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Streaming: aliado da música na era digital

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Estamos entrando na segunda fase da indústria fonográfica no século digital. A primeira foi marcada por uma série de decisões arbitrárias, posicionamentos radicais e tiros no pé — principalmente logo que as pessoas começaram a trocar MP3 de graça entre si.

Vimos gravadoras multinacionais processando seus próprios clientes, a ascensão da Apple nesse mercado, a consagração do YouTube como uma grande rádio global, a ascensão e queda do MySpace, a solução do Radiohead para a crise e a caça às bruxas que começou com o julgamento dos caras do Piratebay e a prisão espetacular de Kim Dotcom, do Megaupload, no final de 2011.

Enquanto isso tudo aconteceu, artistas, agentes, empresários, gravadoras e novos players entenderam melhor a lógica da internet e hoje vivemos uma fase em que o streaming parece ser a aposta certa.

“No início da revolução digital, era tema comum dizer que o digital estava matando a música”, disse Edgar Berger, presidente internacional da Sony Music Entertainment. “Bem, a realidade é: o digital está salvando a música. Acredito firmemente que isto marca o início de uma história de crescimento global. A indústria tem todos os motivos para ser otimista sobre seu futuro”.

Já faz algum tempo que é absolutamente comum utilizar serviços de streaming de música, pois eles disponibilizam suas canções favoritas no próprio site, estando acessíveis a partir de qualquer computador. De acordo com o relatório anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, IFPI (da sigla em inglês), em 2012 este modo de se consumir música cresceu 44% no mundo todo em relação ao ano anterior.

Somado às outras modalidades digitais, o streaming ajudou a impulsionar o mercado da música, que voltou a tomar fôlego e apresentou seu melhor resultado desde 1998. O estudo foi divulgado paralelamente aos resultados da Associação Brasileira de Produtores de Discos, a ABPD, que apontou o aumento de 83,12% nas receitas da área digital, com arrecadação de R$ 111,4 milhões no último ano. Pagar por música volta a ser uma opção cada vez mais viável, portanto.

Na esteira das tendências internacionais, o streaming tem tudo para ganhar força por estas bandas em 2013, em parte por conta da chegada da francesa Deezer, que, no fim de janeiro, marcou o Brasil como o 182º país em que opera, se juntando ao Rdio e ao Sonora. Aquecendo a disputa, o gigante Spotify está em negociações com gravadoras brasileiras desde 2012 e deve iniciar suas operações no país também neste ano. Para engrossar o caldo, o Google está cada vez mais perto de entrar na briga, lançando seu próprio serviço entre abril e junho, a Apple parece estar em negociação com a Warner Music e com a Universal Music Group para lançar, no meio do ano, seu serviço de streaming de música gratuito, o iRadio. E, recentemente, o twitter colocou no ar site o Twitter Music, novo serviço de música – ainda sem maiores especificações.

Hoje o cenário da música digital no país é balanceado. Além do streaming pago, ainda temos o streaming bancado por publicidade, como acontece no YouTube e Vevo, e a venda de downloads, impulsionada em 909% em 2012 pela chegada do iTunes, a loja da Apple, ao país.

A música digital, que já foi vista como uma adversária pela indústria fonográfica, se tornou uma forte aliada.  Tire proveito das oportunidades que a internet oferece: divulgue seu trabalho, lucre.

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