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Música em rede, na rede: filtros sociais e novas formas de propagação

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A internet e as novas tecnologias digitais impactaram irreversivelmente a indústria da música. Enquanto métodos antigos patinam para conseguir alguma espécie de sustentação nesse cenário, começam a aparecer novas práticas, modelos de negócio e artistas tentando entender o momento atual e apostar em uma outra dinâmica para produzir, distribuir e consumir música. Por isso, o projeto Estrombo tem como um dos objetivos inspirar o surgimento de novos negócios que dialoguem com jogos eletrônicos, celulares e redes sociais, por exemplo.

No caso das redes sociais, o elemento fundamental é justamente a sua organização em rede que, cada vez mais, passa a ser melhor aproveitada para fins de divulgação. Nessas ferramentas, cada usuário cria sua própria rede de contatos ao realizar conexões com outros usuários. Assim, a informação propaga-se em velocidades e proporções muito maiores em comparação aos meios tradicionais, como o rádio e a televisão – ainda que, possivelmente, o alcance direto não seja maior.

Mas, se existe a probabilidade do alcance não ser maior, qual é a relevância do uso das redes sociais para a música? A questão é: “quem envia o quê para quem”. Aqui, entram os filtros sociais, a reputação dos usuários multiplicadores e as recomendações. Suponha que um amigo de gosto musical parecido com o seu publique o vídeo de determinada banda no perfil dele. Você vai prestar um outro tipo de atenção nesse conteúdo, certo? Se você gostar, pode compartilhar no seu perfil, colocando sua rede em contato com a banda; ou ainda, fazer com que alguns dos seus amigos se interessem pelo material e compartilhem novamente, realizando a propagação por outras redes.

Existem diversos casos de artistas que entendem que a divulgação nas redes sociais pode ser tão importante quanto a própria venda da música. Até porque, quanto mais pessoas conhecem as músicas, mais pessoas vão pagar por ela, comparecer aos shows, etc. O norueguês Thomas Dybdahl, por exemplo, usa uma música sua como moeda de troca. No site dele, você pode baixar a faixa gratuitamente, mas em contrapartida, precisa publicar o link no perfil do Facebook, no Twitter ou se inscrever no mailing dele. E vários outros artistas embarcam nessa proposição de uma nova moeda, social, baseada no valor da atenção e da recomendação – no Brasil temos exemplos como o do rapper Emicida.

A indústria da música ainda está entendendo como tirar proveito das novas tecnologias e, no atual cenário, diversos artistas e negócios exploram criativamente essas novas possibilidades.

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2 comentários

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