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Aplicativos: estimulando novas experiências de consumo musical

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Os aplicativos móveis estão, aos poucos, modificando o que entendemos por consumo musical. É claro que isso ainda não é para todos – ainda que o acesso a essas novas tecnologias tenha crescido no Brasil, somente uma pequena parcela da população pode pagar por um smartphone ou um tablet, ainda caro para os padrões brasileiros. De toda forma, diversos artistas têm investido no formato para oferecer uma outra experiência para o ouvinte. Desde softwares mais complexos – como o caso do app Biophilia, da Björk – a outros mais simples, que podem ser desenvolvidos usando ferramentas pré-formatadas, muitos músicos entenderam que, através dos apps, podem alcançar uma audiência interessada nesse tipo de tecnologia de uma maneira bastante pessoal.

Os apps são uma ferramenta importante no marketing musical porque eles criam outros níveis de engajamento com a música. O blog Music Think Tank fala que qualquer aplicativo móvel pode ser posicionado em qualquer um dos três níveis de interação: o primeiro oferece funções básicas como mostrar posts de blogs, disponibilizar links para compras de ingressos de shows e incorporar atualizações regulares de ferramentas outras como Twitter ou Facebook. O segundo nível engaja o fã além das necessidades básicas e adiciona a música do artista no ambiente móvel. Já o terceiro nível rompe com os padrões e cria uma experiência para o fã além do escopo básico de um aplicativo, através de jogos, vídeos e outros recursos interativos.

Já que as formas tradicionais de vender música não possuem a mesma eficácia de antes para todos os artistas, é preciso investir tempo, dinheiro e dedicação para levar a música ao público usando uma estratégia inovadora e criativa. Nesse sentido, os apps cumprem esse papel pois integram a música a um outro suporte, diferente dos consolidados pela indústria fonográfica ao longo dos últimos 60 anos. Ainda que os CDs, discos de vinil e até as fitas cassete sejam importantes e devam ser trabalhados para aqueles que veem viabilidade econômica nesses formatos, toda uma geração conectada a redes sociais e smartphones precisa receber a música também numa embalagem que “fale a sua língua”.

A febre dos aplicativos móveis na cultura musical da era digital está apenas começando. Você já tem o seu? Como é a resposta do seu público?

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Foto: Heavy Roc Music, por p_kirn, CC BY-SA 2.0

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1 comentário

  1. [...] falamos algumas vezes aqui no Estrombo como aplicativos musicais vêm estimulando a criação de novos hábitos de consumo dos fãs e como algumas bandas utilizam a tecnologia para distribuir sua produção. Nessa mesma [...]

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