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Discutindo os dados da indústria sobre a venda de música digital

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Semana passada foi apresentado em Londres o relatório anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

Dados desse relatório mostram que, apesar da grande quantidade de músicas adquiridas de forma ilegal, a venda de música na internet já representa 29% do mercado – um crescimento de 27% comparado com o relatório apresentado seis anos atrás. Até o fim de 2010, um catálogo de mais de 13 milhões de títulos encontrava-se distribuído por mais de 400 serviços que oferecem possibilidades diversas de consumo musical.

Uma previsão para um futuro próximo, feita pelo presidente da área digital da Sony Music, fala em uma maior popularização dos serviços que permitem o consumo na nuvem, feito via streaming: em vez das músicas serem baixadas para o computador e syncadas com o mp3 player, elas serão acessíveis mediante assinatura de um software ou serviço, como o Spotify – que hoje, por falta de acordo com as gravadoras quanto aos royalties, só está disponível na Espanha, Noruega, Finlândia, Suécia, França, Países Baixos e Reino Unido.

É fato que a tecnologia influencia o mercado. No caso da música, há diversos casos que mostram como a internet ajuda a eliminar os “atravessadores” que levam a música do artista para o público. Nesse sentido, há a possibilidade de contratar um serviço, como é o caso da ONErpm, Topspin, Reverb Nation; ou, ainda, lidar com essa comercialização de forma completamente independente, como fazem músicos que criam seus próprios selos musicais.

A questão é que hoje as possibilidades são vastas e é muito importante que todos os agentes da cadeia produtiva da música pesquisem e concluam qual a melhor opção para o seu negócio.

O projeto Estrombo destaca que a tecnologia não influenciou o mercado somente para os artistas. Vários outros agentes também estão envolvidos nesse contexto cheio de possibilidades e contratempos. Será que já estamos prontos para um comércio completamente feito via internet? E, quando esse momento chegar, eliminaremos os agentes físicos – de lojas e vendedores à fábricas de CDs e discos – desse processo? De toda forma, precisa-se sempre tomar decisões responsáveis visando um futuro produtivo para todos os elementos envolvidos nesse processo.

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