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Novas unidades de negócios para a música

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Uma serenata enviada por e-mail, campanha de uma marca para os Dia dos Namorados, ou um ovo de Páscoa com um código que dava acesso a músicas, investimento de um fabricante de chocolate que queria chegar ao público adolescente. Estes foram alguns dos casos apresentados de novas possibilidades de negócios abertas pelo mundo digital, que foram apresentados na palestra Music Branding, no Seminário ABMI Digital & SYNC, realizado também pelo Sebrae/RJ e BID, que aconteceu no Rio de Janeiro, entre 18 e 20 de abril.

“Hoje, trabalhamos com toda uma dimensão nova de negócios. Pessoalmente, acredito que um artista já deve começar sua carreira pensando nessas possibilidades”, avalia o gerente comercial da imusica, Ulises Gasparini, empresa com escritórios em toda a América Latina, que trabalhou nessas campanhas.

Licenciamento de conteúdos para lojas digitais e criação de plataformas para clientes que queiram usar a música para reforçar a marca ou como modelo de negócio no caso de uma operadora de celular, que usa a música como uma das fontes comerciais, como é o caso do ringtone, são algumas das expertises da imusica.

Para melhor otimizar as mudanças, as empresas que atuam nessa área também estabelecem parcerias, estratégia adotada pela imusica e a Pleim, empresa brasileira que atua em mais de cem países, para complementar a atuação dos setores em que cada uma atua.

Henrique Portugal, sócio e diretor de operações, mostrou um pouco da história da banda Skank, da qual é tecladista, para explicar porque decidiu entrar também no mundo dos negócios. “Sou do tempo em que os pais nos pediam para programar o videocassete. Hoje, precisamos dos nossos filhos para saber o que os jovens estão ouvindo e como chegar a eles”, brincou.

Mas Portugal deixa claro que as mudanças foram tão imperativas, que foi natural se aliar a Pleim, primeiro como artista e depois como executivo. “A música será digital por uma questão de sustentabilidade e praticidade e o conceito está mudando de posse para uso, mas isso é bom para o artista? Foi isso que me motivou a procurar a empresa”.

O modelo adotado pela Pleim, que atua em mais de cem países, inclui negócios diversos como licenciamento, desenvolvimento de produtos e crowfunding. “Não se trata apenas de divulgar a música e vender ingressos, mas explorar todas as possibilidades. Deixamos bem claro que o dinheiro da música é do artista, fato importante para que essa modelagem funcione”, adverte Portugal.

Vincular a marca a uma forte lembrança emocional é uma velha estratégia comercial, mas com o mundo digital, na avaliação dos especialistas, o jogo está apenas começando. “Ainda estamos muito longe de esgotar este modelo”, reforça Gasparini, da imusica.

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