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Negócio por acaso

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A frustração acabou sendo a origem um de negócio inovador e muito bem sucedido. Há três anos, uns amigos cariocas queriam ver um show musical que só estava previsto para São Paulo. Fazendo conta daqui, outra dali, o grupo apostou no interesse de outros fãs para trazer os artistas para o Rio de Janeiro.

O obstáculo a ser vendido era levantar US$ 10 mil para bancar o cachê da banda e o espaço de apresentação. Com experiências profissionais diferentes, transitando entre o cinema e a música, o grupo tratou de acionar os amigos de cada área e viabilizaram o sonho.

O caso bem sucedido foi relatado na palestra Crowdfunding Queremos.com, uma das atividades do seminário ABMI Digital & SYNC, que acontece no Rio de Janeiro até este sábado (20).

Como levantaram muito mais dinheiro do que esperavam e conseguiram uma excelente receptividade, os amigos descobriram que tinham um negócio nas mãos e decidiram apostar as fichas neste novo modelo.

A ideia engenhosa consistia em calcular os custos de produção e conseguir um número mínimo de adesões para viabilizar a atração. Atingida a meta, o custo do ingresso baixava e os primeiros recebiam reembolso para garantir que não fossem penalizados por terem acreditado primeiro na proposta. Essa preocupação ética acabou rendendo um ganho colateral: o site Queremos.com ganhou credibilidade.

Hoje, com mais de 3 mil bandas cadastradas no site e um aplicativo chamado Eu Quero – espaço que os internautas sinalizam o que querem ver, os empresários conseguem de antemão viabilizar o interesse despertado e calcular previamente os custos. Nesta equação, eles levam em conta ainda fatores como o número de seguidores de cada um no twitter e a resposta nas redes sociais e, desta forma, podem oferecer preços mais baixos porque a procura já pode ser estimada.

Com o nome We Demand, os empresários estão investindo agora operam no mercado americano onde já realizaram três shows de sucesso. “Estamos começando uma nova etapa, porque lá não temos os mesmos contatos, mas o princípio continua o mesmo: oferecer shows para quem gosta a um preço justo. Ganhamos menos que outros produtores, mas esta é a nossa ética de trabalho”, resumiu um dos sócios, Bruno Natal

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1 comentário

  1. [...] No Brasil, o mais conhecido no ramo da música é o queremos.com.br, o qual já contamos a história aqui no artigo “Negócio Por acaso”. [...]

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