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O movimento cultural do funk e a articulação dos profissionais

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O funk carioca é um dos principais exemplos de música que vem “de baixo para cima”, ou seja, primeiro se tornando popular nas periferias, circulando nas pistas e palcos dos bailes para depois atingir outros meios como o rádio e a televisão. Desde o final dos anos 90, o gênero musical se fortalece, principalmente no Rio de Janeiro, além de ganhar reconhecimento também internacionalmente. Percebendo esse potencial e a necessidade de articulação entre os diversos agentes do funk, alguns artistas e profissionais se organizaram e criaram a Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFunk). Ela foi fundada por funkeiros, MC’s e DJ’s com o objetivo de informar e conscientizar os músicos e demais agentes de seus direitos, visando também a formalização e profissionalização.

A primeira vitória da associação foi o reconhecimento do funk como movimento cultural e do funkeiro como agente cultural popular. É claro que a luta ainda é muito maior – parte dessa batalha constante é registrada no site da APAFunk, que publica textos sobre leis e outros projetos que informam e trazem a público as discussões atuais sobre o movimento.

Outra ação importante, feita em parceria com outros grupos, foi a cartilha “Liberta o pancadão – o manual de direitos do MC”, com uma série de informações sobre a história do funk, sua força, além de esclarecer os artistas e profissionais sobre assuntos que podem passar despercebidos, como direitos autorais, a importância de registrar, proteger e garantir a autoria da obra, como dar entrada nesse processo, entre outros. E ressalta como o compartilhamento de músicas e as rádios comunitárias podem ser benéficas para os artistas e autores. Com isso, a cartilha sugere a formação de cooperativas, pois agir em conjunto é mais fácil do que tentar fazer tudo sozinho.

A APAFunk é um bom exemplo de como músicos e demais profissionais podem se articular para fortalecer a cena e sua cadeia produtiva. Esses agentes culturais perceberam a força do funk e a necessidade de informar os demais artistas do movimento como expandir suas fronteiras através de direitos e possibilidades garantidas a qualquer músico.

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