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Novos modelos de negócio para a música, na prática: envolvendo o público

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Quando falamos de música, mais propriamente do mercado musical, estamos envolvendo muitas pessoas – seja pessoal ou profissionalmente. São focos diferentes, mas a essência é a mesma: todos unidos pela música.

Artistas e fãs acabam ocupando papéis antes inimagináveis. Hoje em dia, um músico já não é mais só um músico. Ele também atua como produtor, divulgador, distribuidor, e com isso acaba se aproximando dos seus fãs e transformando-os em possíveis investidores – além de se tornar, ele próprio, um investimento atraente para marcas e empresas dispostas a atingir seus fãs.

Um bom exemplo de financiamento coletivo, ou crowdfunding, é o Sellaband, site pioneiro onde os artistas são financiados pelos seus fãs. Essa plataforma foi uma das primeiras, seguida por outros no mesmo formato e similares, como o Artist Share, por exemplo.

Aqui no Brasil também já vemos como essa conexão fã-artista já rende frutos aos mais atentos, como no caso da ação de crowdfunding Queremos, criada pelos cariocas Bruno Natal, Felipe Continentino, Lucas Bori, Pedro Seiler e Tiago Lins. Os cinco se uniram para levantar dinheiro via internet para trazer a banda Miike Snow e, recentemente, o Belle and Sebastian, para tocar no Rio de Janeiro.

Estas são formas não só de aproximar o fã do artista, mas também de abrir um novo campo de possibilidade de negócios e oportunidades de lucrar. O mercado começa a perceber o fã, além de público-alvo, como um empreendedor em potencial.

São novas maneiras de expandir o campo de ação, não mais ficando preso na espera por uma gravadora ou patrocínio. Como no caso do Teatro Mágico, grupo de São Paulo que disponibiliza todo seu conteúdo, músicas, vídeos e fotos, gratuitamente em seu site, atraindo assim mais pessoas para suas apresentações ao vivo. Sem ajuda de uma gravadora eles conseguiram alcançar 1 milhão de downloads e 190 mil cópias de cds vendidos. Ou o caso da cantora Jill Sobule do Colorado, que com um anúncio em seu site conseguiu arrecadar com os fãs US$75 mil para gravar seu cd.

O mercado está ávido por empresas que apresentem soluções inovadoras juntando artistas e fãs em uma receita de sucesso. Artistas que funcionem como marcas e mobilizadores de pessoas, seus fãs, que não procurem patrocínios, algo que já está muito escasso no mercado atual.

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2 comentários

  1. Para quem tiver interesse, visitem também o site brasileiro de CrowdFunding WacaWaca: http://www.wacawaca.com.br

    Abraços

    1. Oi Rodrigo,

      obrigado pelo contato. A plataforma parece bem interessante.

      Abraços,
      Equipe Estrombo.

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