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O modelo de negócios “marketing direto pro fã”

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Marketing Direto Para o Fã

A internet mudou definitivamente a forma de se fazer negócios com música. Um modelo bastante utilizado atualmente por artistas e gravadoras é o marketing – ou venda – direto para o fã, sem intermediários. É como se esse modelo reproduzisse a prática, ainda corrente, das bandas montarem banquinhas de CDs, camisetas e demais mercadorias no local do show. A principal diferença é que, na internet, o fã pode acessar os produtos em qualquer hora, de qualquer lugar.

Ferramentas e serviços

A CASH Music se define como uma organização sem fins lucrativos que constrói ferramentas digitais de código aberto para artistas e selos. Por enquanto, somente algumas funções estão disponíveis: coleta de e-mails para mailing list, integração de redes sociais e gerenciamento de datas de shows nos próprios sites dos músicos. Artistas como Iron & Wine, Amanda Palmer, Urge Overkill e Zola Jesus são alguns que usam a plataforma. Através de uma arrecadação bem-sucedida no Kickstarter – uma das primeiras e mais populares ferramentas de crowdfunding do mundo –, o CASH Music vai investir na usabilidade, adicionar ferramentas para o streaming de música e desenvolver a funcionalidade de e-commerce.

Diferente da ferramenta acima, o Bandcamp cobra uma taxa de 15% para cada venda realizada através dela, mas está mais desenvolvida e tem estrutura mais amigável. Ela permite que o artista utilize diversos formatos de áudio, defina as formas de venda – grátis, preço pré-determinado ou escolhido pelo fã –, faça integração com o Facebook, entre outras funcionalidades. Veja aqui exemplos de páginas criadas por artistas no Bandcamp.

A plataforma brasileira Zamus também é outro exemplo de modelo de negócio do tipo “marketing direto para o fã”. Ela usa a integração com o Facebook para os músicos subirem seus álbuns e os compartilharem em suas páginas na rede social e no site da plataforma. O processo é simples e há mais informações no blog do Zamus.

* * *

O momento atual é de experimentações, de utilizar as ferramentas disponíveis para recriar o mercado de música, abalado por modelos de negócios que se mostraram ineficientes no ambiente digital. O marketing direto para o fã pode não ser o ideal para todos os artistas, mas é uma forma de deixar os músicos e selos no controle de seus produtos, definindo qual a melhor maneira de lidar com a sua produção e que preço cobrar por ela.

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2 comentários

  1. Fala galera do Estrombo,

    Aqui é o Guilherme, idealizador da Zamus, e gostaria de passar mais algumas infos sobre a nossa plataforma e a questão do marketing direto para o fã.

    Na Zamus, as músicas são todas gratuitas, o fã paga com sua identidade, digamos assim. Por quê isso? Porque estamos focados em criar uma ferramenta de CRM para artistas, podendo dar informações valiosas sobre o consumo do seu acervo, facilitando assim o marketing 1 a 1.

    Como músico da banda AUMUMANA, sempre tive pessoas dizendo que eram fãs nº 1, mas como se mede isso? Na Zamus conseguimos dizer para os artistas quem são os fãs nº 1 de cada música, álbum, e também do artista como um todo. Daí surge a possibilidade do marketing 1 a 1. Do artista poder entrar em contato com seu maior fã e lhe dar, por exemplo, convites e acesso liberado ao camarim no próximo show.

    Para isso, utilizamos o Facebook, já que muitas pessoas passam o dia todo lá. Mas em breve, a discografia do artista também estará exposta no site de cada um deles.

    Acho que é por aí… O que acharam?

    Venham para a Zamus ;)

    1. Oi Guilherme,

      obrigado pelo comentário. A ferramenta que vocês desenvolveram é bem interessante, justamente por usar a rede social (a maior do mundo!) para criar uma nova experiência no consumo musical e também transformá-la num importante canal de distribuição.

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