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Para onde vai a música no século XXI?

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A cultura digital é o campo onde fazemos uso das novas tecnologias para produzir e disseminar bens culturais. Na música, vemos a lógica do online reconfigurar formas de se fazer negócio, demandar maneiras alternativas de lidar com a propriedade intelectual, criar novos hábitos de consumo no público – e finalmente transformá-lo em agente participativo fundamental.

Ao longo de 2011, o crowdfunding se firmou como uma opção viável para tirar do papel projetos musicais. O modelo de negócio com base na ideia da “vaquinha” usa a internet como fonte principal para arrecadação de fundos. Novos canais de distribuição, como aplicativos para web e celular, também criam novas oportunidades para comercializar a música, ainda que, em determinados casos, a moeda usada nas transações seja a atenção e não o dinheiro propriamente dito. Licenças alternativas, como o Creative Commons, permitem ao artista determinar como suas obras devem ser usadas, inclusive em âmbitos comerciais.

A experiência de ouvir música também tem se desenvolvido nos meandros das redes digitais. Serviços de streaming, lojas virtuais, sistemas de recomendação e filtros (nas redes) sociais são algumas das ferramentas que propiciam diferentes tipos de consumo para ouvintes mais exigentes. Até mesmo a cultura do disco foi revitalizada, com lojas e sebos online onde o colecionador pode retomar essa prática, visto que ainda é relativamente difícil encontrar o formato à venda fora dos centros urbanos brasileiros.

Exercendo papéis cada vez mais ativos, o público exerce papel fundamental na cultura digital da música (ou cultura da música digital?). Através do método do crowdsourcing, músicos contam com seus fãs para criar conteúdo na produção de faixas, videoclipes ou setlists de shows. Em redes sociais, artistas e público estão em contato direto, criando uma experiência única através dessa aproximação permitida nas mídias digitais. Já nos métodos de gamificação, os ouvintes são transformados em jogadores que precisam se aventurar pelos desafios propostos pelos artistas para “conquistar” faixas, álbuns ou vídeos exclusivos.

As novas tecnologias digitais mudam a própria cultura musical, seja no polo da produção, do consumo ou da distribuição. E a própria cultura musical influencia a inovação e a criatividade no campo das tecnologias digitais. Assim, fica a pergunta: para onde vai a música no século XXI?

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