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Música, sociabilidades e novos negócios: redes sociais e crowdfunding

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Já não é novidade que o mercado de música foi transformado de forma irreversível nos últimos anos. No entanto, em vez de somente apontar os problemas causados pelo compartilhamento de música e pela pirataria, precisamos focar nas possibilidades de trânsito nessa nova realidade. Aos poucos, percebe-se as dinâmicas sociais como um elemento central na cultura da música, inclusive, inspirando novos negócios. Com certa frequência, temos levantado alguns casos aqui no blog que mostram como a inovação no mercado musical está diretamente atrelada à sociabilidade – seja nas redes sociais, nos filtros de recomendação ou no poder cada vez maior de participação dos consumidores.

Não à toa, boa parte dos novos negócios voltados para a música olham com atenção para os sites de redes sociais, principalmente para o Facebook, que vêm experimentando rápido crescimento no Brasil – em maio, fomos o país que mais cresceu em número de usuários cadastrados na ferramenta. Se, antes, o foco das redes sociais era unir pessoas, hoje essas plataformas também conectam pessoas com marcas, negócios, bandas e empresas. Além disso, elas têm adotado um caráter cada vez mais multimídia, incorporando à sua arquitetura de participação bens culturais como músicas e vídeos. Com milhões de usuários inscritos, compartilhando seus gostos e suas experiências musicais, esses espaços configuram-se como terrenos férteis para buscar consumidores, ouvi-los e fomentar negócios. Além disso, os usuários tornam-se agentes fundamentais para distribuir música e interferir em dinâmicas produtivas, levando seu potencial criativo para esferas as quais ele não possuía pleno acesso.

A recente pesquisa Global Entertainment & Media Outlook (E&M) 2011-2015, realizada pela PricewaterhouseCoopers (PwC), aponta o poder dos consumidores “digitais”. A pesquisa ressalta que eles, ainda que esperem cada vez mais conteúdos gratuitos, estimulam o aumento de experiências de engajamento multiplataforma e, consequentemente, fomentam o desenvolvimento de novos modelos de negócio para geração de renda.

Crowdfunding

Ainda que não seja um modelo de negócios de fato e, sim, uma forma de financiamento de projetos, proponentes de diversas áreas da cultura olham cada vez mais para a “vaquinha” virtual como uma possibilidade real de viabilizar seus projetos, justamente por saber onde estão as pessoas que se interessariam por sua realização. Usando os filtros certos, você chega diretamente ao seu público, conversa com ele e conta com o boca-a-boca e financiamento coletivo para tirar a sua ideia do papel, recompensando os investidores das mais diversas maneiras.

É claro que o crowdfunding não é a única forma de viabilizar projetos musicais, mas aponta para a importância do público na esfera da realização, mostrando que a atuação de artistas, patrocinadores e fãs é muito mais complexa e interdependente na nova economia digital.

Discuta essa questão conosco: como gerar novos negócios voltados para a música que incorporem dinâmicas sociais e participativas?

O objetivo do Estrombo é pensar e ajudar a desenvolver novos modelos de negócio que passem por canais como as redes sociais, celulares e games. Acompanhe-nos também nas nossas redes: Twitter, Facebook, YouTube e Flickr.

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2 comentários

  1. Legal a matéria. Gostaria de acrescentar que a experiência que temos é que o crowdfunding não apenas viabiliza projetos musicais, mas sobretudo reinventa o relacionamento entre o artista e o público. O público passa a ser incorporado desde o início em um processo em que ele só via o produto final. Essa alteração na cadeia de produção faz não apenas que esse produto tome novos rumos, mas também que a relação produtor-consumidor seja de certa forma deturpada para uma relação de coprodução.

  2. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o modelo de “crowdfunding”, vale uma passadinha na Embolacha (www.embolacha.com.br), uma ferramenta de financiamento colaborativo exclusiva para projetos em Musica.

    Através dessa nova possibilidade de relacionamento entre publico X artistas, foram realizados com sucesso os projetos das bandas Móveis Coloniais de Acaju (DF), Letuce, Autoramas, Rabotnik e Mig Martins! Atualmente a plataforma conta com três campanhas em andamento: o show de comemoração dos 10 anos de Mombojó no Recife, o segundo disco da paulistana Claudia Dorei e o show do Joe Lally Trio (ex Fugazi) na Audio Rebel, no RJ.Conheça e colabore com os nossos projetos. Quem participa, também ganha!

    A Embolacha e os artistas agradecem a preferência.

    Paulo Monte
    Artistas e Publico Realizando ideias
    http://www.embolacha.com.br

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