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Marketing Musical: você como marca

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Semana passada a gente explicou aqui que para sobreviver de música não basta apenas fazer música. Contamos que é cada vez maior a necessidade do músico de utilizar técnicas para a gestão de sua carreira.

Saiu, recentemente, a notícia de que os músicos Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos agora tem o direito à marca Legião Urbana. Mas o que isso implica? Legião Urbana não era apenas o nome da banda? A resposta é sim e não.

Uma das técnicas de gerenciamento de carreira é transformar-se, como artista, em marca – indo, assim, muito além apenas do fazer música. Como assim? A gente explica.

A marca é o conjunto de características que diferencia um artista de outros. É o conceito e a identidade do artista, enquanto o conteúdo, serviço e produto, é tudo que ele gera, como um disco, um DVD ou um show. A marca, além de constituir-se por um nome e um design, como explica Cinthia Van de Kamp, especializada em marketing musical pela Universidade Berklee, em Boston, reúne as promessas de satisfações e humaniza o produto, fazendo com que ele construa relacionamentos com o público. Uma pessoa escuta Marilyn Manson, por exemplo, por gostar da sua agressividade e rebeldia, ou Legião Urbana por seu trabalho simples e existencialista.

Você pode perceber a relação que existe entre o conceito do artista e as principais necessidades humanas, como as de identidade e de pertencimento a grupos sociais. É fazendo essa relação, que o músico conquista a simpatia do seu público-alvo. Ao criar a sua marca, você deve se preocupar com a imagem que pretende passar e quem deseja atingir, para definir qual é a sua linguagem, o seu estilo e personalidade.

Com base nessas informações, você deve criar um nome e um símbolo, sua logomarca, para que as pessoas tenham facilidade em diferenciar a sua banda das outras. A sua logomarca deve revelar a identidade de seu trabalho artístico. O conceito da marca O Rappa, por exemplo, tem o objetivo de passar a ideia de que a música dessa banda é inspirada nas calçadas das ruas, para ser exposta a pistas cheias de gente.

A banda Kiss é outro bom exemplo. Baseados em simples mas excelentes estratégias de marketing, alcançaram níveis de popularidade que muita banda séria jamais sonhou. Já começando pela criação de personagens, adicionando storytelling, como um grupo de super-heróis de diferentes personalidades. Maquiados e fantasiados de “The Starchild” (Paul Stanley), “The Demon” (Gene Simmons), “Space Ace” (Ace Frehley) e “The Catman” (Peter Criss). Como bem já disse J.J. Abrams: mistério vende, e assim mantiveram suas identidades “secretas” por mais de uma década. Uma história que terá um lugarzinho separado aqui mais para frente, no nosso cantinho das inspirações. Fiquem atentos!

Além disso tudo é preciso tomar um cuidado especial com os direitos sobre a sua marca. Para que você tenha direitos legais exclusivos para utilizar sua marca, evitando imitações, é preciso registrá-la. Algumas bandas precisaram modificar os seus nomes, pois eles eram iguais aos de outras marcas registradas, como o Natiruts (antes Nativos) e o Jota Quest ( antes Jonny Quest).

Então, antes de lançar seu trabalho, certifique-se de que o nome de sua banda não foi registrado por outro grupo, fazendo uma busca por meio do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual – INPI, para evitar esse tipo de transtorno, que também pode interferir em sua carreira. Caso você não tenha encontrado outra marca, registre a sua imediatamente.

Um indivíduo veste a camisa de uma banda não só por gostar de suas músicas, mas por se identificar com a marca que ela representa, à qual valores e conceitos podem estar agregados.

Para pesquisar marcas e registrar a sua, acesse www.inpi.gov.br

Existem diversas oportunidades. Inove, viva e sobreviva de música! A gente te ajuda, fique ligado por aqui ;D

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