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Música na internet: regulação local x acesso global

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Os desafios enfrentados atualmente pela indústria fonográfica são parte de um problema mundial. O acesso a redes de compartilhamento de arquivos em escala global e o anonimato na internet abalaram modelos de negócio mais tradicionais implementados pelos grandes agentes da música. Assim, a aliança entre as tecnologias da informação e a cadeia produtiva da música propiciou que o problema se alastrasse pelo globo, transformando consumidores em distribuidores de música.

Não somente como alternativa para contornar a situação, como também se aproveitando criativamente do momento para criar novas formas de consumo musical, desenvolvedores criam softwares e maneiras de comercializar a música online legalmente. No caso do consumo musical por aplicativos, vêm se destacando aqueles que utilizam mecânicas de gamificação e de redes sociais para expandir conteúdo e transpor os hábitos de escuta online para dinâmicas mais sociais, públicas e, principalmente, legais. E aqui aparece outro problema.

Apesar do compartilhamento de arquivos ser uma questão global, com músicas transitando irrestritamente por computadores conectados pelo mundo inteiro, as soluções criativas que propõem um outro consumo musical são, muitas vezes, locais. Operada pela Apple, a iTunes Store, maior loja de música digital do mundo, vende somente alguns aplicativos na filial brasileira; músicas e a maior parte dos games, por exemplo, estão fora do catálogo disponível para o Brasil. O Turntable.fm, aplicativo integrado ao Facebook, permite “discotecar” com os amigos da rede social, mas está disponível somente nos Estados Unidos. E ele não é o único. A Pandora, uma das mais populares rádios online do mundo, também tem seu acesso restrito devido a direitos autorais. É o caso também do Spotify, que se tornou rapidamente um dos serviços de streaming mais populares do mercado. Mesmo com acordos sendo feitos com as grandes gravadoras, seu consumo também é limitado a poucos países. No Brasil, também temos exemplos de serviços oferecidos localmente, como o Sonora, operado pelo Terra.

Esses casos exemplificam a dificuldade em se avançar com políticas públicas que façam a regulamentação da distribuição, venda e consumo de música digital. Apesar da internet ser um instrumento de uso global, os produtos que circulam pela rede mundial de computadores são regulamentados localmente, bem como os serviços responsáveis por oferecer uma outra experiência de consumo para bens culturais, como músicas e filmes.

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