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Descobertas musicais na rede através de sites e aplicativos

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Muitos serviços na internet permitem consumir música sem precisar fazer download, tornando-se ferramentas interessantes para (re)descobertas musicais. Se, por um lado, bandas novas produzem música mais facilmente e transitam por blogs, sites e redes sociais para circular suas músicas, por outro, bandas já consolidadas no mercado musical – ou mesmo meio sumidas – continuam presentes na nuvem, à distância de um clique.

O exfm é um desses serviços. Lançado no ano passado, ele trazia a novidade por meio de uma extensão para o navegador Google Chrome, cuja função era “captar” as músicas que o usuário topava pela rede e armazená-las, criando bibliotecas e playlists a partir das páginas visitadas – hoje, ele está disponível também para Firefox e Safari. O exfm também funciona numa página própria e conta com um aplicativo para dispositivos Android e iOS, ambos lançados poucos meses depois da estreia oficial como extensão. No site, a navegação lembra outros mais conhecidos, como o Grooveshark. E a mecânica continua relacionada à ideia original: o banco de faixas é alimentado a partir de músicas publicadas por blogs e sites, que tornam-se fontes para o streaming na página. Por fim, o exfm abraça a lógica social da internet – o usuário pode curtir faixas, criar playlists e compartilhá-las com seus contatos no próprio site e em redes sociais. Como já falamos em post anterior, iniciativas como o exfm apontam para os novos tipos de filtros que vêm se articulando pela internet, como percebemos nos sites Hype Machine e Shuffler.fm.

Como a navegação do exfm lembra a do Grooveshark, vale um adendo. Este vem enfrentando sérios problemas jurídicos, uma vez que, ao invés de reproduzir o áudio a partir de fontes em blogs e outras páginas, ele mesmo armazena as músicas, enviadas diretamente pelo usuário. Ainda que existam opções premium – que deveriam gerar renda para distribuir o dinheiro referente aos direitos autorais – o Grooveshark está sendo processado pelas principais gravadoras, principalmente após perder o apoio da EMI, a única que mantinha acordo com o site. Mesmo com esse contratempo, há o investimento em novas funcionalidades, como as estatísticas de acesso, para que os artistas visualizem como a sua música circula no programa. Independente disso, o serviço de streaming ainda é um dos principais de acesso gratuito à música na internet, dando a entender que o público não parece se importar muito com as questões legais envolvendo o site.

Por isso, vale refletir: tudo é válido nos novos hábitos de consumo de música pela internet?

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A dica do exfm veio do Urbe

Foto: Teh Jukebox, por mxcl, CC BY-SA 2.0

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