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Site “Minimecenas” propõe que artistas sejam “adotados” por seus fãs

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Nos últimos anos, tornou-se comum afirmar que a indústria da música carece de modelos de negócio que resolvam o problema do compartilhamento de arquivos, da pirataria e da consequente queda na venda de música, física ou digital. Isso não deixa de ser verdade. No entanto, observa-se cada vez mais iniciativas que “jogam” com a realidade atual ao invés de tentar combatê-la. Nessa direção, já apontamos algumas vezes no blog como o crowdfunding tem aparecido como uma solução interessante para os músicos financiarem sua produção e, ao mesmo tempo, recompensarem os fãs.

Com essa mentalidade – e experiência com as dificuldades de se começar uma carreira musical de forma independente –, a artista recifense Lulina criou o site “Minimecenas”. A proposta da plataforma é inspirada pela figura do mecenas, pessoa da elite que bancava os artistas para produzirem. No site recém-lançado, artistas selecionados por Lulina possuem os seus próprios mecenas: os fãs, que doam quantias mensais fixas por um ano para que os artistas possuam uma renda fixa para planejar sua carreira. Nos próximos meses, outros profissionais da área irão indicar os seus artistas para “adoção”. A proposta da plataforma é também ultrapassar a música e contemplar outros tipos de produção cultural.

Novamente, o que está em jogo aqui é saber aproveitar criativamente as oportunidades trazidas com as novas tecnologias digitais. Afinal, quem disse que a música está acabando? Pelo contrário, já temos diversos casos de artistas driblando os modelos de negócio mais tradicionais da indústria fonográfica para se concentrar na potencial global de comunicação dos novos meios, seja através das redes sociais, seja através do financiamento coletivo e colaborativo para gerar renda. Outro ponto importante é que o “Minimecenas” mostra que a cena independente não se desenvolve mais localmente. Pessoas de qualquer lugar do mundo podem “adotar” os artistas que gostam e contribuir para que eles continuem produzindo. E assim, quem faz e quem consume música pode dialogar diretamente, um interessado no que o outro tem a dizer.

Mas e o que você tem a dizer sobre isso? Comente e participe desse debate.

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