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Google Music: há vantagens no fim dos intermediários?

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O Google lançou oficialmente semana passada o Google Music, serviço de distribuição de música. Esse novo produto compete diretamente com as grandes lojas de música digital como a iTunes e a Amazon na oferta de downloads pagos e, por enquanto, está disponível somente nos Estados Unidos, sem previsão de expansão para outras praças. No início do ano, o Google já navegava pelo mercado de música digital com a versão beta, onde os usuários faziam o upload das músicas e as armazenavam na “nuvem”, podendo ouvir no computador ou em aparelhos móveis, funcionalidade que continua ativa na versão atual do produto.

A principal diferença do Google Music para a concorrência é o chamado Artist Hub, que permite aos músicos fazer diretamente o upload de suas faixas para a plataforma e comercializá-las, retendo 70% das vendas, sem passar por filtros burocráticos como o TuneCore e CD Baby – que regulam a entrada de músicas de determinados artistas no iTunes. Essa relação é bastante vantajosa para os músicos independentes que, sem selo ou gravadora, precisam explorar demasiadamente os novos canais de distribuição oferecendo ao público o máximo de portas abertas para que sua música seja encontrada.

Os novos filtros

Aqui aparece um outro problema. Devido aos desenvolvimentos tecnológicos, a produção de bens culturais vem num crescente nos últimos anos. Com as plataformas de armazenamento de conteúdo, músicas, filmes e textos podem ser publicados a custo praticamente zero. No caso da música, para que elas cheguem aos consumidores, são necessários filtros de diversas naturezas: a crítica musical, as redes sociais, as ferramentas de recomendação, entre outros. Um dos filtros são os aspectos técnicos, que determinariam a “qualidade” técnica da música.

Assim, vale refletir sobre o papel dos intermediários, e se é de fato vantajoso para todos os artistas independentes abrir mão deles e comercializar diretamente para o público. Essa relação pode não só colocar esse grupo de artista em competição desigual com outros produtos mais bem acabados e agenciados, como aumentar a quantidade do chamado “lixo” na rede – aquele material que é armazenado mas que é pouco acessado, ou mesmo descartado. Qual é a sua opinião?

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