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Mobilizando fãs para divulgar um trabalho musical: casos e técnicas

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Os músicos sempre precisaram de seus fãs para fortalecer sua carreira. O que talvez seja um pouco diferente hoje é a percepção desse grupo de pessoas como importantes influenciadores em suas próprias redes e comunidades. Nessa direção, há diversos casos de músicos que mobilizam seus fãs, contando diretamente com eles para divulgar seu trabalho.

Claro que os métodos variam dependendo do objetivo, do próprio artista e da gravadora, que pode dar mais ou menos liberdade para o fomento desse tipo de prática. A norte-americana Amanda Palmer, por exemplo, pede diretamente aos seus fãs que a ajudem na divulgação de seus shows. Através do fórum online “The Shadowbox”, a cantora enviou recentemente a seguinte mensagem: “Camaradas!!! Chegou a hora novamente… precisamos da sua ajuda para promover os shows que vêm por aí. Nós mesmos seremos a mídia e, além do mais, a melhor maneira que eu tenho para promover é ATRAVÉS DE VOCÊS. Vá aquecer a impressora do seu escritório”. Nessa dinâmica, os fãs estão tão interessados quanto a própria artista na realização e no sucesso dos shows. Consequentemente, ela tem mais estímulo para prosseguir sua carreira e os fãs terão mais músicas dela para ouvir.

Em uma ação que lembra a discussão que publicamos aqui no blog do Estrombo, St. Vincent, heterônimo de Annie Clark, fez no mês passado uma campanha de mobilização através do Twitter para o lançamento do próximo álbum, “Strange Mercy”, que sai no mês que vem. No dia 19 de julho, usando o método tweet-to-unlock, a cantora publicou em sua conta a mensagem: PLEASE RT #strangemercy to help reveal all at strangemercy.com. À medida que a quantidade de tweets com a hashtag aumentava, mais conteúdo era publicado no site. A ação terminou três dias depois, com o lançamento em mp3 do single “Surgeon”, que os fãs puderam baixar gratuitamente.

Com a indústria da música e os modelos tradicionais em declínio, os artistas precisam recorrer a outros mecanismos para fazer sua música circular. Um das formas de fazer isso acontecer é justamente recorrer àquela comunidade que mais reconhece o valor do relacionamento e investe nele. A ideia é tentar entender o momento atual e criar um sistema onde ambas as partes se beneficiem disso.

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