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No Mod MTV: “Música na internet: novas formas de consumo…”

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Por Paula Martini

Gostar de uma música no rádio, comprar o álbum e detestar as outras doze. Qualquer pessoa que consumiu música na era pré-internet viu isso acontecer. As mídias tradicionais apostavam no tamanho-único para vestir todos os gostos – e nem havia uma cabine para experimentarmos antes de comprar. É como se a venda (mesmo que frustrada) dos fonogramas valesse mais que a construção de um relacionamento entre artista e público. De fato, era mais fácil e rentável.

Com as tecnologias digitais e a internet, o valor na música se deslocou: passou do fonograma para a experiência e engajamento dos fãs nos processos onde eles antes eram consumidores passivos.

Nas redes sociais, um artista pode acessar seu público mais precisamente – afinal, ali estão as informações sobre nossas preferências. Ao mesmo tempo, ele também precisa ser encontrado em meio a tantos outros artistas. E aí entra a parte boa: hoje, os filtros que dizem o que devemos conhecer não são mais as velhas mídias de massa. São os que percebem os nichos.

Os filtros sociais e os algoritmos, se bem combinados, podem ajudar dos dois lados: ao artista, que quer ser ouvido, e ao fã, que quer conhecer música boa. Filtros sociais sempre existiram e não necessariamente têm a ver com tecnologia (embora ela amplie o alcance): são as recomendações de pessoas e veículos que julgamos confiáveis. Já os filtros algorítmicos cruzam informações de desconhecidos e raciocinam com base no “se você gosta disto, pode gostar daquilo”.

Mas devemos ter sempre em mente que dados pessoais são moeda valiosa, e que as plataformas e sites só podem acessar nossas informações (preferências, inclusive) se nós o permitimos ao aceitar seus termos de uso. Até porque, em grande parte das plataformas, nós não somos o cliente, mas sim o produto.

Fonte: Blog do Mod MTV : “Música na internet: novas formas de consumo, novos valores, novos filtros”

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1 comentário

  1. [...] Segundo os autores, “o CRM é baseado em sistemas de personalização, cujo objetivo é solidificar a lealdade do consumidor ao criar uma ‘experiência’ online ajustada às suas preferências”. É claro que existe uma falha grande aí: os gostos não são objetivos e, por isso, não podem ser matematizados. Nossas preferências são fluidas e o fato de gostar de tal banda, não necessariamente indica que gostaríamos de outra pertencente ao mesmo gênero, por exemplo. Sobre os sistemas de filtros, falamos anteriormente aqui no blog. [...]

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