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Formatos musicais: substituição ou reapropriação?

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As novas tecnologias digitais de fato revolucionaram o mercado de música: aparelhos de gravação e reprodução, formatos de áudio digital como o mp3, e modelos de distribuição como lojas virtuais e serviços de streaming reduziram os custos e transformaram a cultura do consumo de música. Hoje, é difícil não pensar em mobilidade e quantidade quando falamos em coleções musicais.

Parecia que os modos de fazer da música digital se tornariam o padrão da indústria e dos diversos agentes envolvidos na produção, distribuição e consumo musical. No entanto, o CD continua sendo uma das principais mídias para registro e comércio de música e os formatos que eram tidos como ultrapassados, como o disco de vinil e a fita cassete ressurgem em nichos e modelos de negócios mais ou menos específicos — mostrando que, quando se trata de formatos musicais, não devemos pensar em “substituição”.

Em 2011, as vendas de discos de vinil aumentaram em 40%. Os principais responsáveis por esse aumento foram os lançamentos das bandas Radiohead, Beady Eye e da cantora Adele. É claro que esse aumento percentual não se compara com a quantidade de discos vendidos por ano em décadas anteriores. De toda forma, é importante refletirmos onde reside o apelo dos discos de vinil para determinado grupo de pessoas, considerando que a música digital possui uma série de vantagens, como permitir ser transportada facilmente para diferentes lugares em dispositivos portáteis e não ocupar espaço físico.

Outro formato que tem ressurgido como uma espécie de culto é a fita cassete. De acordo com artigo no hypebot, estima-se que, em alguns anos, o formato tenha uma importância simbólica parecida com a do vinil para os fãs das fitas. Além do mais, é importante ultrapassar o argumento simplório que aponta a “nostalgia” como única explicação para a retomada desses formatos. Sanity Muffin, um selo pequeno de Oakland, faz somente lançamentos em cassete. O criador do selo aponta que a fita é uma alternativa mais barata em relação ao CD e ao vinil. Além do mais, acaba sendo uma estratégia de marketing interessante, destacando o artista dos demais justamente pelo diferencial no uso do formato.

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Com informações d’oglobo.com e do hypebot.com

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