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A importância do mapeamento do negócio da música

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Mapear a cadeia produtiva da música do Estado do Rio para detectar os gargalos e ajudar no planejamento de sua expansão é um dos objetivos do projeto Estrombo. Há que se estudar o cenário, a exemplo do que aconteceu no Pará com o estilo musical tecnobrega: pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV mostrou que se trata de um mercado multimilionário que encontrou um modo de funcionamento inovador e diferente do modelo tradicional. O caso foi publicado no livro “Tecnobrega: O Pará reinventado o negócio da música” pelos coordenadores da pesquisa, Ronaldo Lemos e Oona Castro, e pode ser baixado gratuitamente.

O Estrombo chegou sem respostas prontas: para isso será fundamental o mapeamento da indústria da música, a ser realizado em 2011 pelo Instituto Overmundo. A meta do projeto, além de atingir todos os objetivos propostos como capacitar, formalizar e apoiar, também é gerar novas ideias na cabeça de todos. Para conseguirmos mudar alguma coisa, antes é necessário deixar que perguntas venham à tona para gerar novos meios de discussão. Afinal, é com os questionamentos que surgem novas ideias.

O negócio da música foi o primeiro a ser reinventado com a Internet, mas, depois de muitos anos ainda estamos vivendo um momento de mudanças e de novas possibilidades, que ninguém sabe onde irá parar. Ainda se fala muito em pirataria, mas pouco é dito sobre os novos modelos de negócios, sobre as novas maneiras de se lucrar com o negócio da música, não só com venda de cds, mas estando atento para as novas janelas abertas diariamente.

A importância desse mapeamento é responder algumas questões que rondam a todos que estão ligados a esse meio, como: quais são as áreas que têm um maior potencial de dar certo, quais áreas geram mais rentabilidade e o que exatamente precisa ser feito para se viver de música. Uma coisa é certa: estará muito ligado a inovação e à criatividade aplicada ao negócio da música.

“Talvez a cópia não seja mais a questão-chave da música, talvez a gente tenha que pensar em outras formas de gerar rentabilidade na música, e uma das coisas que o Overmundo pretende fazer é investigar que modelos de negócios já acontecem, onde já tem êxito hoje na música e quais aqueles que não têm e porquê”, afirma Oona Castro diretora executiva do Instituto Overmundo, um dos parceiros do Estrombo.

O momento é de muita pesquisa e estudo para aproveitarmos as oportunidades geradas pelas novas tecnologias, olhando para a frente. Se você ou seu empreendimento buscam desenvolver negócios em torno da música, participe do projeto Estrombo.

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2 comentários

  1. Os direitos autorais são inalienáveis, mas a cópia para audição sem utilização comercial e com o sentido de divulgação é benéfica e geradora de oportunidades para músicos. Mas devemos pensar no caso de autores (os letristas) que não tocam e nem cantam, por consequência não fazem shows. O que penso e, coloco em debate é porque não empresas que têm foco comercial na web, não remuneram os autores para poderem veicular música sem utilização comercial, acabando com o que chamamos de pirataria. Por exemplo cada trabalho, poderia ser distribuído por um determinado tempo X, tendo o valor sido acordado entre autores e distriubuidores. Já no caso da exploração comercial de imagem e fonogramas, para Tv’s e outras mídias o acordo de valor seria negociado também entre as partes interessadas.

    1. Oi Cláudio, interessante comentário. Lembra um pouco a ideia da gravadora Trama, que com a iniciativa Álbum Virtual lançou Tom Zé, Macaco Bong, Cansei de Ser Sexy, Ed Motta e Móveis Coloniais de Acaju em álbuns gratuitos para o usuário final mas financiados por marcas. Você deve conhecer: http://albumvirtual.trama.uol.com.br/o_que_e.
      É um dos incontáveis novos modelos de negócios possíveis. O propósito do projeto Estrombo é exatamente estimular que alternativas rentáveis para a música se tornem viáveis.
      Abraços e vamos trocando!

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