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Estrombo e Overmundo mapeiam o mercado de música do Estado do Rio

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Base das ações do projeto Estrombo, a pesquisa “Análise de modelos de negócios praticados no mercado da música no estado do Rio de Janeiro”, desenvolvida pelo Instituto Overmundo como parte deste projeto, acaba de ganhar um hotsite para que o público possa acompanhar o andamento da pesquisa.

Esse estudo pretende identificar e analisar diversos tipos de modelos de negócio, formais e informais, em diferentes cenas musicais no âmbito da cadeia produtiva da música do estado. Segundo Oona Castro, diretora executiva do Instituto Overmundo, “nós só temos condições de pensar políticas a partir de diagnósticos. Nossa pesquisa pretende colocar holofotes sobre as transformações no mercado de música do Rio de Janeiro, principalmente as causadas pelas tecnologias digitais, e compreender que estratégias comerciais têm beneficiado mais a cadeia produtiva como um todo, do compositor ao público”.

Assim, a pesquisa vai de encontro aos objetivos principais do Estrombo, como o fomento de novos negócios a partir da identificação de gargalos e desafios enfrentados na cadeia produtiva da música do estado do Rio de Janeiro.

Olívia Bandeira, coordenadora da pesquisa no Instituto Overmundo, pondera que “o desafio maior deste tipo de pesquisa é identificar os atores que fazem parte de determinadas cenas ou circuitos musicais presentes no estado, pois são, em grande parte, mercados com grande nível de informalidade e para os quais não existem estatísticas oficiais. Por isso, a primeira fase da pesquisa, que teve início em julho de 2011, é qualitativa. Através da observação participante e de entrevistas em profundidade com agentes de algumas cenas e circuitos musicais, procuramos construir um mapa de parte da produção musical do estado e das diversas estratégias de negócios utilizadas por eles”.

Sobre considerar também o mercado informal, Oona argumenta que “a cultura é um setor caracterizado por uma grande informalidade nas relações contratuais. Não podemos abrir mão de estudar as atividades e os agentes informais se quisermos de fato dimensionar a cultura produzida no Brasil. Aqui, o negócio da música não é sinônimo apenas de indústria. Existem muitas pessoas que vivem do trabalho com música mas não aparecem na maior parte dos levantamentos, por não constarem nos dados oficiais”.

Sendo a inovação parte fundamental do projeto Estrombo, o estudo também voltará seu olhar também para as novas tecnologias de comunicação, como as redes sociais, para entender como os diversos agentes se utilizam dessas ferramentas para desenvolver relações de produção, circulação e consumo de música.

Atualmente, o hotsite hospeda um questionário voltado para gravadoras, para se aprofundar no funcionamento do setor e nas mudanças que vêm ocorrendo no mercado com o desenvolvimento das novas tecnologias digitais.

Confira as novidades da pesquisa “Análise de modelos de negócios praticados no mercado da música no estado do Rio de Janeiro” no hotsite e acompanhe o Estrombo nas nossas redes: Twitter, Facebook e YouTube.

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2 comentários

  1. Olá, sou estudande de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e gostaria de saber mais sobre a pesquisa. Estou estudando indústrias criativas em Cuiabá para o meu tema de monografia, e o meu projeto é bem parecido com este. Pretendo mapear a produção musical na cidade, os locais, as bandas e cantores, os ritmos musicais… enfim.
    Gostaria de saber mais sobre metodologia a ser usada, as dificuldades encontradas… e manter um contato, já que as pesquisas possuem o mesmo objetivo. Obrigado! E até!

    1. Oi Renan,

      como vai?

      Obrigado pelo interesse no Estrombo e na pesquisa que o Instituto Overmundo está realizando sobre a cadeia produtiva da música do estado do RJ. Parece ser muito interessante o trabalho que você faz. Quando a monografia estiver pronta e disponível para download, compartilha o link com a gente. Temos certeza que o nosso público se interessaria.

      Sobre o mapeamento do Estrombo, você pode encontrar mais informações nesse post e no site da pesquisa.

      Abraços,
      Equipe Estrombo.

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