisa realizada ano passado entre internautas americanos, foi apontado que, dentre os entrevistados que ouvem música de graça na internet, 58% usam o YouTube para isso. E, muitas vezes, um bom cover amador pode ser tão sedutor quanto o registro oficial de um show ou um videoclipe. Por isso, uma boa estratégia é estimular a criação desse tipo de conteúdo entre o seu público, seja fazendo concursos ou compartilhando nas suas próprias redes esse material. Por mais que o tráfego não seja direcionado diretamente para você, mais pessoas entram em contato com a sua música. E vale lembrar que, na cultura digital, a atenção é uma moeda bastante valiosa.

Você conhece algum caso desse tipo? Fale pra gente nos comentários.

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Foto: Microphone, por ernestduffoo, CC BY 2.0

Sampling: criando obras derivadas com a produção de terceiros

Lucignolo - LAB - flickr - renzo_giusti - 3092787756 - CC BY-SA 2-0

É muito comum que os músicos – e todos os artistas, em geral – sejam cobrados quanto à originalidade de seus trabalhos. Muitas vezes, o processo de criação envolve a maneira como o artista lida com suas referências, seja na melodia, no arranjo ou na letra. Em outra direção, a citação pode ser ainda mais explícita, como é o caso do sampling.

A prática do sampleamento tem sua origem com a música eletrônica. No início, os produtores pegavam trechos de músicas gravadas por terceiros e criavam uma obra completamente nova, repetindo esse trecho na faixa para fazer a base. Em alguns casos, o pedaço escolhido era tão retrabalhado que pouco se assemelhava à gravação original. Assim, o sample tornou-se elemento fundante de certos gêneros musicais e culturas como a da própria música eletrônica, do hip hop e, no Brasil, do funk carioca. Veja no vídeo abaixo uma sessão do DJ Sany Pitbull que traz uma série de referências para o funk.

Alguns músicos vão ainda mais além. É o caso do projeto Girl Talk, criado por Gregg Gillis, que usa trechos de músicas bastante conhecidas do universo pop para, através da técnica de mashup, criar suas faixas originais. O álbum “Night Ripper”, de 2006, usa quase em sua totalidade samples de mais de 100 gravações, indo de Britney Spears a Fleetwood Mac.

Quando se trata se sampleamento, é claro que não se deve deixar de lado a proteção legal das obras das quais são extraídos os trechos. Muitos compositores não se sentem à vontade em ter pedaços de suas músicas usadas em outras. Por outro lado, muitos daqueles que liberam suas canções querem receber pelo fragmento utilizado. E não há nada mais justo: afinal, os músicos devem receber por suas criações “primeiras”, sem as quais as obras derivadas não existiriam.

Todavia, ao paramos para pensar no processo de criação, o debate fica ainda mais complicado. Ainda que não intencionalmente, é fato que artistas fazem referências a uma série de obras, materializando suas influências na gravação. Por isso, no que diz respeito ao uso dos samples, o que está em questão aqui é o ponto: quais o limites para a originalidade musical hoje? Criar a partir da obra de terceiros é um processo menos autêntico do que fazer uma composição “do zero”? Como lidar com os diretos autorais (e os custos de transação para autorização dos autores) relacionados a cada música sampleada?

No próximo post, entenda melhor como lidar com os pequenos trechos na música.

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Já pensou em usar GIFs para divulgar a sua música?

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Quando se trata de divulgar um trabalho musical, os artistas precisam estar atentos às possibilidades da cultura digital. Quanto maiores as facilidades de gravação e produção, mais músicos usam as ferramentas para dar corpo às suas ideias – e, com mais músicos trabalhando, mais acirrada é a competição pela atenção do público. Assim, vão se destacar os que pensarem “fora da caixa” e utilizar os canais certos para atingir os fãs.

Um exemplo de estratégia criativa de divulgação é a do rapper Theophilus London, que esteve no Brasil em 2010. O nova-iorquino vai lançar um CD de remixes do seu último trabalho “Timez Are Weird These Nights” e está usando um método nada convencional para divulgar as músicas: GIFs animados. O disco, que foi lançado no dia 24 de abril, está sendo patrocinado pelo buscador Bing, da Microsoft, e terá um GIF para cada faixa, produzida pelo Mr-Gif.com.

Retomando parte da discussão anterior sobre a importância das capas de discos, esse caso mostra na prática como a imagem é importante na complementação de um trabalho musical.

Mais uma curiosidade: como quase todos os DJs que participam do trabalho de London já são conhecidos, o artista, em parceria com o Bing e o Talenthouse lançou um concurso para que DJs fizessem uma nova versão para a faixa “Around the World”. O ganhador não só participará do disco, como ganhará US$ 3.500.

Confira o tumblr com os GIFs publicados até agora e ouça uma das faixas do disco.

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Com informações do Mashable

Foto: Die Felsen im Studio, por scytale, CC BY 2.0

Björk e o app Biophilia: para vender música, vale a criatividade

Você já parou para pensar por que, apesar da facilidade em adquirir música gratuitamente na rede, muitas pessoas ainda pagam por elas?

É verdade que ainda existe uma série de modelos de negócio que usam métodos mais tradicionais na hora de vender seu produto – e, uma vez que dê resultados, não há nada de errado com isso. Por outro lado, diversos artistas exploram formas cada vez mais criativas de comercializar sua produção.

A cantora Björk, por exemplo, lançou um “álbum-aplicativo” no fim do ano passado para que os seus fãs pudessem expandir a experiência musical e “jogar” as canções de seu disco “Biophilia” enquanto as ouvem. O aplicativo sem as músicas é gratuito nos dispositivos da Apple, como iPhones e iPads. Para usufruir de toda a funcionalidade do programa, o usuário precisa pagar US$ 1,99 pelas faixas individuais ou comprar todas de uma vez por US$ 9,99.

Björk - Biophilia - Virus

A música-aplicativo "Virus", do disco Biophilia

Independentes entre si, todos os aplicativos tentam traduzir o conceito do álbum: a relação entre natureza e tecnologia. Acessando cada um dos apps, o usuário pode ouvir a música com o acompanhamento da letra ou partir para o conteúdo interativo, onde é possível manipular os elementos sonoros de determinadas faixas enquanto passa os dedos pela tela. O software é tão sedutor que, muitas vezes, o fã acaba comprando faixas por impulso com o objetivo de explorar ainda mais as possibilidades de interação de “Biophilia”.

Palestra com o criador do aplicativo

No início de maio, Scott Snibbe, o artista e pesquisador responsável pelo desenvolvimento de “Biophilia”, vem ao Brasil para uma palestra sobre “Tecnologia aplicada à produção musical”. O workshop é parte da programação do Festival Sónar – Festival Internacional de Música Avançada e New Media Art – que acontece em São Paulo nos dias 11 e 12 de maio. E no dia 11, às 23h, a própria Björk traz o seu show para o público brasileiro.

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