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Gerando negócios para a música: empreendedorismo nas novas mídias

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As plataformas online de divulgação e novos canais de distribuição estão mudando a realidade da indústria da música. A forma de consumo se alterou, e até mesmo o conceito de produto se deslocou: a venda do fonograma hoje é só uma das formas de se obter retorno financeiro, enquanto o valor da experiência e do relacionamento começa a ser percebido como fundamental nessa equação.

A internet é muito mais que um meio para divulgar e vender música. Empreendedores vêm percebendo o potencial da rede e dando pistas de como é possível baratear custos e tornar o negócio da música cada vez mais rentável – sem cair no papo de que a pirataria está acabando com esse mercado. A prática social do download é inegável, tornando fundamental que se busque outros (e novos) meios de renda.

Existem iniciativas, por exemplo, que permitem aos fãs montar suas próprias lojas online para comercializar músicas de seus artistas preferidos, como fez a banda paulista Jumbo Elektro em parceria com a empresa Phonobase. As vendas “fã-para-fã” efetuadas geram uma comissão para o fã dono da loja. Mas não basta só disponibilizar a loja, é necessário divulgar para que ocorra um buzz – é o relacionamento sendo também percebido como moeda.

Outro caso interessante, nesse sentido, é o da banda francesa The Teenagers, que usou uma nova forma para distribuir suas músicas: elas não saem de graça, já que a banda convida seus fãs a pagar pelo download com um tweet (onde, em última análise, eles vinculam à banda sua reputação, outra moeda social ascendente) por meio do site Pay With a Tweet.

No Brasil há um vasto mercado a ser explorado por empreendedores criativos que invistam em novos modelos de negócios para a música. Ainda existem muitos artistas que imaginam ser suficiente ter um perfil no MySpace, enquanto há empreendedores em potencial que, com capacitação, terão mais recursos para desenvolver seus negócios – e o projeto Estrombo promove ações voltadas para todos os tipos de profissionais envolvidos na cadeia produtiva da música do Estado do Rio de Janeiro.

Para quem busca informação, livros como o “Música Ltda – O negócio da música para empreendedores”, de Leonardo Salazar (lançado pelo Sebrae/PE) levantam questões importantes relacionadas ao início e desenvolvimento de pequenas empresas voltadas para a música. Outro recurso interessante é o recém-lançado livro “Indústria da Música em Transição”, de Micael Herschmann, professor da UFRJ que analisa as mudanças na estrutura produtiva do mercado musical, como a resistência dos consumidores em pagar pelas faixas (sobretudo com a facilidade em se baixar qualquer coisa) e como o álbum deixa de ser o ponto central de uma produção fonográfica.

Um empreendedor desse mercado precisa ser criativo e estar especialmente atento às mudanças, cada vez mais rápidas, pelas quais passa o negócio da música em articulação com a internet.

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2 comentários

  1. Por que somente no estado do Rio de Janeiro?
    Haveria alguma articulacao para que este movimento se torne nacional?

    1. Oi João Luiz,
      o Estado do Rio foi escolhido pelo BID para ser o piloto desse projeto pioneiro, o primeiro projeto de economia criativa no qual o BID investe no mundo. A ideia é gerar metodologia para replicar em outros estados e países da America Latina.
      Obrigado e abraços.

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