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A internet como meio de divulgação ou desvalorização da música?

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Quem dá música de graça na internet é estúpido e não valoriza seu trabalho. Quem baixa músicas sem autorização sabe que está lesando o artista”.

Este foi o comentário feito pelo diretor musical Rick Bonadio, em 2009, como crítica ao Movimento MPBMusica Para Baixar, movimento artístico que milita pela democratização da música sem a interferência de terceiros, disponibilizando o seu trabalho através da internet e tornando-o acessível a todos os públicos.

O que está em questão é: será que a disponibilizar as próprias músicas em um ambiente como a internet é prejudicial, já que, teoricamente, não se ganha nada com isso ou benéfico já que o ambiente online é uma potente ferramenta de divulgação?

Por um lado, a crítica de Bonadio é compreensível já que diversos artistas vivem apenas de composições e não fazem apresentações. Por outro, é preciso considerar não só a dificuldade sempre presente de conseguir de ser reconhecido por uma grande gravadora, mas também  o espírito desta nova geração de jovens e músicos que busca cada vez mais fugir de amarras burocráticas.

Neste contexto, a internet, como já dissemos aqui anteriormente, surge como local onde muitos artistas independentes depositam suas esperanças para poderem se expressar e ter seu trabalho reconhecido pelo público.

A era digital gera um ambiente muito mais democrático e trás ferramentas preciosas de lançamento de novos talentos e também de divulgação do trabalho de músicos em qualquer fase da carreira.

O grupo O Teatro Mágico, cujo líder, Fernando Anitelli, engajou o manifesto Música Para Baixar é um ótimo exemplo de como o livre compartilhamento de arquivos musicais via internet e flexibilização do direito autoral podem sim ser aliados dos músicos.

O Teatro Mágico está crescendo porque as pessoas estão colaborando. Elas nos ajudam a compor, e podem tirar fotos e gravar vídeos para o nosso site. Para nós, essa interação é muito importante: o público alimenta a trupe e a gente responde. É essa a fórmula que faz acontecer!” (Fernando Anitelli).

Defensores do movimento vão ainda mais longe dizendo que “Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais“.

Anitelli ressalta, ainda: “A internet surge como uma ferramenta semi-livre, em função das ‘telefonias’, mas muito mais democrática, onde todo mundo pode ficar cara-a-cara com o artista, com o compositor, e isto é fundamental! Hoje, tiro mais de 50% da venda de CDs pra mim, porque fabrico meu próprio CD, sei onde está meu público. Tenho um preço justo e honesto. Quem vai dar sobrevida à carreira do artista não é a gravadora, não é a rádio, é o público”.

Para quem está começando, para quem quer seguir independente é importante analisar todas as alternativas. É preciso colocar na balança os benefícios que trás cada possibilidade, porque nós concordamos que é uma delícia viver de música, mas é melhor ainda quando conseguimos sobreviver dela também. Cuidado com os extremismos, avalie, equilibre, escolha o que vai ser melhora para você e vá em frente!

Tire proveito das oportunidades que aparecem: divulgue seu trabalho, lucre.

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1 comentário

  1. [...] não é difícil perceber a importância dos videoclipes: basta lembrar a quantidade de vezes que a frase “artista lança novo videoclipe” [...]

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