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O mercado de musica independente, as gravadoras e casos de sucesso

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Há alguns anos, os artistas não tinha opção a não ser esperar o aval de uma grande gravadora ou estúdio para divulgar seus trabalhos. Já hoje há hoje certo medo com relação às gravadoras, devido às diversas imposições, às restrições criativas, etc.

Com o advento da era digital é na internet que muitos artistas independentes depositam suas esperanças para poderem se expressar e ter seu trabalho reconhecido pelo público. Com razão, pois a internet não só democratizou a música como também se tornou um meio eficiente de publicidade para artistas independentes.

Entretanto, é preciso lembrar que para se tornar bem sucedido como músico independente é preciso muito trabalho, além da divulgação. E não se trata apenas de ter dinheiro também, como muitos pensam. A estrutura das gravadoras ilustra bem isso. Geralmente, estas grandes corporações tem:

- Departamento de arte: se encarrega de todo o trabalho artístico relacionado com a produção de um álbum.

- Departamento de Desenvolvimento do Artista: é responsável pelo planejamento de carreira do artista contratado. Ele promove e divulga o artista no decorrer de sua carreira.

- Departamento de Negócios: trata da parte de negócios. Cuida da escritura contábil, da folha de pagamento e das finanças em geral;

- Departamento de Contatos: trata-se geralmente de uma pessoa ou de um pequeno grupo que realiza o contato entre a gravadora e a empresa de distribuição (que pode ser tanto subsidiária da empresa, sob a sua proteção corporativa, ou uma empresa de fora, responsável pela distribuição dos CDs nas lojas).

- Departamento Jurídico: responsabiliza-se por todos os contratos realizados entre a gravadora e o artista, bem como aqueles feitos entre ela e outras empresas. Quaisquer assuntos legais que surjam passam por este departamento.

Há ainda o Departamento de Marketing, o de Novas Mídias, o de Promoção, de Publicidade e de vendas. Uffa! É realmente muita coisa!

Se por um lado ser independente é mais trabalhoso, por outro há a total liberdade e controle sobre o que vai  se lançado ou sobre opiniões que vão emitir.

Antes de tomar qualquer decisão é preciso informar-se a respeito do mercado, medir os prós e os contras. A ABMI (Associação Brasileira de Música Independente ) sempre divulga diversas novidade e informes a respeito do mercado. O Sebrae tem matérias extremamente esclarecedores, como este aqui. E nós, claro! Que procuramos sempre esclarecer as dúvidas, trazer novidades e ajudar vocês da melhor maneira possível .  A gente também divulga frequentemente um montão de palestras e workshops para você ouvir quem entende e decidir se vale a pena.

É difícil, mas não impossível. Estão aí para provar: a banda Calypso, Pitty, forfun, Lobão, Negra Li (os dois últimos, depois de um tempo, acabaram rendendo-se às gravadoras), O Teatro Mágico (que tem uma história muito interessante) e o mais recente sucesso nacional Clarice Falcão.

A última, por exemplo, só ficou conhecida por grande parte do público graças a seus vídeos no YouTube. E justamente por isso, decidiu tornar o álbum independente.

“Várias vezes quase assinamos contratos com gravadoras, mas tivemos coragem de lançar o disco sem selo. Tenho meu público, que comenta, fala comigo no Twitter, e já estava bombando com ele. De repente, me vi colocando gravadoras no meio dessa relação que já é boa”, contou a artista ao Jornal O Globo.

Informe-se, fique atento e vá á luta!

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1 comentário

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