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Música sem autorização no YouTube: bom ou ruim para bandas? Caso Blink-182

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É frequente o YouTube retirar do ar (ou tirar o áudio) de vídeos que usem músicas sem permissão. A banda de rock Blink-182, ao voltar à atividade depois de oito anos sem lançar material inédito, decidiu fazer diferente. Para celebrar o retorno, os músicos fizeram uma parceria com a AT&T para lançar “The Blink-182 Film Festival You Didn’t Know You Entered”:

Como aparece acima, a proposta foi procurar no YouTube por pessoas que usavam a música da banda sem permissão em seus próprios vídeos. Assim, fizeram essa montagem e o anúncio dos vencedores do “festival”.

Esse caso mostra uma mudança de mentalidade brutal na forma de lidar com material protegido usado por outras pessoas. Ao invés de iniciar uma ação para retirar esses vídeos da plataforma de vídeos, o Blink-182 recompensou seus fãs fazendo-os participarem de uma experiência única de aproximação com a banda. Isso demonstra como os artistas hoje acabam deslocando o valor do fonograma para o relacionamento. Não que vender música não seja mais importante. Pelo contrário, é fundamental para que o artista gere renda com sua produção e continue criando e vivendo de sua arte. Mas o que parece estar em jogo aqui é entender como as novas tecnologias da comunicação podem criar novas categorias de valor para a música — por exemplo, a importância do fortalecimento de laços entre artistas e seu público.

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